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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 813 / 2015

08/04/2015 - 08:01:00

O rato e a operação Lava Jato

JORGE MORAIS Jornalista

Você conhece muito bem essa frase: “rato escondido com o rabo de fora”. Quando isso ocorre, é presa fácil para o gato, que não erra um bote. No caso da operação Lava Jato é mais ou menos assim: todos os acusados desmentem a inclusão de seus nomes na operação (Petrobras), desencadeada pela Polícia Federal, determinada pelo juiz federal, Sérgio Moro, do Estado do Paraná, e recebida pelo procurador Geral da República, Rodrigo Janot, que, por sua vez, enviou ao Supremo Tribunal Federal.Não quero, com isso, dizer que os nomes divulgados tenham participação com o escândalo. Acho até que muitos serão inocentados por algum motivo, até o de não ter recebido nenhum dinheiro ou que recebeu sem saber a sua origem.

No caso do rato, o rabo de fora é que sempre termina em problema, para o rato. Imagino que, nesse momento, aqueles que garantem não ter recebido nada e que não conhece os delatores ou que nunca fizeram qualquer tipo de negócio com eles, passarão por uma profunda investigação, uma verdadeira devassa, em suas vidas.

Por outro lado, fico imaginando que se tudo for verdade mesmo, como posso acreditar nas pessoas que assumiram que roubaram a Petrobras e que, agora, para se livrarem da cadeira, estão devolvendo parte desse dinheiro, em troca dos nomes de empresários e políticos beneficiados com o dinheiro da estatal do petróleo.

Pergunto: Quem garante que eles estão falando a verdade? Quem garante que o dinheiro devolvido agora é só esse montante mesmo?No entanto, acho que a questão maior da justiça não é saber quem levou a “grana”, mas como esse dinheiro chegou ao seu destino. É fruto de que? Quando boa parte dos envolvidos se manifesta que não recebeu nada, é possível acreditar. Mas, porque os seus nomes aparecem nessas listas? Isso é preciso explicar, para que o assunto seja passando a limpo rapidamente, e que, como eles mesmos dizem, deixem de ser acusados injustamente.Outra parte desse negócio sujo confirma o recebimento de dinheiro das empreiteiras para suas campanhas políticas, mas que tudo foi declarado à justiça eleitoral.

Até aí, nenhum problema, pois isso é permitido. O que a justiça quer saber mesmo é, como esse dinheiro chegou aos candidatos. De que forma ele foi arranjado para ser entregue aos candidatos.A justiça quer saber também, é se o dinheiro saiu licitamente dos cofres das empresas. Se o dinheiro não é fruto de negócios escusos entre as construtoras e a Petrobras, por exemplo. Em principio, já está comprovado que esses milhões e milhões desviados, não foram todos destinados para as campanhas.

Muitos, além de Alberto Yusseff, Paulo Roberto Costa e Renato Duque, estão envolvidos até a medula com essas investidas todas no dinheiro da Petrobras, ou melhor, nesse buraco negro da empresa. Para se ter uma ideia do buraco, 82 pessoas são réus nisso tudo, inclusive o tesoureiro do Partido dos Trabalhadores, João Vaccari Neto, que garante ter prestado contas de tudo.

Verdades ou mentiras, o país precisa urgentemente ser passado a limpo dessas mazelas políticas e situações criadas a partir do uso indevido do dinheiro público. Hoje, a presidente da República, os senhores senadores e deputados federais trabalham pelas reformas administrativas e políticas, sem brigas, cada um no seu segmento como já deixou bem claro o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros, e o vice-presidente da República, Michel Temer.Pergunta-se: Essas medidas vão ajudar a esconder o rabo do gato? Pode ser que Sim, pode ser que Não.  

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