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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 15:44:00

Empresário acusa Arsal de beneficiar Veleiro na linha Maceió/Rio Largo

Antônio Monteiro Filho denuncia arbitrariedades por parte da Agência Reguladora que estariam levando ao processo de falência da Tropical

João Mousinho [email protected]

O empresário Antônio Monteiro Filho denunciou ao jornal EXTRA uma série de arbitrariedades e irregularidades praticadas pela Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de Alagoas (Arsal) e que, segudo ele, vem contribuindo para a falência da empresa de ônibus Tropical, que durante décadas operou a linha Maceió/Rio Largo.

 A Arsal determinou, através de portaria, em outubro passado que a Tropical paralisasse suas atividades por 180 dia para cumprir algumas exigências. Monteiro disse que a linha Maceió/Rio Largo sempre foi inviável e a Arsal ainda contribuía para que o trabalho fosse precário com a falta de fiscalização dos alternativos e dos veículos clandestinos “que nunca foram punidos no rigor da lei”, destacou o empresário.  

Disse, ainda, que apenas uma taxa que era paga à Arsal de R$ 13 mil passou para R$ 28 mil inviabilizando ainda mais a atuação da empresa. “Como poderíamos nos adequar parados devido à decisão da Arsal? Sem faturamento não tínhamos como renovar a frota e tomar outras medidas. Sei que depois dessa medida foi aberta a concessão para outras empresas atuarem na linha Maceió/Rio Largo. Só a Real Alagoas e a Veleiro participaram da disputa; a Veleiro foi escolhida para operar a linha, pois a Arsal considerou que a participação da Real Alagoas seria um monopólio”. 

Monteiro acrescentou que um acordo legal foi realizado para que a Veleiro contratasse os funcionários da Tropical, mas o acerto nunca foi cumprido. A questão foi judicializada e em janeiro desse ano o juiz Manoel Cavalcante entendeu pela manutenção da Tropical na linha, a Arsal recorreu da decisão e o desembargador Washington Luiz, presidente do Tribunal de Justiça, cassou a liminar e manteve a Veleiro como operadora da linha.

Com o impasse gerado, tanto na questão trabalhista quanto na operação das linhas, o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários (Sinttro) impetrou um mandado de segurança. O juiz Alan Silva Esteves do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 19ª Região acatou a solicitação do Sinttro e afirmou que a decisão teve por objetivo garantir a transição dos trabalhadores de uma empresa para outra.

O fato ocorreu esta semana. No dia seguinte após a decisão do juiz Alan Silva, a Arsal entrou com um recurso e a juíza do TRT Anne Helena Fischer Inojosa  determinou o imediato cumprimento da transferência das linhas da Tropical para a Veleiro. Atualmente mais de 200 funcionários da Tropical seguem sem exercer suas funções. “Centenas de pais de família aguardam a contratação pela Veleiro, mas até agora nada foi resolvido. Espero que a justiça se sensibilize para o cumprimento da legalidade e em favor dos pais e mães de família”, finalizou Monteiro Filho.  

OLHO GRANDE 
A empresa Tropical operava com 38 coletivos fazendo a linha Maceió/Rio Largo. Ao que se sabe o lucro para esse tipo de serviço nunca foi nada comparado às empresas que prestam serviço nas linhas da capital alagoana. Manter funcionários, estrutura dos ônibus e renovação de frotas sempre causaram um grande impacto financeiro para as empresas.

 É de conhecimento público que Rio Largo terá uma nova área residencial com mais de 20 mil casas, o que aumentará consideravelmente o fluxo de usuários de coletivo entre os dois municípios. Há interesses de outras empresas em operar a linha Maceió/Rio Largo que virou a menina dos olhos para muitos empresários. 

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