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12 de Novembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 09:16:00

MEIO AMBIENTE

Coleta seletiva de lixo em Maceió

A Câmara de Vereadores de Maceió aprovou a lei que autoriza a implantação da coleta seletiva de lixo na capital. Agora é obrigatória a separação de lixo reciclável e o descumprimento da norma pode gerar uma advertência e no caso de reincidência, multa no valor de R$ 500 e suspensão do alvará de funcionamento, no caso de estabelecimentos comerciais. A prefeitura deverá montar um sistema de recolhimento e transporte do lixo em casas, condomínios, prédios comerciais, indústrias e órgãos públicos até as unidades de triagem. Também serão fornecidos pelo município os equipamentos necessários para este trabalho, como prensas, balanças e carroças.

São Francisco 

O Instituto do Meio Ambiente (IMA) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) acompanham o surgimento de manchas nas águas do rio São Francisco, na região do município de Delmiro Gouveia e devem monitorar a situação devido aos impactos no estado de Alagoas e o recebimento de denúncias de moradores da região preocupados com o mal cheiro e a morte de peixes. A Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) é apontada como possível responsável pela poluição, que teria sido causada pela liberação da água de fundo do reservatório e limpeza das turbinas em Paulo Afonso (BA). Amostras coletadas pela Casal vão ser analisadas pela equipe do IMA. Foi agendada uma reunião para o dia 22, quando os órgãos deverão apresentar relatórios.

Impactos ambientais 

De acordo com os laudos preliminares, parte da água utilizada no combate ao incêndio nos tanques de combustíveis da Ultracargo, em Santos (SP), foi retirada do estuário, retornou ao canal com resíduos de combustível e causou a morte dos peixes por causa do baixo nível de oxigênio e a temperatura elevada da água. Toda a cadeia alimentar em contato com essa água deve ser contaminada em função da alimentação de peixes contaminados. A água pode atingir o tecido das árvores e, consequentemente, os animais herbívoros que comem folhas. O impacto só poderá realmente ser calculado quando se identificarem quais produtos químicos contaminantes entraram em contato com a água. Ainda não há previsão de quando os laudos laboratoriais estarão concluídos.

Fundo soberano 

A Noruega anunciou que vai impedir seu fundo estatal de pensões de investir em empresas poluidoras. O governo propôs um novo critério para excluir empresas cuja conduta a um nível inaceitável esteja vinculada às emissões de gases estufa. O informe dos especialistas recomendou que o fundo atue com base em uma análise caso a caso e que use seu papel para melhorar as práticas pelo mundo.O fundo soberano já tem outras restrições que impedem investimentos em fabricantes de armas, na indústria do tabaco e em companhias consideradas culpadas de violação de direitos humanos ou de corrupção.

Acidificação dos oceanos

A acidificação dos oceanos foi um dos principais impulsionadores da maior extinção em massa na Terra há cerca de 250 milhões de anos. Os oceanos absorveram enormes quantidades de dióxido de carbono a partir das erupções vulcânicas, tornando a água mais ácida e menos propícia para formas de vida ainda frágeis. Naquela época, o oceano absorveu carbono a uma taxa semelhante à de hoje, mas que persistiu ao longo de 10 mil anos. Rochas ficaram no leito do oceano por milhões de anos e acabaram por preservar um registro das alterações ácidas na água ao longo do tempo.

Poluição em Paris

A prefeitura de Paris implantou o rodízio de carros e o transporte público gratuito para tentar amenizar os elevados níveis de poluição. A multa para quem descumprir a lei é de 22 euros (cerca de R$ 77). Carros elétricos, híbridos a gás ou que possuíssem ao menos três passageiros não estavam inclusos no rodízio porque colaboram para reduzir os congestionamentos. A “Cidade da Luz” já passou por rodízios devido à mesma motivação em 1997 e 2014.

Seca

O Sudeste passa pela pior crise hídrica dos últimos 85 anos e que pode durar por mais 30. O início do ano assustou, em termos climáticos, a agroindústria, com um atraso do cultivo da soja e a perspectiva de queda da produtividade em outras matérias-primas como o café. Segundo meteorologistas, a seca pode se repetir no ano que vem porque trata-se de um novo ciclo, chamado de “interdecadal”, que traz um comportamento climático de padrão mais seco. Antes se cultivava milho em ciclos de 130 a 140 dias e hoje esses cultivos são feitos entre 100 e 105 dias para que sejam mais efetivos na época de chuvas. Há uma tendência muito forte na agricultura de produzir com ciclos mais curtos, principalmente pela falta de chuvas e de abastecimento de água para os cultivos de soja, milho, algodão e feijão.

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