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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 09:07:00

Bagunça nas Contas Públicas

José Arnaldo Lisboa - [email protected]

Para você entender este meu artigo, eu terei que falar um pouco sobre mim, o que já fiz na vida e o que já consegui fazer, até hoje. Claro que, sem Deus eu não teria feito nada, pois, tudo iniciou com a permissão DELE, com a inspiração dos meus pais, com meus estudos, trabalhos e honestidade. Eu não precisei de sorte, pois, o pouco que consegui materialmente e espiritualmente, foram consequências desses mesmos trabalhos e das minhas orações. Claro que, os meus pais foram: o motor, a ignição e o combustível.

Abracei a Engenharia Civil e, no vestibular, tive que tomar comprimidos para não dormir, quando estudando nas madrugadas. Ainda estudante, fui estagiário da Ceal, hoje Eletrobrás, depois nomeado para Engenheiro Rodoviário do DER/AL, Professor de Física, de Matemática, de Mecânica Técnica e de Organização do Trabalho. Ensinei no Colégio Guido, no Colégio Moreira e Silva, na ex-Escola Técnica Federal e no Colégio de São José.

Eu já estava no DER/AL, quando fui chamado pelo falecido Dr. José Alves Oliveira – Secretário de Administração, pois, o Governador Lamenha Filho, convidou-me  para ser Superintendente da FIAM - Fundação Instituto de Administração Municipal. Aceitei o convite e fiquei na Presidência do Conselho Administrativo, composto pelo Dr. Arnaldo Paiva, coronel Carneiro Leão e o Dr. José Rebelo.

As Prefeituras Municipais precisavam de orientações sobre Contabilidade, Orçamento, Administração e Legislação voltada para o Município. Arregaçamos as mangas e organizamos Cursos para as quatro regiões do Estado de Alagoas, tanto para os funcionários das Prefeituras como para as Câmara dos Vereadores.

Durante uma semana, um dos cursos era ministrado em Delmiro Gouveia, depois em Arapiraca, Viçosa e Porto Calvo. Os servidores passavam a semana assistindo aulas, com direito a certificados. O rendimento era enorme, fazendo com que os senhores servidores municipais, soubessem um pouco do que fazia no dia-dia. 

Um orçamento é uma peça importantíssima para uma Prefeitura, como é, também, um Balancête, um Modelo de Portaria, um Modelo de Decreto e uma Folha de Pagamento. Eram tão importantes que, nas entregas dos Certificados, o Governador Lamenha Filho fazia questão de está presente, acompanhado dos respectivos prefeitos e vereadores.

Agora, o Brasil está diferente de como era antes, pois, inventaram uma tal de “mobilidade” e quando um prefeito precisa de dinheiro, é só dizer que é para “mobilidade”, mesmo que não saiba o que é isso. Não existem mais orçamentos e as verbas são distribuídas á granel, aos poucos, “em conta-gotas”, sem necessidade de previsões orçamentárias e, certamente, sem prestações de contas. A moda agora é gastar com as tais de “mobilidade”, coisas que não substituem, nunca, “um plano urbanístico”, como querem. Antes, existiam dotações orçamentárias, porém, agora é na marra, no improviso, na bagunça e no “parece que é”.

As coisas são tão improvisadas que, pedem dinheiro dizendo que é para “o desenvolvimento regional” e “o saneamento regional”, sem que o prefeito saiba o que é isso e quanto vai precisar. Chutam os orçamentos, como estão chutando as “mobilidades”,  as “audiências públicas”, os “estudos de origem-destino” e os “corredores viários”. Se acontecerem as tais licitações para os ônibus de Maceió, nós teremos surpresas. Aguardem !!!!  

 Em tempo – O dr. Edelzito Andrade, o dr. João Albuquerque e o “Zinho de Paizinho”, da cidade de Batalha, disseram que lêem meus artigos no EXTRA semanalmente.  Vamos brindar ??????! 

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