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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 821 / 2015

20/05/2015 - 20:02:00

Eu estive bem perto do inferno

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Na minha juventude, eu gostava muito de ler os principais clássicos nacionais e internacionais, como os russos Victor Kravchenko e Toltói, bem como os brasileiros Machado de Assis, o conterrâneo Graciliano Ramos e muitos outros, como o Euclides da Cunha, de “Os Sertões”. Como sertanejo que sou, me sentia orgulhoso quando lia Euclides da Cunha, dizendo que “o sertanejo é, antes de tudo, um forte”. Até poucos dias, eu concordava com o grande escritor, mas, teria sido muito melhor, se ele tivesse dito que, “às vezes”, nós sertanejos, ficamos acovardados diante de tanta dor, como aconteceu comigo.

Eu estava tranquilo em casa, quando de repente, senti uma grande dor, sem que eu soubesse, exatamente, em qual dos órgãos, ela estivesse me martirizando. Meu filho Arnaldo, imediatamente, me forçou à ir ao médico, pois, eu pensava que a dor acabaria logo, como se eu fosse um “super-homem” ou “um homem de ferro”. Corremos para a Santa Casa de Misericórdia, onde fui examinado para saber quem mais doía, se o baço, o fígado, a vesícula ou outro órgão. Depois dos exames preliminares, o médico disse que eu deveria, imediatamente, ser internado.

A minha esposa fez uma pequena “trouxa”, daquelas dos sertanejos e, eu fui para o apartamento 101 da Santa Casa, pensando que sairia logo. Vieram a Ultrasonografia, Endoscopia, Colonoscopia e Video-laparoscopia e, vi logo que o “negócio” era sério. Eu teria que ser operado com urgência, pois, a minha “vesícula já estava necrosada”, o que fez com que a cirurgia fosse demorada. Sofri muito com a demora com os procedimentos, mesmo estando anestesiado.

 O “pós-operatório” foi horrível..!!!!. Foram 12 dias de internação, com furadas na veia, tubos e mais tubos de sôro, com antibióticos, posições horríveis para dormir e para sentar. Minhas noites, mesmo com medicamentos para dormir, se tornaram angustiantes, já que os medicamentos não surtiam efeitos. Minha esposa Nilva, meus filhos Petras e Arnaldo, além da nossa secretária Lia, foram importantíssimos para que os meus sofrimentos fossem menores.

Felizmente, o Plano de Saúde da “SMILE”, deu cobertura total, tanto para a cirurgia, como para os médicos, os medicamentos, hospitalização e outras necessidades. A Santa Casa de Misericórdia de Maceió, demonstrou ser um Hospital dos melhores do Brasil, com uma equipe médica competente, comandada pelo Dr. Humberto Gomes, onde estão excelentes profissionais da enfermagem.

Os médicos, Dr. Jacob Rêgo e o Dr. Fábio Jorge Lima, são médicos muito bem conceituados na Medicina. Eu é que, já não estava suportando os corredores do Hospital, os alimentos da dieta, os gemidos de outros pacientes, a falta do sol, do mar, da chuva e da natureza, de um modo em geral. Resumindo, eu estive bem perto do inferno.

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