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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 818 / 2015

29/04/2015 - 09:29:00

A coitadinha mais parecia um formigão de roça

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Nós já fomos testemunhas de parte da nossa História Contemporânea, quando registrando fases da nossa política, no que fiz respeito às diversas mudanças de governadores de Alagoas e de prefeitos de Maceió. Já soubemos quais foram os melhores, os mais ou menos e os piores, dentre eles.

Já passamos por eleições, reeleições, intervenções e, até por omissão, como a que aconteceu num terceiro mandato de um deles. Já testemunhamos posses e saídas e já ficamos sabendo quais foram os honestos, os mais ou menos honestos e os desonestos e que já deveriam estar presos. Já ouvi o povo falar bem deles e quais os que decepcionaram o povo. Já sabemos como foram suas administrações e quais são seus defeitos. Se fizermos uma gradação sobre suas atuações, alguns ficarão aprovados, enquanto outros poderão ser jogados no lixo que eles mesmos deixaram de recolher.

Na realidade, nós alagoanos e maceioenses, já vimos de tudo um pouco. Já vimos governadores e prefeitos de Maceió que acabaram logo com todas as verbas de propaganda; já vimos e ouvimos muitas mentiras, muitas promessas não cumpridas e, até “conversa mole”, quando não admitindo erros e omissões.

O pior de tudo, é que uns acham que deram “sho” nas suas administrações e que foram importantes para Alagoas e para Maceió. Já vimos secretários e outros auxiliares desonestos, inúteis, escolhidos por critérios puramente, políticos e, também, já testemunhamos escolhas estranhas, tanto da área estadual, como da área municipal. Já vimos secretários e outros auxiliares, antes meus amigos, se transformarem em  “cabras bestas”, só porque passaram a vestir paletós amarrotados ou andar em carros oficiais.

Já vi alguns fazendo de conta que não estavam me vendo e já vi cara, só faltando perguntar ao governador ou prefeito de Maceió se queriam que eles fizessem as feiras das suas esposas. Já fui testemunha de uma cena, dessas que a gente não pode deixar de registrar. Eu estava numa fila para comprar pão, quando me deparei com uma dessas “socialites ou vips”, usando um enorme óculos escuros, mais parecendo um formigão de roça, que, também, ia comprar pão.

Eu até fiquei sem acreditar, como uma dama tão especial tinha a coragem de nos ver comprando pão, um alimento para pobres, já que ela deveria ser uma dessas pessoas que dizem ter maridos que só compram carnes especiais, sejam  da “friboi” ou “filet mignon” da Argentina. Pois bem, a tal figurinha não entrou na fila e disse à vendedora que estava apressada e que seu maridinho ia para Barra do São Miguel, para sua casa na praia e que ele já estava com o carrão oficial esperando-a.

A figurinha fura-fila foi mal educada, metida a “cocô colorido de papagaio”, querendo demonstrar ser pessoa importante. Essas cenas podem acontecer  com qualquer um de nós, quando pessoas com “cara-de-pau”  e especiais, se escondem para dizer que não comem pão, por ser alimento para pobre.

 Em tempo – Meus amigos da pracinha do Alagoinhas, nos domingos, o Dr. Edgar Pedrosa e o Dr. João Aurélio Calado, são meus leitores e inimigos da “lei seca.”  

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