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23 de Setembro de 2018

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Edição nº 820 / 2015

14/05/2015 - 11:48:00

Gabriel Mousinho

Queda de braço no PMDB

Embora publicamente o senador Renan Calheiros e o deputado federal Eduardo Cunha mantenham uma relação amistosa, nos bastidores a coisa não é bem assim. Para tocar fogo no relacionamento bastou que a Câmara aprovasse a terceirização e o projeto fosse enviado para o Senado.Ironicamente os dois trocam farpas politicamente e Renan já admitiu que o projeto possa dormir em berço esplêndido nas gavetas da presidência. Aí é aonde a disputa vai tomar gosto de um campeonato repleto de jogo baixo.O presidente da Câmara já disse alto e bom som, que se o projeto de terceirização não for levado a plenário, naturalmente que qualquer iniciativa do Senado que obrigatoriamente passará pela Câmara, terá o mesmo destino, ou seja, não terá andamento.O mais curioso é que todos os dois presidentes são do PMDB. Um, Eduardo Cunha, já demonstrou ao Planalto que a Câmara não irá se submeter aos caprichos do Poder Executivo. O outro, Renan Calheiros, já mostrou que a relação não é nada boa com a presidente Dilma Rousseff.Na política brasileira, notadamente nas duas mais importantes casas legislativas, novos lances estão por vir e a disputa entre Calheiros e Cunha ainda vai durar por muito tempo, pelo menos nos próximos dois anos.

A vez de Paulão 

O PT, pela avaliação que fez em encontro na semana passada, chegou à conclusão que o deputado Paulão é o melhor nome para disputar a prefeitura de Maceió, ou seja, o partido não vai abrir mão de apresentar um candidato para disputar com Rui Palmeira. Mesmo desgastado pelo volume de denúncias que tem recebido atualmente, o PT vai ter que trabalhar muito para dar a volta por cima. E começaria, em Alagoas, por Paulão na prefeitura de Maceió.


Alto lá

O problema, entretanto, é o Palácio do Planalto aprovar tal ideia, já que compromissos em eleições anteriores foram preteridos por Brasília. Se o PT de Alagoas tem a vontade de apresentar candidato próprio à prefeitura de Maceió, vai ter que compor com o PMDB, enquanto for aliado da presidente Dilma Rousseff. Entre querer e poder, a distância é muito grande.


Muito difícil

Assessores ligados ao senador Fernando Collor acham muito difícil uma fusão entre o DEM e o PTB. A reação é grande entre alguns senadores que não admitem que o partido se entregue de corpo e alma à oposição.Em Alagoas, por exemplo, o DEM não vê com simpatia esta possível aliança, principalmente porque o seu presidente regional, José Thomaz Nonô, não reza na mesma cartilha de Collor.

Herança de Téo 1

Muito se tem falado do funcionamento da primeira escola de tempo integral no Estado. Mas é bom lembrar que o governo passado deixou tudo quase pronto para que isso acontecesse exatamente agora, já que algumas providências não haviam sido executadas. Então, chegou a hora.

Herança de Téo 2

O mesmo acontece com as UPA´S que estão sendo anunciadas pelo atual governo como se fosse de sua administração. Elas estavam também quase prontas e não deu tempo de Téo inaugurá-las.


Consenso

Praticamente nada muda nos cargos federais em Alagoas. Deputados e senadores se reuniram e prevaleceu o consenso entre as partes. Entre os cargos federais, o coordenador da bancada, Ronaldo Lessa continua com a Delegacia do Ministério do Trabalho, Maurício Quintela com o Dnit, Arthur e Benedito de Lira com a CBTU, onde implantaram o VLT, Carimbão deve continuar com a Codevasf, Collor com o Ibama e os outros ainda não definiram participação.


Destaque da segurança

ASecretaria de Defesa Social, comandada pelo promotor Alfredo Gaspar de Mendonça, é, sem sombras de dúvidas, o destaque da administração do governador Renan Filho. Tem diminuído o índice de criminalidade e dado esperança positiva aos alagoanos. Além do mais, tem jogado duro contra os criminosos. A política de segurança adotada foi uma das poucas coisas positivas nestes quatro meses de governo. Que assim continue.

Só os vereadores?Muitos vereadores de Maceió irão devolver quase 300 mil reais em faltas das reuniões ordinárias da Câmara. E dezenas de servidores que nunca deram um dia de serviço na Câmara?

Mais além 1

O Ministério Público não deve ficar apenas nas investigações sobre nomeações de Procuradores na Câmara Municipal de Maceió. Deve estender também a servidores contratados a peso de ouro de longos carnavais, que conhecem a Câmara apenas por ouvir dizer. Pode aproveitar para fazer uma investigação sobre funcionários que galgaram postos altos com diplomas de curso superior duvidosos.


Mais além 2

Dando sequência a essas investigações, o Ministério Pública deveria proceder o cruzamento da folha de pagamento com outras instituições, para saber se alguém está acumulando cargos ilegalmente.

Assembleia na mira

A Assembleia Legislativa também tem muito que explicar ao Ministério Público. Desde a folha de pagamento, servidores fantasmas denunciados pelo deputado Antônio Albuquerque quando assumir a presidência da Casa, como da situação de débitos junto a organismos federais.


Ainda é cedo

Enquanto acelera o trabalho na periferia de Maceió, o prefeito Rui Palmeira vai empurrando com a barriga quando o assunto é eleição municipal. Ele acha cedo para tocar no assunto, alegando provável reforma política e conversa com outros partidos.


Bom momento

É inegável a posição firme que o senador Renan Calheiros tem tomado nos últimos meses sobre o Ajuste Fiscal, que tanto transtornos têm trazido à presidente Dilma Rousseff. Renan tem marcado posição, defendendo uma postura de independência no Senado Federal.


Não quer mais

Pelas críticas que fez ao vice-presidente Michel Temer, de que a coordenação política era mais um Recursos Humanos para distribuir boquinhas, o senador Renan Calheiros deve abdicar de indicar amigos para cargos federais em Alagoas. Pelo menos é esta a leitura que se faz no momento.


Dever de casa 1

O vice-prefeito Marcelo Palmeira demonstrou muita visão política e trabalho nesses dez dias que substituiu Rui Palmeira em viagem à Itália. Ele visitou obras na periferia da cidade, conversou com secretários sobre novos projetos a serem realizados ainda este ano e deu uma injeção de ânimo a todos os colaboradores da prefeitura de Maceió que enfrentarão a partir de agora novos desafios. 


Dever de casa 2

A exemplo de Rui Palmeira, o vice não quer falar de eleições, mas admite uma dobradinha firme e permanente com o prefeito para o próximo. Projeto que está dando certo não é para ser interrompido, diz Marcelo Palmeira.

A intocável

Mais uma vez Rosiana Beltrão passou a perna em deputados federais e senadores e assumiu novamente a Administração do Porto de Maceió. Caladinha, Rosiana movimentou os pauzinhos em Brasília e reassumiu o cargo que estava nas mãos no seu filho Djalma Beltrão. Tudo em casa e nas caladas da noite. Deputados e senadores ficaram chupando dedo.

Meia volta

O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, disse uma coisa no Senado e horas depois voltou a trás. Inicialmente alegrou falta de recursos e previu que muitas obras podem ser paralisadas por falta de grana. Mas depois, ninguém sabe por que, afirma que a galera tinha entendido completamente diferente. Ah, bom.

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