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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 817 / 2015

21/04/2015 - 08:58:00

JORGE OLIVEIRA

Dilma, presidente de araque

Paris, França - Coitada da Dilma! Até que tentou governar com autonomia, mas não conseguiu voar sozinha nem por três meses. Incapacitada para se articular politicamente, ela finalmente cede às pressões do Lula e entrega o governo para o PMDB administrar antes que a vaca tussa. Depois da reeleição, a Dilma achou – ou disseram para ela – que o seu governo tinha sido aprovado pela população e dali pra frente ela poderia indicar seus próprios ministros, como fez com Pepe Vargas, sem a interferência do Lula. Quebrou a cara: seus indicados estão caindo como peças de dominó.

Não passaram pelo critério do chefe dela que se juntou aos caciques peemedebistas para reestruturar o governo com a demissão dos seus principais auxiliares de confiança.Com essas mudanças na cúpula palaciana, Lula mantém o poder e o PMDB tenta estabilizar o governo que se derrete em corrupção e incompetência.

A partir de agora, portanto, o Michel Temer assume a articulação política e tenta acalmar o Senado e a Câmara, presididos por seus correligionários, enquanto a Dilma posa para as fotografias como presidente. Pragmatismo político é isso aí: Lula, mais uma vez, entrega os anéis para salvar os dedos que manipulam o poder. Lembra-se dos mensaleiros? Lula entregou a cabeça de Zé Dirceu na bandeja e fez de conta que nada sabia do que ocorria no seu governo. Livrou-se impunemente (até agora) do maior escândalo da república. A autonomia da Dilma não durou muito.

Saiu-se afoita no início do segundo mandato anunciando os auxiliares da sua confiança sem dar muita bola aos conchavos políticos e as alianças dentro do Congresso Nacional. Nomeou pouca gente, é bem verdade, porque preferiu o rebotalho do primeiro mandato. Mesmo assim, errou em todas as indicações. Por pouco não perdeu Aloizio Mercadante, hoje seu principal conselheiro, que já esteve na marca do pênalti algumas vezes, mas foi salvo pelos amigos dentro do Senado Federal, de onde é oriundo.O Cid Gomes, por exemplo, não esquentou a cadeira. Foi defenestrado do ministério da Educação como um cão raivoso. Mal agradecida, a Dilma nem reconheceu o apoio maciço que teve no Ceará na sua reeleição.  

Os Gomes, subservientes, voltaram para o Nordeste com o rabinho entre as pernas. Ainda atolada na crise econômica, com o governo manchado por corruptos que vão desde a Petrobras até a Receita Federal, a presidente agora está mais aliviada. Não vai precisar mais se preocupar em conversar com políticos. Prefere o regime que faz para emagrecer a ficar de conversa fiada com quem ela não simpatiza.Com esse acordo de conveniências entre PMDB e governo, a presidente, leia-se Lula, procura uma alternativa para salvar o pescoço, muito próximo da degola.

Resta aos assessores da presidente ampliar a agenda de viagem para que ela deixe de interferir na administração do país. Assim, se o PMDB não der conta do recado, o PT leva o partido junto para o buraco e mostra aos brasileiros que os peemedebistas também não sabem administrar, portanto, não devem criticar.  É o maquiavelismo da sobrevivência sindicalista que o Lula prega desde as assembleias dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo. 

Competência

O primeiro teste já foi feito e o PMDB já deu demonstração de que não está preparado para escolher auxiliares competentes que conheçam de articulação política para conduzir o país à governabilidade. Escolheu para a função o funcionário aposentado da Câmara Mozart Vianna, especialista em regimento da Câmara dos Deputados, como se o Brasil precisasse de um burocrata para montar o quebra-cabeça político. Critério de escolha: amigo do Michel.


Mar de lama

A corrupção no Brasil contaminou praticamente todos os órgãos do governo por um motivo muito simples: a presidência da república está avacalhada, o país está acéfalo e agora alguns servidores públicos conjugam o verbo roubar na primeira pessoa do singular e na primeira do plural como se tivessem aprendendo o bê-á-bá na escola do crime, na verdade, a que mais  avançou na terra do Ali Babá, dominada por petistas da república sindical.


 Chegou lá

Agora é a própria Receita que está na mira da Polícia Federal. Otacílio Dantas Cartaxo, amigo do Lula, que até janeiro deste ano presidiu o  Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) está sendo investigado. O conselho, sob o seu comando, virou um mafuá de uma quadrilha que recebia propinas milionárias para perdoar as empresas em dividas com o fisco. Em compensação pesava a mão contra os refratários pequenos que não podiam comprá-lo a peso de ouro como fizeram alguns bancos e companhias multinacionais.


Banqueiro

 No Brasil não se fala mais em projetos na educação, na saúde e na infraestrutura. Não se inaugura sequer escolas, hospitais e postos de saúde. A economia está em frangalhos. O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, representante do Bradesco, o mesmo banco que subornou o Carf para se livrar de uma dívida bilionária com o fisco, só fala em arrochar o povão com seus métodos insensíveis, frios e distante da realidade. O que os brasileiros poderiam esperar de um banqueiro à frente da economia que não fosse o massacre à classe trabalhadora?

Mãe Joana 

O BNDES virou a casa da mãe Joana. Distribui bilhões de reais para as ditaduras africanas. Compra médicos cubanos para financiar a ditadura dos irmãos Castro que transformou o país na maior prisão a céu aberto do mundo. A Petrobras, orgulho dos brasileiros, virou um covil de bandidos. Seus diretores derreteram a empresa para irrigar, com dinheiro roubado, as campanhas da Dilma/Lula e de outros políticos corruptos.

É só roubo 

A imprensa dedica-se diariamente a noticiar corrupção nos órgãos do governo. Os delatores cinicamente apontam os ladrões que permanecem soltos e vão ficar assim por muito tempo, porque o nosso STF bolivariano vai empurrar os processos com a barriga até os crimes caírem no esquecimento. O presidiário Zé Dirceu, homem de confiança de Lula, abocanhou 40 milhões das empresas envolvidas nas fraudes da Petrobras, mas continua desfilando pelas ruas de Brasília, bebendo bons vinhos e desfrutando de uma vida de marajá com o dinheiro que diz ter recebido de consultoria. As investigações concluíram que a grana era entregue por Renato Duque, o diretor ladrão, que estava a seu serviço na Petrobras.

O cara de pau 

O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, é outro envolvido até o gogó com a corrupção. Mas permanece no cargo. Lula não quer afastá-lo. Tem medo da sua delação premiada e de que ele vá para o presídio, a exemplo de Delúbio Soares, outro expoente das finanças do partido, que terminou na Papuda. Não se conhece uma ação do PT para esclarecer tanta bandalheira no país. Ao contrário, os esquerdopatas, aliados do partido, culpam a CIA e os Estados Unidos de querer desestabilizar o governo. É o mesmo método cubano de responsabilizar os americanos pela incapacidade de desenvolver o país, onde se vive prisioneiro em uma ditadura duradora, infame e sangrenta.


Reação

O povo precisa reagir a essa anarquia para preservar o pouco que ainda resta das empresas estatais, antes que não sobre nada. Os brasileiros não precisam se amedrontar com as bravatas do Lula que diz ter sob seu comando o “Exército Vermelho” do Stédeli. É preciso reagir para sair dessa indolente submissão e desse marasmo político antes que a vaca tussa. 

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