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21 de Novembro de 2018

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Edição nº 813 / 2015

31/03/2015 - 10:00:00

JORGE OLIVEIRA

Reino encantado da Dilma

Portugal, Cascais  - A Dilma é uma espécie de extraterrestre, parece que vive em outro planeta inabitado por seres vivos. Toda sujeira que chega à sua sala, ela quer limpar com a sua varinha mágica como se vivesse no reino encantado da Alice no país das maravilhas. Além disso não tem um pingo de solidariedade com seus parceiros do PT, partido onde ela desceu de paraquedas, abraçada ao Lula, que precisava eleger um sucessor marionete para continuar mandando no país. 

 

 

 

Agora, ela entregou às moscas o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, ao falar sobre o indiciamento do seu companheiro pelo MP nos crimes decorrupção passiva, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. Veja que pérola de frase da presidente pra tirar o dela da reta no mar de lama que se encontra o seu governo: “Todo mundo tem o direito de defesa, o que vale pra todo mundo vale pra todo mundo”.

 

 

 

Entendeu? Pois é, com essa frase inteligente, própria de uma estadista, a Dilma vai escapando das garras do Ministério Público, mesmo com todos os indícios de que se beneficiou do dinheiro roubado da Petrobras na sua eleição e das suas digitais aparecerem na compra superfaturada da refinaria de Pasadena.Mais tonta do que barata em piso envernizado e mais perdida do que cego em tiroteio, a presidente não tem mais para quem apelar depois que milhões de pessoas foram às ruas pedir a sua cabeça e já marcaram para o dia 12 de abril a próxima manifestação.

 

 

 

Agora, a presidente faz carinho nos líderes políticos no congresso para salvar o mandato à beira do precipício. Eduardo Cunha, que em um país sério jamais chegaria a presidente da Câmara dos Deputados, já se mostrou sensível aos aconchegos da presidente ao se manifestar contra o impeachment, arma poderosa para barganha política. 

 

 

 

Mas é na sua cozinha, na antessala do Palácio do Planalto, que a presidente se descabela para harmonizar as divergências e a briga pelo poder. Lula já mandou recado de que não conversa nem legitima Aloizio Mercadante, de quem fala mal por ser arrogante e despreparado para o cargo. Aliou-se aos amigos no congresso para pressionar a Dilma a se livrar dele, lobby que, no momento, está forte.

 

 

 

Os militares também estão insatisfeitos com o Ministro da Defesa Jaques Wagner, o ex-governador baiano, a quem considera um sujeito brincalhão demais,  comportamento incompatível com o sisudo cargo que exerce. Eduardo Cardozo e Miguel Rossetto, depois do pronunciamento na TV para falar das manifestações, já foram chamados de ventríloquos. E o articulador do governo Pepe Vargas é ignorado pelos líderes no Senado e na Câmara.

 

 

 

Baderneiros

 

 

 

Felizmente, nesse histórico dia 15 de março, os brasileiros acordaram e foram às ruas pedir o afastamento da Dilma. Não houve sequer um conflito porque o povo, ao contrário dos baderneiros vermelhos, sabe respeitar a democracia. Viva o povo brasileiro! 

 

 

 

Medíocres

 

 

 

Os outros ministros inexpressivos escondem-se da Dilma com medo de serem descobertos e demitidos. É assim, em um país de fantasia, que o Ministério Público apelidou a operação que prendeu Renato Duque, ex-diretor da Petrobras, de “Que país é esse”? Nada mais original para denominar uma operação que agora prendeu o caixa do PT na Petrobras. Os brasileiros agora querem saber qual seria a frase inteligente da Dilma para se referir ao Zé Dirceu quando Duque começar a jogar farinha no ventilador sobre os milhões de reais que alimentaram as campanhas petistas nos últimos doze anos.  

 

 

 


Caça PT

 

 

 

Para quem achava que o Juiz Sergio Moro tinha chegado ao final da sua operação “Caça PT” vai se surpreender com Renato Duque se ele, evidentemente, aceitar a delação premiada. Não ficará pedra sobre pedra nesse governo. Do jeito que as coisas andam, os brasileiros certamente não vão precisar ir às ruas pedir o impeachment da presidente. Isolada no poder, a Dilma não resistirá às pressões e pode melhorar a vida do povo e evitar derramamento de sangue se entregar o cargo.

 

 

 


Ignorância política

 

 

 

Alguns leitores que têm acompanhado as minhas críticas ao governo e ao PT acham que sou pessimista quando ao destino do país e que preciso ajudar com ideias para o país sair dessa crise moral e econômica.Bobagem, não sou político nem me proponho a salvar o mundo.Imagina! Sou apenas um jornalista, observador crítico desse momento. A massa que foi em peso às ruas nesse domingo tem a resposta para o desgoverno: impeachment já. Desde que sai da vida sindical no Rio tenho me empenhado como jornalista em contribuir para o fortalecimento da nossa estabilidade democrática.

 

 

 


Pelegos

 

 

 

A minha experiência como ex-sindicalista, leva-me a algumas observações. A primeira delas é que nao existe diferença entre o pelego jornalista e o pelego metalúrgico. A outra é que no Brasil o sindicato virou um meio de vida, de prosperidade e de poder para os oportunistas que transformam essas entidades de classe num instrumento de manipulação política com o dinheiro do contribuinte através do imposto sindical.

 

 

 


Ócio oficial

 

 

 

Quando compus a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Rio uma das primeiras decisões foi abrir mão da imunidade que nos permitia ficar à disposição do sindicato. Achávamos que a nossa luta começava pelas redações, portanto, não deveríamos fugir do nosso local de atuação. Até então, a regra era que a diretoria estava dispensada do trabalho diário.Um ócio oficializado.

 

 

 

Genocídio

 

 

 

A CUT na época estava em formação, o Lula lá no ABC tentava marcar posição com as greves. O general Golbery, o bruxo da ditadora, manipulava a imprensa, os sindicatos, os empresários e os políticos. E nós, todos juntos, brigávamos contra a direita fardada. Ah, é verdade, ainda existiam a direita e a esquerda. Os comunistas, que lutavam por uma sociedade igualitária com o proletariado no poder, escondiam, por conveniência, o genocídio na URSS, sob o comando de Stalin, e os fuzilamentos e as perseguições na ditadura castristas e na Romênia do ditador Nicolau Ceausescu. Éramos felizes e motivados por uma luta ideológica que muitas vezes nem sabíamos de onde vinha nem imaginávamos para onde ia, mas que nos motivava a uma briga comum contra a ditadura militar. Ganhamos!

 

 

 


Incapaz

 

 

 

Meu Deus, ganhamos, mas como fomos manipulados pelas circunstâncias de vivermos em um país que continuou obscuro e amordaçado pela falta de cultura, o analfabetismo e a miséria. O Lula, que hoje mantém e financia esse exército vermelho com o dinheiro do povo, foi fruto dessa nossa ignorância. Achávamos que um operário seria capaz de conduzir a nação à prosperidade e ao desenvolvimento sem tentar insuflar o povo para um conflito de classes, como ele vem fazendo pelo país.

 

 

 


Tragédia

 

 

 

O PT, que hoje vive na lama da corrupção, foi criado para que nós, brasileiros, tivéssemos orgulho dos nossos trabalhadores, da classe operária e do seu poder de luta. Mas hoje, o que constatamos é que esse partido, que se vendeu ao brasileiros como o representante da classe trabalhadora, pode nos levar a uma tragédia civil, a exemplo do que ocorreu na URSS do Stalin no início do século passado.

 

 

 

 
Ignorância

 

 

 

Lula, na verdade, é um reflexo da nossa fragilidade política. Ora, a história mostra que quando o povo está fraco abraça qualquer coisa que vê à frente, como uma tábua de salvação, como aconteceu na Alemanha de Hitler, na China de Mao, na Itália de Mussolini, na Espanha de Franco e no Portugal de Salazar.

 

 

 


Os vermelhos

 

 

 

A passeata dos camisas vermelhas pelas ruas do país assemelhou-se a dos camisas negras de Mussolini. A nossa foi organizada pelos pelegos das centrais sindicais que hoje vivem às custas do dinheiro público do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhadores). Alimentam-se desses recursos para defender as falcatruas de um governo que eles se aliaram como cúmplice dessa nefasta corrupção.

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