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18 de Setembro de 2018

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Edição nº 816 / 2015

15/04/2015 - 05:57:00

SURURU

Mais uma farsa

DA REDAÇÃO

A cada início de legislatura o discurso de transparência é mote na Assembleia Legislativa de Alagoas. A Casa, que foi alvo de recentes escândalos de desvio de dinheiro público, lotação de funcionários fantasmas e formação de quadrilha, agora afirma que irá contratar uma consultoria para auditar a folha. Pode ser mais um engodo!  Em 2008 a mesma Assembleia Legislativa contratou uma auditoria com os seguintes objetos: auditar a folha da Casa, analisar e avaliar o sistema de controles internos e emitir relatório circunstanciado sobre a folha de pagamento do pessoal ativo e inativo. Até hoje nada saiu do papel, só dos cofres da Assembleia. Parte do dinheiro para a empresa contratada foi pago, valores polpudos, como tudo que gira em torna na Casa Tavares Bastos, mas houve parcelas não pagas. A quem diga que o calote foi proposital, já que auditoria revelou previamente um rombo milionário no Poder. Os deputados da época pressionaram para que a verdade não viesse à tona. Como concretizar a manobra? Não pagando a fundação contratada, logo o trabalho não seria entregue; foi o que ocorreu. Hoje se fala na contratação da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para auditar a folha de pagamento da Assembleia.  Será que o negócio será concretizado?  A Assembleia Legislativa é um Poder sem credibilidade e desprestigiado pela população alagoana. A Casa de Tavares Bastos se transformou em sinônimo de desmandos e corrupção.  

Manobra esperta de Dilma 

Dilma é tão atrapalhada, tão atrapalhada, que até na hora de tentar faturar uma maquinação esperta ela mete os pés pelas mãos.Falo da designação de Michel Temer, vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, para articulador político do governo.Custava, quando nada para bancar a cortês, ter ouvido antes Eduardo Cunha (PMDB-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente do Senado?Pelo menos não daria a eles motivo para novas queixas. Do jeito que procedeu, ela os desprezou – sem poder. E sem ganhar nada em troca. Os dois foram surpreendidos com a escolha de Temer.O segundo tempo da maquinação esperta é isolar Eduardo. Dilma acha que pode atrair Renan para seu lado. Foi por isso que se reuniu com ele, ontem (quarta), no final da tarde, por mais de uma hora.

Quem viu

Renan deixar o Palácio do Planalto ficou com a impressão de que ele estava feliz. Pudera. Dilma lhe assegurou a permanência no cargo do atual ministro do Turismo – afilhado de Renan.Mas não só. Perguntou pelo filho de Renan, governador de Alagoas. E sugeriu que poderá ajudá-lo.De Eduardo, mesmo que por alguma razão volte a encontrá-lo, Dilma quer distância.Eduardo não se importa com isso. Sairá no lucro se lhe for reservada a posição de principal adversário de Dilma.  (Por Ricardo Noblat) 

Desemprego

900 mil pessoas perderam o emprego no último trimestre. São os dados que acabam de ser divulgados pelo IBGE. “No período de dezembro a fevereiro, o IBGE estimou que havia 7,4 milhões de pessoas desocupadas no país. No trimestre anterior, de setembro a novembro, o número era menor, de 6,5 milhões”.

Investigação de shows

1 A contratação de empresas para realização de shows por parte das prefeituras tem sido uma praxe que chamou a atenção do Ministério Público Estadual e Federal. Os valores das bandas contratadas são altíssimos e muitas vezes em uma mesma região chegam a ter mais de 100% de diferença de uma cidade para outra. A desconfiança é de que os processos licitatórios são viciados e os eventos estão servindo para lavar dinheiro.


2 Um dos processos que levantou a polêmica é que o que apura a contratação de uma empresa em Traipu que foi dispensada da exigibilidade de licitação por 13 vezes e com isso faturou cerca de R$ 600 mil. Os recursos são oriundos das prefeituras, entretanto outros são dos ministérios do Turismo e da Cultura, o que implica a investigação da Polícia Federal e do MPF. Há  quem diga que vai faltar cadeia para tanta gente envolvida.

 Food truck

A Prefeitura de Maceió ainda não tomou providências sobre os foods trucks (caminhãozinhos de lanches) localizados no estacionamento do Alagoinha.  A SMCCU e SMTT demonstram morosidade e falta de articulação para sanar a problemática. É fato que o espaço não acomoda todos os empresários do segmento e vem causando sujeira excessiva e desorganização no local. 

Briga no Norte

A família Farias tenta emplacar mais uma prefeitura no litoral Norte. A menina dos olhos do grupo é o município de Paripueira. Simone Farias, filha do prefeito da Barra de Santo Antônio, Rogério Farias, é nome ventilado para concorrer ao pleito de 2016. A disputa promete.

Domingo pesado

 Quem mora perto da Avenida Silvio Vianna, na Ponta Verde, no trecho fechado aos domingos, está apelando à Polícia e Ministério Público por providências diante da quantidade crescente de menores consumindo álcool e drogas. Não faltam também cenas de sexo praticamente explícito entre casais hetero e homossexuais. 

Racismo na Ufal

1Alunos do Curso de Ciências Sociais da Ufal estão na bronca com o professor Bernardino Araújo. Segundo nota de repúdio publicada pelo DCE, no dia  26 de março de 2015, o docente, que  ministra as disciplinas História de Alagoas e História Geral do Brasil no referido curso, em sua primeira aula manifestou posições  racistas, como ao se referir ao nariz do negro pejorativamente e com risadas. Também foi infeliz ao tentar dar razão ao extermínio dos índios caetés por causa de sua cultura antropofágica e que os portugueses “acasalavam” com índias e negras para realizar o “embranquecimento” da população. Ao ser advertido pelos alunos, afirmou que “todo mundo tem preconceito”.

2 Diante dos fatos, os alunos do Centro pedem a saída do professor e estão se articulando para entrar com processo administrativo contra Bernardino. Eles também exigem que os processos que o professor já responde, pelo mesmo motivo, sejam analisados e julgados pela Universidade Federal de Alagoas. Por enquanto, a saída encontrada por eles foi boicotar as aulas do professor e ironizar com cartazes em sala de aula.

3 A nota de repúdio  contra Bernardino se espalhou pelas redes sociais e a divulgação foi feita no boca a boca. Mas, oficialmente, ninguém  na Ufal soube dizer se o tal professor responde a algum processo ou se realmente  foi racista em sua posição. Até então, fica o dito pelo não dito.

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