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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 819 / 2015

06/05/2015 - 20:06:00

E agora, Lula?

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

O Brasil está parando! As grandes empresas, responsáveis por obras faraônicas, estão demitindo milhares de pessoas. De quem é a culpa? Dos corruptos, claro.Graças a Deus e aos juízes de bem, afloram nomes de pessoas que brincavam com a lei, pois há muito tempo o povo ouve falar em propinas, em licitações ilegais. Entretanto, tudo devidamente escondido.Ouvi uma entrevista de um dos advogados dos empreiteiros presos: “No Brasil sempre houve propina.

Se não pagasse ao governo, não concorria nas licitações.” Verdade, verdadeira, diria eu.Outro exemplo típico de notícias desencontradas são as eleições no Brasil. Vejam bem: os gastos numa eleição para deputado estadual ou deputado federal em nosso Estado chegam a 2 ou 3 milhões de reais.

Pergunta que incomoda: vencendo, como pagará as dívidas de campanha com o salário mensal? Perdendo, como fará para cumprir os compromissos assumidos?Nenhum cientista político explicará tão complicado problema. Sim, porque ninguém consegue saber em Alagoas o verdadeiro salário de um deputado estadual.Outro fato complicado: eleições para o governo do Estado: um senador e um deputado federal.

Campanha caríssima de ambos os lados. Ganhou o jovem parlamentar, perdeu o velho senador. E agora, José? Como vão pagar o que gastaram, com tanta fiscalização da Justiça? Resposta difícil para nós, pobres eleitores.Dúvida feroz: o que é propina? O que é ajuda de campanha? Cabe à Justiça esclarecer nossa inquietação. A corrupção chegou a um ponto tal que não se sabe o que é legal ou ilegal.Os políticos já estão acostumados com as benesses que vêm das empresas, levando-os à linha da marginalidade. Daí, o governo sempre ter a maioria no Congresso e nas Assembleias Legislativas.

Sendo amigo do Rei, as ajudas virão com mais facilidade. Sendo inimigo, a vitória fica mais difícil.Poucos escapam do jogo político ou do sistema. Participei de uma única eleição e desisti para sempre. O sistema é pesado demais.Vi um pastor evangélico que usava suas ovelhas para se eleger, buscar dinheiro com mais avidez do que pedir voto.

Hoje é deputado estadual e continua usando o mesmo sistema: a Igreja Evangélica é seu reduto eleitoral. Mas, a grande preocupação no momento é a seguinte: se as maiores empresas do país estão envolvidas em esquemas de propinas, se os chefes delas estão presos, se as demissões chegam a milhares, como as obras serão tocadas? Quem vai escapar do “Lava Jato” e de outras fiscalizações realizadas pela Justiça? Poucos, muito poucos, conseguiram escapar do sistema de propinas.

O PT de Lula e de Dilma perdeu o controle da nação, seus chefes estão envolvidos até o pescoço. A Petrobras, assim como os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica, a Infraero, a Eletrobrás (Revista Veja edição 2422) e outras empresas nacionais de porte, viraram um mar de lama.Chegou a vez do Lula: um moço está denunciando o ex-presidente.

Chegará a vez de Dilma, com certeza, pois ninguém acredita que os  chefes do governo não tomavam conhecimento do que acontecia com o PT e as empresas denunciadas.

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