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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 819 / 2015

06/05/2015 - 21:10:00

Humanizar a cidade

JORGE MORAIS Jornalista

São muitos os questionamentos em relação à vida de uma cidade. O seu dia a dia, o seu ir e vir cotidiano. Seja qual for o assunto levantado, recebe uma discussão ampla e geral em todos os seus aspectos.

Ninguém agrada na sua totalidade. Ou melhor: é mais fácil a construção da crítica, a desobediência à ordem pública, a insatisfação pelo não feito, até mesmo a coisa certa proporciona o contraditória na maioria das vezes, mesmo que esteja sendo feita corretamente.Por mais que uma prefeitura trabalhe pela melhoria da cidade, é muito pouco para os problemas nela existentes. Por menor que seja o atraso do caminhão, o lixo fica acumulado. Quando chove pouco ou muito, independe a quantidade, as ruas ficam alagadas.

Se o asfalto chega à área nobre, a periferia reclama, e vice-versa.E, por fim, o transporte coletivo que nunca agrada a todos, sejam eles passageiros ou empresários do setor.E é exatamente sobre esse último item que quero direcionar o artigo dessa semana no capítulo humanizar a cidade.

Para que não se faça um juízo de valor antecipado, não se trata, aqui, de defender ou reprovar o sistema que aí existe. Simplesmente quero direcionar a minha opinião, entendendo não ser usuário direto desse meio detransporte, mas um cidadão que se sente prejudicado pelo trânsito complicado a qualquer hora do dia, em qualquer parte da cidade.

Esta semana conversei com algumas pessoas ligadas ao sistema. Curioso e repórter no estilo investigativo e crítico por natureza, quis saber o que se passa com a cidade de Maceió. Tudo começou quando fiz a colocação de que, no máximo em 5 anos, a cidade vai parar. Nessa questão ganhei a aprovação daqueles que me ouviam.

Então, arrisquei a pergunta: E o que vocês estão fazendo para que a gente não atinja esse caos?Todos foram unânimes ao afirmar que a cidade só será humanizada com ciclovias para o transporte alternativo e a implantação de metrô. Como o Metrô requer muito dinheiro e tempo, e as ciclovias ainda recebem a desconfiança dos usuários, o Poder Público precisa, urgentemente, investir em vias alternativas; melhorias do corredor para o transporte urbano; ser mais vigilante quanto à renovação da frota dos nossos ônibus; e agir com critérios técnicos e menor interesse político em suas ações.

Fiquei surpreso com a informação de que no início da administração do prefeito Cícero Almeida, o sistema de transporte coletivo de Maceió chegou a conduzir próximos de 7 milhões e meio de passageiros/mês. E, ao final do seu segundo mandato, esse número foi reduzido para 6 milhões e meio. E o que acarretou essa queda? Um dos motivos: o número excessivo de outros veículos circulando nas mesmas ruas e avenidas que os ônibus.

Com a instalação da Faixa Azul nas Avenidas Tomás Espíndola, Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro, todas na parte alta da cidade, o transporte coletivo passou a circular com um tempo menor pela via exclusiva que ganhou, consequentemente aumentou o número de viagem e a quantidade de passageiros carregados.

Esta é uma solução definitiva para o trânsito? Ainda não, mas o sistema já está atingindo a marca de 7 milhões de passageiros/mês transportados, podendo voltar a patamares anteriores, agradando ainda mais ao público usuário, principalmente.Em junho, a Secretaria Municipal de Transporte e Trânsito está anunciando os mesmos critérios da Faixa Azul para a parte baixa da cidade: Avenidas Comendador Leão e Dona Constança, nos bairros do Poço e Jatiuca, respectivamente. Se vai melhorar? Acho que sim, porque pior do que está não pode ficar.

No entanto, a SMTT precisa cuidar do trânsito da cidade como um todo, inclusive pensando nos condutores de carros de passeio, que são utilizados também para o trabalho pela falta de alternativas. Como se vê esse espaço não é usado apenas para criticar, mas sim pela boa crítica. Até a próxima...

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