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Edição nº 812 / 2015

17/03/2015 - 10:07:00

Os movimentos estão voltando

JORGE MORAIS Jornalista

Meio tímidos, mas os movimentos de ruas estão começando a aparecer. De cidade para cidade eclode um, e como já era de se esperar, tumultuando a vida das pessoas e causando prejuízos a todos, sejam pobres ou ricos, empregados ou desempregados. Há pelo menos quinze dias, estudantes e trabalhadores se uniram e fecharam a Avenida Fernandes Lima em direção ao Centro da cidade de Maceió.E o movimento acabou como muita gente não queria que acontecesse: com a intervenção do Bope.

Foram muitas as tentativas do grupo de gerenciamento de crise militar, para que tudo acabasse bem. Não conseguiu e os “meninos” da PM chegaram com força e dispersaram a multidão. Nessa hora, sofre o grande (adulto) e os pequenos (estudantes).Depois, o movimento dos sem terras resolveu ordenar a invasão das capitais, cobrando seus espaços para morar, plantar e sobreviver.

Mas, quem da capital tem culpa pela falta das terras para que as pessoas se locupletem delas? Quem paga a conta? A gente, que é obrigado a conviver com as manifestações e o caos no trânsito. As ações orquestradas e maquinadas por esses movimentos são as mais deliberadas possíveis, contrariando a ordem pública e o direito de ir e vir das pessoas.

Quantas pessoas foram prejudicas, perderam um dia de trabalho, perderam a consulta médica, marcada com meses de antecedência, deixaram de fazer negócios, o comércio que parou e não vendeu, porque as pessoas não entendem que o direito delas acaba quando começam os meus direitos.

É preciso o uso da força para que esses manifestantes entendam isso?Pois bem. Esta semana, foram os manifestantes por terras que invadiram as ruas das cidades, entre elas, Maceió, a sede do Incra, o prédio da Eletrobrás, e as rodovias alagoanas. Pergunto: Quando é que essa coisa de distribuição de terras vai acabar no Brasil? Não que eu seja contra que o governo faça isso, mas os anos se passam e o número de pessoas que cobram o direito a essa terras aumenta.

Quanto o governo brasileiro já gastou com desapropriação de terras? Como pauta, sugiro ao EXTRA e as demais empresas de comunicação, que façam uma pesquisa junto aos órgãos competentes que tratam da questão, quanto se gastou e quantas famílias já foram beneficiadas. Com certeza, esses órgãos possuem esse cadastro, isso se já não existe um resultado previsível no Google.

Sugiro, com a permissão do Fernando Araújo, a jornalista Vera Alves – a Verinha – para fazer esse levantamento, pois é coisa para profissional.Há anos e anos que acompanho esses movimentos cobrando o direito a essas terras, e, cada vez mais, vem aumentando o número de pedintes nos acampamentos. Preocupa, então, quando o governo federal anuncia que está diminuindo a pobreza do país e que a classe dos miseráveis está diminuindo. Pelo que sei, essas terras são destinadas a quem não tem onde morar, para quem não tem emprego, não tem o que comer, e que precisa de uma área para plantar e sobreviver.

Diferentemente disso, quando você passa pelas rodovias, sejam estaduais ou federais, os acampamentos montados com casas de palha e algumas de barro, estão expostas as antenas parabólicas, alguns veículos, principalmente caminhonetas, e, a cada mês, aumenta o número de espaços ocupados.

O que significa isso? Quem são os inquilinos novos? Quem está autorizando as invasões? Quais as autoridades coniventes com isso? Merecemos, sim, todas essas respostas, porque é com o nosso dinheiro, o dinheiro dos impostos pagos, que os governos estão fazendo essa gracinha, às vezes, para quem não merece e que já foram beneficiados de outras formas. Para finalizar: diferente dos outros, esse movimento é armado e, Graças a Deus, o Bope não vai lá.

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