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Edição nº 818 / 2015

29/04/2015 - 14:37:00

Em nome do Pai

JORGE MORAIS Jornalista

É como vai ser dirigida a Federação Alagoana de Futebol daqui para frente. Lamentavelmente, o filho, Felipe Feijó, colocado lá pelo pai, vai mandar muito pouco. Até porque, como o presidente menino vai enfrentar Marcos Barbosa (CRB) e Euclides Mello (CSA)? São duas “feras” que não se deixarão levar pelos caprichos do filho, que vai precisar da ajuda do pai, sempre.

Saiu o “todo poderoso” Gustavo Feijó. Estarão enganados aqueles que acreditam na possibilidade dele ficar de fora das grandes decisões. Com certeza, vai ficar trabalhando e agindo sorrateiramente para alcançar seus objetivos, principalmente no campo da política. Em alguns segmentos o assunto está sendo tratado com desdém pelas pessoas. Imaginava-se que, nepotismo, só existia na política, mas também chegou ao futebol.Para fugir de uma possível ação na justiça, fruto da falta de prestação de contas durante todo esse último mandato, Gustavo tinha uma carta guardada na manga: colocar o filho em seu lugar.

O presidente-menino, como está sendo chamado, é até gente boa, diferente do pai que é um “cidadão” arrogante, autoritário e centralizador. Quando eu era presidente da ACDA – Associação dos Cronistas Desportivos de Alagoas – nunca cumpriu na sua totalidade a palavra empenhada, e a federação durante meses se apoderou do dinheiro da nossa entidade. Lá, todos sabem disso, mas ninguém ousou contrariar o “xerifão”.

Se com Felipe muda alguma coisa, não posso garantir. Até porque, o pai mandando no futebol alagoano, o filho pouco ou quase nada vai conseguir fazer. Acho, no entanto, que se o garoto quiser, até torço por isso, pode aprender e encontrar um caminho diferente do que foi traçado pelo pai até hoje. Os dirigentes do Corinthians Alagoano podem falar melhor sobre isso, em relação ao passado.Reconheço que, ultimamente, o prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó, não vinha muito animado com a presidência da FAF. No momento, o que ele não queria mesmo era deixar a entidade nas mãos de seus adversários ou qualquer pessoa.

Manter o controle dentro de casa é mais fácil para ele, que só pensa “grande”, entre aspas mesmo. Agora, o cidadão é vice Presidente da CBF no Nordeste.Quando me lembro que esse cargo na Confederação Brasileira de Futebol já foi ocupado por um cidadão chamado José Sebastião Bastos – o Dr. Bastinho -, que chegou a assumir a presidência da CBF e honrou o estado e o futebol de Alagoas, me dá até vontade de chorar, quando vejo o Gustavo Feijó ocupado esse cargo, que poderia muito bem ser outro o escolhido.E o futebol alagoano, como vai? Numa pendenga só. Os clubes vivem com a ajuda das prefeituras, como a de Boca da Mata do presidente/prefeito, e de alguns outros investidores no futebol. O dinheiro das transmissões dos jogos pela televisão é uma merreca.

Dirigente nenhum participou das negociações e o que é liberado para os clubes não cobre as despesas diárias e com as concentrações durante o mês.Enquanto isso, mensalmente, a CBF manda dinheiro para que as federações honrem seus compromissos. As mais ricas não precisam dessa esmola, mas as outras, como a nossa, vivem com o pires nas mãos esperando o dinheiro chegar do Rio de Janeiro, sede da entidade maior do futebol.

Com essa grana, a FAF paga salários dos colaboradores e de seus dirigentes, que hoje são remunerados.O pior: No passado, a FAF possuía uma sede própria, adquirida com muito esforço pelo ex-presidente Heider Silveira, que foi perdida em um leilão por um preço cinco o mais vezes menor do que valia a área de sua localização. Reconhecemos que a dívida não foi só da gestão Gustavo Feijó, mas também de muitos outros presidentes. Mas, cada um, tem o presidente que merece.

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