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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 813 / 2015

08/04/2015 - 08:02:00

Atendimento ao público

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

A fama do servidor público no Brasil não é das melhores. Ouço sempre o povo dizendo que a maioria das pessoas quer um emprego e não um trabalho.     Sem querer generalizar e com a experiência de 43 anos como servidora pública, fico triste ao afirmar que há um pouco de verdade na voz do povo.     

Trabalhei nove anos no Sindicato da Assembleia e primava por um bom atendimento à categoria, formada por colegas nossos e familiares. Mantínhamos em nossa entidade um atendimento odontológico de primeira qualidade. Tínhamos um plano de atendimento médico. Sempre que passávamos pela recepção e víamos alguém reclamando, procurávamos melhorar o atendimento ou resolver a questão. Nada melhor do que ser bem atendido e, se possível, ter o pedido satisfeito. Ficava de alma lavada.     

Esta semana tive uma dúvida em desconto previdenciário. Pensei com meus botões: Vou ao AL Previdência, procuro um advogado especialista no assunto e tiro minhas dúvidas. Já havia feito isso anteriormente e fui muito bem atendida pelo Dr. Souto e pelo Dr. Marcelo.    

Desta vez foi diferente. O pessoal da recepção foi muito gentil e me encaminhou ao 13º andar. A moça de lá também foi legal e ligou para o 15º. Atendeu-me uma advogada, cujo nome esqueci, muito gentil, mas não a vi pessoalmente, não mostrei o processo. Nem ela desceu, nem eu subi. Poderia ter ligado para a moça até da minha casa.     

Atendimento previdenciário é coisa social. São idosos ou jovens procurando seus direitos. Nada pode ser resolvido por telefone. Aliás, a Previdência sobrevive com o que nós descontamos em nossos salários.   

 Estive num Departamento da Assembleia e conversei com a colega, agitada, só e cheia de trabalho. Perguntei: Quantas pessoas são lotadas aqui?” “Quatorze”, disse-me ela. “Pela manhã são cinco e pela tarde são nove”. Eram 10 horas da manhã e só ela estava trabalhando. Na hora de relacionar quem frequenta o local onde está lotado, aparecem vinte ou trinta.     

Outro fato interessante: uma servidora que, por ser amiga da chefe, há quatro meses não comparece ao local de trabalho.     

Daí a fama do servidor público de querer emprego e não uma forma de trabalhar.     

Casa política é pior ainda. No Legislativo são 900 comissionados que, obviamente, não cabem num prédio só. Muitos ficam no interior, outras sãodonas de boutique, empresários e familiares. De vez em quando tomo um susto quando vejo determinadas figuras na folha de pagamento da ALE. Se perguntar qual a função do Poder Legislativo, com certeza, poucos saberão responder. Mas, na hora de cortar salários, as grandes vítimas não são os comissionados. Somos nós!   

 Tenho andado em várias clinicas médicas em Maceió e, graças a Deus, o atendimento tem sido muito bom.   

Quero registrar a Medicor. De novembro a março, eu e meu marido temos sido clientes assíduos dessa clínica. Desde as meninas da recepção, o pessoal da limpeza ou os meninos dos laboratórios, daria grau 10. E como o olho do dono engorda o gado, vejo sempre por lá o Dr. Jorge, fiscalizando tudo.   

Existem outras clínicas muito boas, mas o que prende o cliente é um atendimento gentil e eficaz desde a sua entrada no ambiente.   

 De uma maneira geral, todos gostam de ser bem tratados, seja num local público, seja numa empresa privada. Se isso não acontecer, o cliente sai irritado e não volta mais por lá.   

 Precisamos ser felizes, tratar bem nossos semelhantes e, se possível, tentar ajudá-los nas soluções dos problemas grandes ou pequenos.   Deus existe. Não duvidem.

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