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18 de Novembro de 2018

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Edição nº 821 / 2015

20/05/2015 - 19:54:00

REPÓRTER ECONÔMICO

JAIR PIMENTEL - [email protected]

A gasolina, vilã da inflação!

A primeira gestão da presidente Dilma Rousseff, tinha um trunfo para “maquiar” a inflação, sempre abaixo de dois dígitos anualmente, uma especie de tabelamento informal de preços. O resultado foi uma perda de algo em torno de R$ 60 bilhões para a Petrobras, causando descrédito do mercado brasileiro. E a inflação está aí amedrontando todos. O problema é saber se a estatal terá liberdade de reajustar preços e tocar seus negócios, como pretende seu presidente, alegando aumento do preço do barril e do próprio dólar.Tudo isso, vai gerar aumento de preços nos postos, como sempre mexendo no bolso do consumidor. Mesmo com o retorno da Cide, que o governo vem cobrando desde o ano passado, nada vai influir nas contas dele próprio, já que os preços do petróleo no mercado internacional continuam subindo, assim como o dólar. Tudo indica que o imposto não vai baixar e isso, prejudica a todos. Os gastos públicos continuam crescendo e o resultado, é inflação alta e “bolso vazio” do consumidor final. 

Cortando gastos

Enquanto o governo corta gastos com programa de grande interesse da população, como educação e casa própria, aumenta o que se gasta com pessoal, Previdência e benefícios sociais. Um dos exemplos mais recentes foi o que ocorreu com as despesas do programa de financiamento ao ensino superior (Fies). Neste semestre, o número de contratos novos autoriados, 252 mil, foi pouco mais da metade do liberado no mesmo período do ano passado. Isso significa que milhares de brasileiros que querem estudar numa faculdade particular, estão fora dela. 


Imóveis

O programa de financiamento habitacional Minha Casa, MInha Vida, tambémvem sendo atingido pelos cortes do governo. A indústria da construção tem hoje algo em torno de R$ 1,2 bilhão a receber do governo por projetos do programa. As construtoras continuam em compasso de espera esperando esse dinheiro, enquanto são obrigadas a manter - por enquanto - as obras e os milhares de empregados. 

Economia pífia

Apesar dos cortes generalizados em progamas federais, as despesas do governo no primeiro trimestre deste ano, ficaram apenas 0,8% inferiores as do mesmo período do ano passado. O pagamento do seguro desempregado, por exemplo, apresentou pequeno recuo depois que o governo endureu regras de acesso ao benefício. 


O que fazer

A dica da coluna é continuar economizando ao máximo nos gastos domésticos, inclusive com o de combustível. Quanto ele é reajustado, puxa para cima os demais preços, de todos os ítens de consumo. Tem que reduzir gastos com energia, água, telefone e claro, alimentação. A inflação continua crescendo, tendência que não tem retorno. 

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