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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 814 / 2015

08/04/2015 - 09:52:00

De volta às ruas

JORGE MORAIS Jornalista

O movimento do dia 15 de março, quando mais de dois milhões de pessoas foram às ruas para se manifestar contra o governo; a roubalheira no país; em defesa da Petrobras; pelo impeachment da presidenta Dilma Rousseff; pela paz no Brasil; e, finalmente, contra boa parte dos políticos brasileiros, estará de volta no próximo dia 12 de abril. Com um volume menor nessa convocação em relação ao realizado em março, entendo que a participação do povo nas ruas é importante e contribui para a construção de um Brasil novo.

Aproveito para perguntar: O que mudou no país, depois das manifestações do dia 15? Se a resposta for: muita coisa, até agora ainda não consegui compreender e enxergar onde foram essas melhorias, uma vez que as cobranças vindas das ruas ainda não representaram nenhum ganho para a população. Até mesmo as medidas provisórias da presidenta Dilma, enviadas recentemente ao Congresso Nacional, não trazem nenhum benefício à classe trabalhadora sequiosa por melhorias já.

Se a resposta à mesma pergunta for: nada, também não é bem assim, porque esse mesmo Congresso Nacional está muito mais atento e vigilante do que antes, inclusive demonstrado no comportamento do presidente do Senado, Renan Calheiros, que não admite mais que as medidas provisórias do governo sejam empurradas de goela abaixo, como em um passado bem recente.Como ainda tenho as minhas dúvidas quanto ao resultado e que resposta teremos em relação a tudo isso, entendo mesmo assim que o movimento é legítimo e necessário. Pior seria ou será se ficarmos de braços cruzados esperando que as coisas venham do céu.

Neste momento, Deus está muito preocupado com o que está acontecendo no mundo inteiro e, não custa nada, a gente colaborar para que as coisas possam melhorar aqui embaixo também.O movimento do dia 15 de março reuniu gente de todas as categorias profissionais e de trabalhadores comuns. Nas manifestações vi gente de direita e de esquerda. De direita, que não votaram na Dilma Rousseff, e que querem o Brasil sendo passado a limpo.

De esquerda, que votaram na presidenta, e que podem até não se arrepender do voto, mas são contra a roubalheira que se instalou no país, de Norte a Sul e de Leste a Oeste.Portanto, independente se foram mais de 2 milhões de pessoas nas ruas ou se tinha um número menor, é importante e interessante que o povo se mantenha acordado. Eu mesmo sou contra ao impeachment, não votei na Dilma, mas não sou da turma do quanto pior, melhor.

O que acho, no entanto, é que o governo do Partido dos Trabalhadores não pode é querer tapar o sol com uma peneira.Nao adianta o ministério da Dilma falar em apuração, punição, responsabilizar, quando a maioria dos envolvidos é ligada ao partido e ao governo. O que parece é que os ministros da Dilma, principalmente o da Justiça, José Eduardo Cardoso, transfere culpas e acha que tudo está bem.

Ou o ministro não sabe o que diz ou está no lugar errado, inclusive agindo com comentários jocosos que, verdadeiramente, não vem deixando satisfeitos seus colegas, a classe política e, pasmem, até as Forças Armadas brasileiras.Por isso, dentro da mesma linha de conduta, de comportamento e de interesse cívico e político, acho que o povo precisa voltar às ruas, independente se dessa vez teremos mais ou menos manifestantes nas cidades brasileiras. Sem cansar, entendo que, mensalmente, o Brasil precisa mostrar a sua cara e cobrar dos nossos governantes as promessas de campanha para um país melhor, limpo e bom para todos. Por isso, vou novamente as ruas e espero que você faça o mesmo. Dia 12, vem aí...

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