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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 812 / 2015

17/03/2015 - 10:19:00

O distritão em Alagoas na eleição de 2014

Alfredo Aurélio Marinho Rosa

Tenho ficado perplexo com os rumos que o Estado Democrático de Direito que tanto acreditamos, e, que lutamos para ter e os caminhos que a administração pública tem valorado certas questões contemporâneas do Brasil.As instituições, exceto umas poucas que ainda hoje damos credibilidade, infelizmente estão se tornando “máquinas do nada” ou como diz o cantor Lobão, “máquinas do absurdo”.

Não são de excelência nas suas funções, além de subexercerem atos, digamos anedóticos para não falar outras coisas. Assisti um vídeo enviado por uma amiga que exemplifica o absurdo dos agentes da administração pública – servidores ou seus superiores – ao executar tarefa de tão magistral eficiência sobre coisa de tão insignificância importância. Este vídeo foi um afronto aos princípios morais do mais comum cidadão reflexivo, uma anomalia moral, uma animalesca desumanidade.

Uma desproporcionalidade violenta, que me agrediu nos meus conceitos de justiça e de dignidade. Ausência de compaixão e de bom senso.O quadro era: Um ambulante, jovem, boa aparência, de bermuda no joelho e camisa em T, e lógico havaianas no pé, não as estilizadas, a clássica. Em sua frente um carro de mão já desgastado carregados de  abacaxis. Cerca de 15 a 20 abacaxis, um ou dois já descascados, mostrando sua cor e sua carne apetitosas.

Numa contabilidade, carga de valor aproximado de 50 reais, caso arremetido por alguém. Parecia estar em frente a um centro comercial de classe média e alta. Acho que talvez a imagem descrita acima, do brasileiro sofredor, batalhador e honesto, apenas sem dinheiro para está em mercados mais sofisticados, pois não teve a oportunidade do estudo, a qual determinou sua posição.

Estava tudo às claras, pobre tentando arrumar uns trocados para levar o feijão e arroz para casa. Não estava roubando, ou se drogando, estava simplesmente calado, nem o marketing natural dos ambulantes eram pronunciados... Eis que chega um carro da fiscalização municipal, descem três homens, um com uma prancheta e caneta em mãos.

Um policial militar os acompanha. E o rapaz, de cerca de 25 a 27 anos, pacato, semblante passivo e sereno ouviu as explicações que os abacaxis seriam confiscados, pois naquele local não se poderia vender.Os transeuntes inconformados com a determinação dos agentes públicos, filmavam, bradavam pedindo “deixem os abacaxis, para o rapaz vender em outro local, não retirem o sustento de sua família.

Tem droga dentro dos abacaxis? Vocês querem que ele vá roubar?”De nada valeu, a arrogância dos agentes a coerção da presença do policial fez com que os abacaxis fossem confiscados, a notificação feita. Que Brasil é este? (Renato Russo)E os escândalos que vivemos com bilhões de reais roubados do erário. As sociedades civis organizadas, os intelectuais, as academias, o judiciário, são fantoches dos diringentes? É o Brasil das diferenças, o Brasil das injustiças, o Brasil da vergonha! 

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