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15 de Novembro de 2018

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Edição nº 812 / 2015

16/03/2015 - 09:52:00

Queda de vendas? Nada disso, aqui não tem crise

não tem crise Enquanto marcas de grande volume colocam o mercado para baixo, pequenas e luxuosas se deliciam com crescimento de vendas

AUTOINFORMES

Num período em que as vendas despencaram 22,5%, com apenas 422,7 mil carros no bimestre (contra 545,6 mil no mesmo período do ano passado), algumas marcas se destacam com crescimentos expressivos, caso de Jeep, Subaru, Troller, Smart, Lexus, Lifan e Audi.A Subaru, que entrou em 2015 no ritmo de investimentos na rede e renovação do portfólio, vendeu 263 unidades nos dois primeiros meses do ano, um volume ainda muito pequeno, mas que representa aumento de 83,9% em relação ao ano passado, quando foram vendidos no primeiro bimestre 143 carros.

Também com volume diminuto, a Troller vendeu 51,9% a mais: 322 unidades no bimestre, contra 212 no mesmo período do ano passado. Mas a Audi, que vende mais de mil unidades mensais, também cresceu nesse período de desesperança para o mercado total: a marca alemã vendeu 2.065 unidades no primeiro bimestre do ano, contra 1.951 no mesmo período de 2014, o que representa um aumento de 5,8%.A Lifan teve crescimento expressivo, com 1.013 unidades este ano contra 739 no primeiro bimestre do ano passado, vendeu portanto 37,1% a mais. E mais duas marcas com pequeno volume de vendas entraram da seleta lista das que aumentaram as vendas este ano: a Smart, com alta de 8,1% e a Lexus (+7.9%).

Observe que, com exceção de uma delas, a chinesa Lifan, há uma clara linha que identifica todas essas empresas que estão remando contra a corrente: são marcas de pequeno volume e de carros caros, quando não luxuosos. Entre todos os modelos oferecidos por elas, os mais baratos não custam menos do que R$ 55 mil (Smart) ou R$ 92 mil, preço de um SubaruImpreza sedã. Mas podem chegar a R$ 550 mil do sedã grande LS460 da Lexus ou a R$ 900 mil, caso do superesportivo R8 da Audi.No caso da Jeep, o aumento é resultado do licenciamento da primeira leva do Renegade, e tem como base vendas inexpressivas no ano passado. Mas vale registrar a alta de 111% da marca que começa este ano a fabricar no Brasil.

Com a redução do acesso ao crédito, é natural que as marcas que trabalham nos segmentos de entrada do mercado sejam prejudicadas, onde a dificuldade de vendas é maior.“O consumidor de carros mais caros, de R$ 60 mil para cima, conta com mais recursos de compra: tem dinheiro na poupança, maior facilidade de crédito, um cadastro que oferece mais garantia. Essa é a razão das marcas que oferecem produtos mais caros apresentarem crescimento mesmo num período de baixa”, explicou o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção durante a coletiva de imprensa desta terça-feira, quando anunciou os números de vendas no bimestre.

De fato, a queda de vendas este ano, que está assustando o mercado, é capitaneada pelas marcas de grande volume: Fiat, Volkswagen, Citroën, Peugeot e Renault, e algumas de menor porte, é que estão levando os índices para o vermelho.Citroën (queda de 48,9% no bimestre) e Peugeot (-44,2%) foram as que mais perderam participação este ano entre as marcas de médio/grande volume.

A líder Fiat e a vice-líder Volkswagen, também tiveram quedas de vendas expressivas e acima da média: a Fiat vendeu 85.514 unidades no bimestre, com uma retração de 29,3% em relação ao mesmo período do ano passado e a Volkswagen recuou 28%, com vendas de 70.453 no bimestre.Outra que perdeu mercado foi a Renault, com queda de 29,5% (venda de 26.409 carros este ano).Kia e JAC tiveram comportamento parecido. A coreana vendeu 48,9% a menos (3.079 unidades) e a chinesa – 45% (1.136 carros este ano).

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