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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 09:23:00

A tranquilidade do mar

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Não sei o que acontece comigo, mas quando preciso de tranquilidade, vou à varanda e olho para o mar. Acostumei-me com o barulho das ondas e do ar marinho,     Já vivi fora de Alagoas durante muitos anos; morei em lugares como Brasília e Garanhuns, cidades não banhadas pelo Oceano Atlântico. Nas férias, vínhamos todos ansiosos para chegar em Maceió, ver Jaraguá, Pajuçara. Sentíamos uma sede insaciável do cheirinho de mar de nossas plagas.     

Entretanto, vivenciamos em nosso Estado momentos inseguros, com violência, educação frágil, saúde precária, políticos comprometidos.  Maceió foi  considerada uma das cidades mais violentas do país.     

Quando assumiu o prefeito Rui Palmeira, depois do Cícero, imaginei que um político jovem, com passagem positiva pela Casa de Tavares Bastos, melhoraria Maceió. Mas o moço se enrolou, deixou-se levar por uns assessores viciados em manobras políticas e outros sem experiência, ficando meio perdido. Sofre agora com greves intermináveis de servidores, não se definiu com firmeza nas eleições passadas e caminha a passos largos para  um governo sofrível. Não passará por média!!!     

O Estado, de uma maneira geral, não vai muito bem. Problemas sérios em todas as áreas, uma dívida enorme deixada pelo governo anterior, excesso de cargos em comissão. O filho do Renan, que esperava contar com a ajuda do governo federal, deparou-se com o primeiro obstáculo: o presidente do Senado brigou com a Dilma e as portas ficaram meio fechadas. Veio aí o primeiro teste do príncipe Renan Filho: governar com pouco dinheiro.   

 Os comentários correm pelos corredores políticos e dão conta de que aliados do Governador nas eleições riquíssimas de 2014 já estão contrariados. Não receberam o retorno do sacrifício feito para derrubar o Biu. Os Deputados que esperavam indicar amigos para cargos no governo, também não ficaram contentes. Os suplentes, com promessas de assumirem no lugar dos titulares, não foram beneficiados. Enfim, uma coisa é prometer, a outra é cumprir.     

O vice-governador, que conheci como coordenador do PDV, onde  fez um bom trabalho, já andou se chateando. O monarca mais velho apagou o incêndio entre os dois. Dificilmente governador e vice sobrevivem unidos durante os quatro anos de mandato.     

Não entendo porque a Gazeta do Collor, diariamente, mostra as falhas do governo atual. Os dois, governador e senador, juntos, fizeram uma bela campanha. Não sei quais os secretários indicados pelo filho de Arnon de Mello, mas não vejo muita alegria, como percebia em 2014.   

 É bom ser eleitor, ler jornais, ver TV, escutar rádios e comparar discursos anteriores e atuais. Por exemplo: ouvi o senador Renan Calheiros dizer na televisão que agora estava na oposição ao governo federal. Quase desmaio! Percebi logo que o PMDB não recebeu tudo o que sonhava. O maior partido da situação só recebeu migalhas. A presidente, pouco política, enraivecida, quis brigar com aliados; deu-se mal! Virou primeira-ministra: reina, mas não governa!!!   

 Voltamos a olhar para o mar de Paripueira, pedindo conselhos e esperando ouvir dele que o Brasil vai melhorar. Será?     

Os movimentos de rua estão enfraquecendo. Na realidade, não há um grande objetivo. São vários grupos lutando por causas diferentes: Fora a corrupção! Muito bom, mas uma meta quase inatingível. Fora Dilma! O povo elegeu a loira no fim de 2014; é muito cedo para “impichá-la”. Volta à ditadura militar! De maneira nenhuma; vivemos numa democracia, com direitos respeitados, sem censura à imprensa; bom demais.   

 E aí vamos nós numa turbulência enorme! Já obtivemos algumas vitórias: prisão dos mensaleiros, Operação Lava Jato, empresários detidos e sob averiguação. Na esfera estadual, os “taturanas” ainda estão soltos mas confiamos na Justiça e aguardaremos o resultado final.     E haja turbulência! O povo deixa de eleger Judson Cabral em Alagoas e elege “taturanas”! O ex-presidente da ALE, averiguado pelo MP, vira conselheiro do Tribunal de Contas!      

Só há uma saída: meditar olhando o mar de Paripueira e rezar bastante para que Deus oriente nossos políticos e os conduza aos caminhos do bem! Poucos serão salvos!!!l 

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