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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 818 / 2015

29/04/2015 - 14:45:00

Gabriel Mousinho

Vinte e três anos depois, a história volta a se repetir. Era o ano de 1992, quando à época, o tesoureiro da campanha do atual senador Fernando Collor de Mello, empresário Paulo César Farias, foi preso, acusado de se beneficiar de um esquema que beneficiaria também o então presidente da República.

Na semana passada a quarta-feira amanheceu com a notícia de que havia sido preso em São Paulo, em sua residência, o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, acusado de receber mais de 200 milhões de dólares da corrupção que se instalou em alguns setores da Petrobras.É bom lembrar que o episódio de 1992 terminou com o impeachement do então presidente Collor, cuja maior acusação era de ter ganhado um veículo Elba, da Fiat. Collor foi afastado e somente anos depois provou no Supremo Tribunal Federal sua inocência em vários episódios fabricados, inclusive pela mídia nacional.

Agora, João Vaccari Neto é preso e as investigações apontam para esquemas de desvio de recursos do governo para agências de publicidade para abastecer os cofres do PT e consequentemente de campanhas políticas.Da maneira como as teias de aranhas vão se entrelaçando, ninguém pode mais prever o que virá pela frente. Se Collor sofreu um processo de impeachement, tudo pode acontecer daqui pra frente.

Absurdo

O aumento triplicado de verbas do fundo partidário, que passou de 289 milhões para mais de 750 milhões de reais, foi uma provocação à sociedade brasileira. Até o presidente do Senado, Renan Calheiros, considerou um exagero a sanção da presidente Dilma no Orçamento Geral da União. Com um país em visível recessão, onde os aumentos de energia, combustíveis, serviços em geral e alimentos atingem diretamente a população, os partidos irão nada em dinheiro neste ano de 2015.


Lira aprova proposta

O deputado Arthur Lira, presidente da Comissão de Constituição e Justiça, enfrentou uma parada dura na quarta-feira passada. Conseguiu aprovar a proposta de Emenda Constitucional de autoria do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, limitando em 20 o número de ministérios que o Poder Executivo pode criar e manter. Tema polêmico, a proposta foi aprovada com 34 votos favoráveis e 31 contra.


Perigo

O governador Renan Filho apostou na recuperação da economia e prometeu contratar a reserva técnica da Polícia Militar até o final do ano. Na Secretaria de Educação a esperança é a mesma. A promessa é um risco que Renan corre, uma vez que as despesas poderão ultrapassar a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Sinal da cruz

Muitos deputados foram manifestamente contrários à manutenção do veto para manutenção da 17ª Vara Criminal. Alguns acham que  projeto deveria sofrer mudanças e ser mais debatido, principalmente porque existem deputados que chegaram este ano à Assembleia Legislativa. Outros acreditam que assinar um cheque em branco para a 17ª Vara Criminal não é grande negócio.


Retraído

O prefeito Cícero Almeida não nega a ninguém que tenha vontade de voltar à prefeitura de Maceió, mas esbarra numa situação delicada: não tem um partido em que possa mandar e desmandar. Almeida também não esconde seu descontentamento por não ter participação no atual governo, onde foi pra rua pedir voto para Renan Filho.


Assunto do dia

Faltando mais de um ano para as eleições municipais, já aparecem vários candidatos para tentar tomar a reeleição do prefeito Rui Palmeira.  Até agora já apareceu uns seis candidatos e pode chegar mais a medida que o tempo vá encurtando.


Seguro

O vice-prefeito Marcelo Palmeira continua confiante numa reeleição e afirma que a dobradinha PSDB-PP vai continuar forte em 2016. Palmeira tem destacado o governo de Rui Palmeira pelo trabalho que vem realizando e mostrando o respeito que a administração pública tem tido com os recursos públicos que estão sendo investidos na capital.


Interrogatório

Os políticos alagoanos investigados na Operação Lava-Jato começarão a depor na próxima semana. Eles poderão escolher hora e lugar para prestar esclarecimentos dos recursos recebidos por ocasião de campanhas políticas. Os interrogatórios serão feitas pela Polícia Federal atendendo recomendação do Supremo Tribunal Federal.

Confiança

O senador Benedito de Lira disse ontem que o depoimento irá esclarecer tudo sobre os recursos que lhes foram destinados na campanha em 2010. Para ele, tudo está de acordo com a legislação eleitoral e os recursos foram informados ao TRE, durante prestação de contas da campanha naquela época.


Sinuca de bico

O governo do Estado vai enfrentar problemas sérios com o governo federal, se a Assembleia Legislativa não cumprir com os repasses de obrigações federais, a exemplo do INSS. Ficará impossibilitado de assinar novos convênios e receber até repasses estabelecidos por lei. Já a Assembleia Legislativa, além do INSS, também é devedora do Imposto de Renda. 


Sem prazo

Mesmo que alguns deputados insistam em definir o espaço em cargos federais, em Alagoas, parece que somente no próximo mês o vice-presidente Michel Temer definirá quem é quem no jogo político. Ele prefere não desgostar quem quer que seja, para não refletir no apoio à presidente Dilma neste segundo mandato. 


Segurança moderada

Moradores de diversos bairros da capital, inclusive do Conjunto José Tenório, estão pedindo a volta do policiamento em motos, para evitar assaltos que voltaram com a carga toda nos últimos dias. Mesmo com a polícia jogando duro contra assaltantes, roubos e furtos de veículos têm acontecido todos os dias na grande Maceió.


Dificuldade

O deputado Ronaldo Lessa, com esse rolo todo da Operação Lava-Jato e da atuação da Câmara Federal, tem tido dificuldade de reunir a bancada alagoana. Muitos dos deputados e senadores sequer justificam ausências nos encontros que estão cada vez mais rareando.


Exemplo

Bem que o governador Renan Filho, em crise financeira do Estado, deveria seguir o exemplo do prefeito de Maceió, Rui Palmeira, que vai à Brasília em aviões comerciais e sem seguranças. Seria um alívio para as combalidas finanças do Estado, que paga deslocamentos do governador em jatinhos fretados.


Tristeza

Quem viaja pelo nordeste observa quanto o Estado de Alagoas está longe do desenvolvimento de Pernambuco e até mesmo da Paraíba. São empresas de grande porte que se instalaram por aí e todos os meses aparecem mais. 

Eu quero o meu

O primeiro suplente de deputado, Cícero Cavalcante tem confidenciado a amigos que não está nada satisfeito com o tratamento que tem recebido do governador Renan Filho, embora sua filha tenha sido nomeada para o Procon. Esperava já ter assumido o mandato na Assembleia Legislativa ou ser agraciado com uma secretaria de Estado. Até agora, nem uma coisa nem outra.

Dever de casa

Embora não tenha em andamento nenhuma obra de grande porte na cidade, o prefeito Rui Palmeira vem fazendo o dever de casa. Melhorou o tráfego nas principais avenidas, deu maior atenção à saúde e a educação e continua pavimentando ruas nos bairros da capital. Afora isso, tem demonstrado eficiência no trato da coisa pública, sem nenhum caso de desvio de conduta nos primeiros dois anos de mandato.

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