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22 de Setembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 09:03:00

Gabriel Mousinho

Operação Lava-Jato

As diversas fases da Operação lava-Jato andam em ritmo acelerado, mas, para os políticos citados serem julgados e condenados, ainda vai demorar muito tempo. Por enquanto apenas acusações do doleiro Alberto Yousseff e do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, embora as denúncias tenham sido graves e os envolvidos tenham negado tudo até agora.As notícias de que alguns integrantes de diretórios de partidos se movimentem para afastar filiados denunciados, na prática não tem nenhum fundamento, carece de informações mais precisas e consequentemente sem motivos para essa iniciativa, uma vez que as investigações estão sendo realizadas pela Polícia Federal autorizada pelo STF, embora nenhum inquérito atualmente exista.

As especulações maldosas em todos os Estados em que figuram acusados são de grosso modo picuinhas políticas para manchar com antecipação a honra dos pretensos envolvidos. No caso de Alagoas, por exemplo, estão citados os senadores Biu de Lira, Fernando Collor de Mello e Renan Calheiros. Entre denunciados e culpados de participarem de corrupção de dinheiro roubado da Petrobras, há uma distância muito grande.Parece, numa análise mais acurada, de que as notícias têm um objetivo maior para queimar políticos que possam de uma maneira ou de outra, influir nas eleições do próximo ano.

Sem perdão

O juiz Sérgio Moro, que tem deixado muita gente sem dormir, está dando sequência numa velocidade incrível das várias fases da Operação Lava-Jato. Na última investida mandou prender preventivamente o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto.


Alto lá

Os deputados federais que foram com sede ao pote para cargos federais em Alagoas, principalmente os de primeira viagem, aos poucos vão sabendo que a coisa não é bem assim. Irão ter que se adaptar à nova realidade, ou seja, compor com a coordenação política do governo à frente o vice-presidente Michel Temer para acomodar interesses.


Apertando o cerco

Aos poucos a Operação Lava-Jato vai chegando junto a empresas em Alagoas. A Tomé Engenharia que atua no Porto de Maceió também é alvo de investigações, a exemplo de outras por esse Brasil afora.

Sem sintonia

O deputado Ronaldo Lessa está com muita dificuldade de reunir a totalidade da bancada federal e isso tem atrapalhado conversas, negociações e objetivos de deputados e senadores. Na última reunião apenas quatro deputados compareceram, esvaziando encontro que naturalmente reflete na força da bancada para conseguir benefícios para Alagoas.Nenhum dos três senadores participou sequer de qualquer encontro, enquanto alguns deputados não estão bem sintonizados com o coordenador Ronaldo Lessa.


Arriscando

O governador diz que não é promessa, mas já sinalizou que pode, sim, convocar a reserva técnica da Polícia Militar até o final do ano. Se não conseguir, dependendo do aumento da receita, pode também dilatar o prazo da validade do concurso. Renan Filho sabe que não será tão fácil assim, se considerar que também terá que arcar com os reajustes salariais de todas as categorias que servem ao governo.


Rosiana de volta

O Porto de Maceió está fora do bolo de divisão da bancada federal. Rosiana Beltrão que havia deixado seu filho Djalma Barros em seu lugar, meses atrás, voltou a ser nomeada, numa demonstração de que tem prestígio junto ao Palácio do Planalto. Os deputados e senadores irão ter agora que se dirigir a outro porto seguro.Tudo em famíliaO presidente da Federação Alagoana de Futebol, Gustavo Feijó, parece que encheu o saco em dirigir a entidade e encontrou uma solução simples para o problema: elegeu seu filho Felipe Feijó para sucedê-lo.


Investigação

Prefeito de Boca da Mata, Gustavo Feijó, que deixou a FAF, terá tempo suficiente para se defender das denúncias do Ministério Público, de que teria havido irregularidades no último concurso público do município. 


Perguntar não ofende

Existe algum deputado com medo de uma 17ª Vara Criminal forte?


Enfrentando a crise

O prefeito Rui Palmeira sabe que a crise é grave, mas tem mantido obras rotineiras na capital e assegurado o pagamento do funcionalismo em dia. Se mais não faz é porque dinheiro federal está muito escasso. Rui tem vários projetos para iniciar este ano, a exemplo da revitalização do Vale do Reginaldo, que deverá acabar de uma vez por todas com o Canal do Salgadinho. 


Calvário

Usuários de planos de saúde que tentam marcar uma consulta com especialista, um cardiologista, por exemplo, come o pão que o diabo amassou. Mesmo pagando os olhos da cara não tem a quem apelar. Às vezes o usuário passa dois e até três meses para agendar uma consulta. Do jeito que vai é melhor procurar o SUS do que se humilhar nas portas dos consultórios. Isso ocorre se a consulta for paga em dinheiro.

Compra de votos

O desembargador José Carlos Malta, que assumiu a vice-presidência do Tribunal Regional Eleitoral, é um sonhador. Quer combater a compra de votos, mas sabe que esta prática está enraizada na cultura política alagoana. O problema não ocorre tão somente em eleições municipais para prefeito e vereador. Ocorre também para deputado estadual, federal, senador e governador.


Emenda de Arthur

O Ministro das Cidades, Gilberto Kassab, veio a Maceió e anunciou a liberação inicial de 60,4 milhões de reais para obras de saneamento básico na parte baixa da capital. Só não disse que os recursos foram oriundos de emendas do deputado Arthur Lira, hoje presidente da Comissão de Constituição e Justiça.


Não é para agora

Esperavam-se mais ações para serem anunciadas pelo governo federal. Recursos na ordem de 176 milhões foram previstos, mas para perder de vista, ou seja, para projetos os quais muitos ainda não saíram do papel.


Por aqui também

O escândalo do DPVAT estourou em Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, de onde ´´levaram´´ mais de 28 milhões de reais. Alagoas, entretanto, sai na frente. Há alguns anos escândalo semelhante pipocou no município de Arapiraca, onde várias personalidades foram citadas com arrumações no DPVAT.


Não justifica 1

Por mais que o governador Renan Filho queira justificar, andar de jatinho alugado para Brasília e outros torrões brasileiros à custa do dinheiro sofrido do alagoano, é neste momento um absurdo, a não ser que o caso fosse emergencial. A prática parece que foi herdada do ex-governador Téo Vilela, que também gostava de estar no ar a bordo de uma moderna aeronave.


Não justifica 2

Além do mais outras empresas também prestam este tipo de serviço, daí a necessidade de se fazer licitação para a utilização de jatinhos. Numa época de apertar o cinto já que a arrecadação não é suficiente para cumprir os compromissos, como dar reajustes aos servidores públicos e fazer contratações da reserva técnica de várias categorias, gastar dinheiro com viagens de jatos alugados sem licitação, parece inconsequente. E é.

Rota de colisão

O relatório do deputado Sérgio Toledo sobre a 17ª Vara Criminal caiu como uma bomba junto ao desembargador José Carlos Malta, que chamou a peça de ´´monstrengo´´. Pelo visto o deputado não simpatiza muito com a criação de uma Vara específica no combate ao crime, inclusive o de corrupção. A matéria deverá ser levada à plenário na próxima semana, mas até lá o tiroteio será imenso.

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