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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 09:24:00

Pediatria 24 horas

JORGE MORAIS Jornalista

Um fato ocorrido e relatado neste espaço foi alvo de um convite da diretoria da clínica Pediatria 24 horas. É bom que se registre que, o convite foi aceito por se tratar de pessoas que conheço há bastante tempo e o intermediador desse encontro foi o jornalista Maurício Gonçalves. Como não tenho nada pessoal contra os médicos-dirigentes, muito pelo contrário, aceitei a sugestão de que fosse ocupado esse espaço, não como Direito de Resposta, mas uma nota esclarecedora sobre o incidente. A seguir:“Respeito é bom e todo mundo gosta. A direção, corpo médico, funcionários e clientes da Pediatria 24 horas foram tomados de surpresa e indignação com um artigo do jornal Extra, publicado no último dia 3.

Com um só golpe, o texto denigre a boa imagem da clínica que atende uma média de 4.500 crianças e adolescentes por mês, numa dedicação abnegada de 24 horas por dia para salvar vidas, tratar e prevenir doenças.O autor da matéria sugere que a nossa empresa pediátrica “tenha um pouco mais de respeito”, princípio que nunca nos faltou.

Em nosso favor, poderíamos invocar inúmeros testemunhos de pais, avós e até filhos que já se tornaram adultos, nestes 23 anos de atendimento seguindo a rigorosos padrões internacionais. Mas não será necessário, por conta da fidalguia do senhor Jorge Moraes.O jornalista aceitou o nosso convite de registrar a sua indisposição com uma funcionária da casa, na instância competente.

Após uma franca conversa com a direção da Pediatria 24 horas, ele reconheceu a necessidade ética de oferecer o mesmo espaço neste periódico para os devidos esclarecimentos. Pena que isto só pôde ser feito agora, duas semanas após a publicação da denúncia que macula a imagem de quem tem um nome a zelar.

De nossa parte, também pedimos “um pouco mais de respeito”. Lamentamos o ocorrido no atendimento ao cronista, sobretudo porque não é esta a orientação dada aos nossos funcionários no trato com nossos clientes. Da mesma forma lamentamos a sua reação, da maneira com que denunciou publicamente com críticas e acusações contra a nossa clínica, por um problema puramente administrativo, que poderia ter outra forma de encaminhamento.Apesar de ser uma clínica de livre demanda, seguimos um critério de atendimento, priorizando a urgências, recém-nascidos e crianças em situações especiais, como a do caso relatado, já que se tratava de um cliente autista.

Quando se informa que, por volta da meia-noite, só tinha um único médico de plantão – isso se dá pelo fato que neste horário a incidência de crianças em busca de atendimento diminui bastante, associado ao fato da dificuldade de se encontrar profissionais pediatras plantonistas – problema não exclusivo da nossa cidade, mas de todo Brasil, como já exposto na mídia nacional.Além disso, houve no último mês um aumento fora do normal do número de crianças doentes, fato que pode ser constatado nos outros serviços de urgência pediátrica na nossa cidade.

Nos outros horários trabalhamos com 3 ou 4 médicos, já que a demanda de clientes exige este número de profissionais.Estamos permanentemente atentos à qualidade dos serviços prestados, tanto do ponto de vista material (qualidade de vacinas, por exemplo) como, e principalmente, na qualificação profissional, moral e ética dos nossos médicos. Para isso, o grupo que constitui a Pediatria 24 horas se esforça para manter a atualização das condutas médicas, em reuniões científicas.

 Concordamos que houve falha no atendimento por funcionária da empresa, mas achamos desproporcional a revanche num jornal de grande repercussão na opinião pública. A Pediatria 24 horas reconhece o dissabor pelo qual passou a família do jornalista e está tomando todas as providências cabíveis quanto a isso, mas sente-se no dever de tornar público aos leitores do Extra, que houve uma falha individual, não sendo justo que sua imagem seja ofendida por tal fato.

Afinal, respeitamos para ser respeitados, sempre em atenção às famílias e, sobretudo, aos nossos pequenos clientes que são a razão de ser da nossa existência”.Volto ao meu texto para afirmar que, do mesmo jeito que a clínica tem pessoas prontas para defendê-la, em nome de sua história, posso, se eles quiserem, levar um grupo de mães insatisfeitas com o atendimento da recepção da citada clínica. Não vejo a questão do jeito que a nota foi elaborada. Cada um que faça seu juízo de valor. Só lamento que os verdadeiros motivos não tenham sido assumidos como deveriam.

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