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24 de Setembro de 2018

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Edição nº 816 / 2015

15/04/2015 - 06:07:00

JORGE OLIVEIRA

Holanda quer importar presos

Amsterdam-Holanda - Por aqui, a putaria nas vitrines e o consumo de drogas nos coffeshopping são mais organizados do que a administração de alguns países da América do Sul. Nas ruas, à noite, não se vê arruaças, a polícia vigia os usuários discretamente dentro dos carros, as várias grifes de maconha são  vendidas livremente dentro dos bares e as prostitutas, para se livrarem do frio intenso, ficam dentro de aquários de calcinhas e sutiãs acenando para os fregueses que apreciam não só essas vitrines de sexo como o vastíssimo comércio de material erótico que exibe todo tipo de instrumento para gostos variados.

Mas não se engane, tudo aqui em Amsterdam é organizado pelo governo de forma que a prostituição não vire um puteiro sem dono nem o comércio das drogas uma administração caótica. Até nos Coffeshopping a droga – especialmente a maconha – é vendida sem intermediário, no próprio balcão do bar, onde um monte de gente,  entre jovens e insuspeitos e elegantes senhores e senhoras de fino trato, consome a droga em profundo silêncio e meditação curtindo as músicas dos seus ídolos jamaicanos.

Há os que preferem a conversa profunda e filosófica sobre o mundo. E também os doidões alegres e sorridentes em paz com o universo. Nos finais de semana as principais ruas do bairro ficam quase intransitáveis de tanta gente. Evidentemente, nem todos são consumidores.

A maioria, turistas,  quer saber como funciona o comércio livre das drogas leves e da prostituição protegidos pelo governo que mantém um alerta sistemático contra os traficantes. Isso mesmo!, os traficantes continuam a vender drogas no comercio paralelo, mas são reprimidos por avisos luminosos espalhados pela cidade: “Ignore Street dealers”.  O governo avisa aos visitantes para não comprar no comércio clandestino sob o risco de consumir a droga “batizada”.

Ou seja: aqui, o usuário tem a garantia de comprar a maconha pura que varia de 8 a 15 euros o grama.As autoridades não só alertam aos usuários como também avisam do perigo do tráfico paralelo, alertando-os de que três turistas morreram no final ano passado ao consumir heroína com se fosse cocaína,  droga vendida pelos atravessadores nas ruas. A dose foi letal .

O comércio livre da droga em Amsterdam atrai milhares de turistas e usuários de todo o mundo, como diz um morador de Amsterdam:- As pessoas vêm pra cá para fazer aqui o que não podem fazer livremente nos seus países: exercer a liberdade.É verdade, a Holanda é um pais sem preconceito, onde a liberdade é exercida à plenitude independente do comercio livre das drogas.  

Uma cidade, onde se concentram grandes museus do mundo, entre eles o Van Gogh e Rembrandt. Amsterdam é  linda, a cidade das flores e das bicicletas, cortada suavemente por canais e pontes que atravessam suas ruas. Um país que ama sua seleção laranja que encanta o mundo com seu futebol. De economia estabilizada e forte. Um país que respira liberdade com segurança, onde o turista pode andar a qualquer hora do dia ou da noite sem receio de ser molestado. 


Segurança

As estatísticas mostram que o comercio livre das drogas na Holanda não aumentou a violência. Para os viciados, o governo mantem uma cota que pode ser comprada em locais autorizados, mas pune com rigor o traficante. No momento, o secretario de Estado Fred Teeven está sendo contestado porque o fechamento de 26 presídios provocaria a demissão de 2.000 funcionários, mesmo economizando 340 milhões de euros.


Cadeias vazias

A falta de criminosos na Holanda começou a ser discutida pela imprensa em 2009. Naquele ano,  o governo fechou 8 presídios, e, diante das demissões estudou a possibilidade de importar 500 criminosos da Bélgica para manter o seu sistema carcerário funcionando e preservar os empregos.

Mar de lama

Bruxelas, Bélgica - Com apenas 12% de aprovação, o governo da Dilma foi parar no fundo do poço. Dificilmente vai se recuperar porque a tendência do país é de recessão econômica, fruto de uma administração caótica e corrupta. O Brasil está à deriva, sem comando. A presidente continua refém do Lula que agora decidiu intervir direto no governo com a nomeação do Edinho Silva, engenheiro de produção, ex-tesoureiro da campanha, para administrar a verba milionária de publicidade do governo que pretende silenciar a mídia com propaganda seletiva, a exemplo do que ocorre no reino bolivariano da Venezuela.

Mesmo diante de todas as evidências de que a Dilma foi reeleita com dinheiro roubado da Petrobras pelo tesoureiro do PT,  João Vaccari Neto, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot informou à frente parlamentar que pede investigações sobre os desmandos da presidente, que nada ainda foi constatado que leve o MP a indiciá-la em algum crime, apesar dos depoimentos dos delatores que apontam Vaccari e o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci, como intermediários das propinas da Petrobras que chegaram às duas campanhas da Dilma.

Por causa dessa omissão, que também deixa o ex-presidente Lula fora das investigações, quando se sabe que ele é o artificie de toda essa tramoia contra os cofres públicos, as investigações do MP podem descambar para o descrédito.Elas também estão comprometidas depois que Janot visitou a presidente antes de mandar os autos para o STF pedindo abertura de processos contra os envolvidos nas fraudes da Petrobras, comprometendo a independência do Judiciário.

Os escândalos e a incompetência para administrar o país já não deixam dúvidas quanto a capacidade da Dilma de tirar o Brasil do atoleiro. O ministro Joaquim Levy, da Fazenda, não cansa de criticá-la em público, os políticos aliados e de oposição tratam a chefe de estado com desprezo e a população, a quem cabe o julgamento final, já disse nas pesquisas mais recentes que a presidente não representa mais o povo brasileiro. Enclausurada dentro do Palácio do Planalto, Dilma faz de conta que governa enquanto entrega o país para o Lula administrar demitindo e admitindo ministros a seu bel-prazer. 

O caos político está na estratosfera. No beco sem saída, em vez de jogar a toalha, a presidente é aconselhada pelos áulicos palacianos a criar factoides. O último deleschega ser hilariante. Dilma condiciona a sua viagem aos Estados Unidos a decisão de Obama deixar de espioná-la. Ela quer com isso pegar carona nos esquerdistas de botequim que culpam os Estados Unidos pelas manifestações de ruas contra o seu governo. O Sibá Machado, líder do PT na Câmara, também já levantou a bandeira de que a CIA estaria por trás dos movimentos que pedem a cabeça da sua presidente. Delírios de uma cabeça oca.A verdade é que a Dilma não tem mais condição de dirigir o país. Perdeu força até para indicar seus ministros.

Em menos de três meses de mandato, foi obrigada a mexer nas cadeiras dos seus auxiliares mesmo a contragosto. Tirou o Cid Gomes do ministério da Educação, demitiu o ministro da Comunicação Social  Thomas Traumann – que, na verdade nunca existiu -,  remanejou outros ministros de pastas e ainda não escolheu uma equipe competente para tirar o país da crise econômica e moral.

Além disso, é citada em quase todos os depoimentos como beneficiária do dinheiro roubado da Petrobras , inclusive da responsabilidade na compra da refinaria de Pasadena quando esteve à frente da presidência do Conselho da empresa. Enquanto ela vive como uma tonta dentro do Planalto, Lula decidiu percorrer o país a pretexto de defender a democracia.

Ora, minhas senhoras e meus senhores, o povo brasileiro não precisa de intermediário para manter a ordem constitucional. Precisa, isto sim, de homens públicos que ajam independentes para frear essa corrupção avassaladora que arrasou a nossa economia e desfigurou a imagem do país pelo mundo.

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