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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 815 / 2015

08/04/2015 - 20:11:00

Pediatria 24 horas

JORGE MORAIS Jornalista

Definitivamente, não sei o que é pior hoje em dia: ser atendido pelo SUS ou pelo plano de saúde. Seja SUS ou plano, no mínimo, o que a gente precisa é ser atendido bem, com respeito e educação. Pois bem, estou tratando desse assunto aqui para demonstrar a minha revolta e indignação com o atendimento que precisei da clínica infantil da Pediatria 24 horas, na Avenida Jatiúca, na noite da terça-feira, dia 31, para a madrugada do dia primeiro de abril.

Chegamos, Eu, minha mulher e minha filha por volta das 22h45 e encontramos a recepção lotada com umas 15 crianças acompanhadas dos pais. Parecia mais uma creche e tinha todo tipo de problema. Crianças vomitando, tossindo, com febre, sem febre e por aí vai. No atendimento da recepção o pessoal com a cara fechada, pouca conversa e sem nenhuma disposição para o trabalho.Além desse quadro, outro detalhe muito importante que chamou a atenção foi: só tinha um médico no plantão. Por sinal, sorridente, solícito, atencioso e não demonstrava pressa, nem cansaço.

Pelo menos, isso se salvou naquela noite/madrugada. Durante a minha permanência por lá, presenciei muita gente discutindo e indo embora sem o devido atendimento, depois de uma longa espera. Pais que deixavam o ambiente esbravejando e discutindo com os funcionários da clínica.

Por volta de meia-noite e trinta, a minha filha estava na lista como a sexta criança a ser atendida. Nesse momento, começaram a chegar mais crianças e, novamente, a recepção começou a ficar movimentada. Nessa hora, tinha uma criança que foi diagnosticada como autista.

Estava com uma febre não muito elevada – 37.7 -, outras crianças estavam com um valor de referência bem maior.Entendo que, se a criança era autista, não é nada demais que receba um tratamento especial. No entanto, uma das atendentes da clínica Pediatria 24 Horas foi extremamente grossa, debochada e irritante ao ser indagada do por que de, somente no instante do atendimento pelo médico a minha filha, que já esperava desde as 22h45 e já se aproximava de 1 hora da manhã, com febre, tossindo e ânsia de vômitos, é que a referida senhora – se é que posso pensar que aquilo se trata de uma senhora – o chamado foi para a criança que já me referi.Por quê a criança autista não foi atendida imediatamente após a sua chegada? Todas as outras pessoas saberiam entender a urgência. Mas, naquela hora da madrugada não, isso depois de tanta espera.

Nesse instante a “senhora” voltou-se para os pais da criança autista e disse: “Seu filho não vai ser atendido agora, porque eles não querem”. Ou seja, criou um ambiente hostil e perigoso para duas famílias que já estavam cansadas e preocupadas com o estado de saúde de seus filhos.Após o atendimento, já na saída, procurei a “senhora” e disse que ela não poderia ter feito e dito aquilo aos pais do garoto, e que por aquela atitude, informaria o ocorrido à direção da clínica e tornaria público através da imprensa. Qual foi a resposta: que eu fizesse o que bem entendesse e fosse falar com quem eu quisesse.

Quanto mais a gente tentava mostrar seu péssimo comportamento e a maneira indelicada como ela estava tratando a questão e se comportando, mais ela fazia graça e desdenhava da gente.Em certo momento da discussão, uma colega de trabalho da atendente chegou a pedir para que ela ficasse calada, mas não adiantou. Por isso, peço desculpas aos leitores desse artigo por estar tratando de um caso pessoal nesse espaço.

No entanto, acho prudente e necessário fazê-lo para que outros casos como esse não se repitam e que pessoas mais equilibradas sejam colocadas nesses pontos estratégicos de atendimento às pessoas, com plano de saúde ou pelo SUS. E que a Pediatria 24 Horas tenha um pouco mais de respeito ao usuário, que não pode ficar refém de um único médico de plantão.

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