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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 815 / 2015

08/04/2015 - 20:15:00

Governador Divaldo Suruagy

ALOISIO VILELA DE VASCONCELOS Arqueólogo Professor da UFAL

Não sei se é correta a afirmação de que “o povo tem memória curta”. Correta ou não, confesso que esperava que a morte do, para mim, eterno governador Divaldo Suruagy, tivesse uma maior repercussão.

Também não sei se considerarão delírio eu afirmar isto ou se meu delírio reside no fato de não afirmar o que afirmo. Sinceramente, no caso, pouco me importa o que acham do que eu acho.Não sou político apenas, como outras centenas e centenas de pessoas, faço parte de uma família envolvida com política.

Pessoas que nesta triste hora, por motivos que não necessitam de maiores esclarecimentos, tinha a obrigação de escrever ou se manifestar de alguma forma, sobre o lamentável passamento do governador Divaldo Suruagy, mesmo que houvesse suásticas a procura de estrelas de Davi.

Conheci Suruagy quando meu pai, Aloisio de Almeida Vasconcelos, era prefeito de Viçosa e dele guardo a imagem de um político calmo, bom de conversa, alegre, risonho e prestativo. Governador por três vezes, em tempos não muito fáceis, seus mandatos tiveram como marca registrada a descentralização do poder, a adoção de um critério de equidade no tratamento dos diversos prefeitos municipais reconhecendo, em todo político, o elo fundamental de ligação com o povo, atitudes que tiveram como fim e objetivo a melhoria da qualidade de vida do alagoano e a autonomia dos gestores municipais já que são eles que conhecem as necessidades objetivas da população.

Também, governador, em tempos de asfixia cultural e política, a história de Divaldo Suruagy é um exemplo. Um exemplo que é uma referência. Referência não só devido a sua maneira simples e humilde de ser e fazer política, mas, sobretudo, porque ele via a política enquanto instrumento a serviço do presente e do futuro e, finalmente, porque sempre teve a mão estendida não só para gregos e troianos, mas principalmente para aqueles que mais necessitavam. 

Pergunto: quantas foram as famílias que o governador Divaldo Suruagy ajudou a aliviar o seu fraco rendimento financeiro? Quantos os procuraram porque se encontravam em situação de precariedade econômica ou com problemas de outros matizes? Com quantos ele foi solidário, uma vez que em tempos difíceis a uns, ajudou esmeradamente e a outros, manteve uma relação de proximidade tão grande que logo se transformou em alta estima, respeito e admiração pela atividade cívica que desenvolvia?Deus chamou Divaldo Suruagy. Desta vez, chamou para junto de si o eterno governador de Alagoas.

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