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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 812 / 2015

16/03/2015 - 09:33:00

Gabriel Mousinho

O governador Renan Filho já não deve ter mais a expectativa de uma atenção especial do Palácio do Planalto para com Alagoas. Com o ajuste fiscal do governo a situação financeira do país é considerada dificílima e a investida que o senador Renan Calheiros deu na presidente Dilma Rousseff dias atrás, devolvendo o projeto de desoneração da folha de pagamento, foi outro golpe que com certeza o Estado vai acusar.Não será, a grosso modo, o mar de rosas que se esperava vir por aí. O Estado de Alagoas tem feito o seu dever de casa, mas esperava ter um apoio decisivo do governo federal para sair do sufoco, o que parece não será o caso.

A bomba que explodiu com a Operação Lava-Jato divulgando principalmente os nomes dos presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, é um fator negativo para futuras aspirações. O governo federal vai cumprir os repasses que são constitucionais, mas não fará mais nenhum gesto de simpatia para qualquer governo, incluindo o Estado de Alagoas.Pela avaliação da crise no momento, os próximos meses serão de grandes dificuldades que o governador Renan Filho irá enfrentar e será necessário muito bom senso, equilíbrio e tomadas de posições firmes para a vaca não ir pro brejo.

Desconto menor

Ao contrário de épocas passadas, o IPTU de Maceió veio robustecido de reajuste e o que é pior, o desconto para pagamento à vista caiu de 20 para 10%. Todo mundo sabe que a situação do município é difícil como qualquer outro, mas com certeza quem paga seus tributos em dia com certeza mereceria uma atenção especial.


Desconto menor 2

Com o IPTU mais alto e o desconto mais baixo, com certeza a arrecadação deste principal tributo do município de Maceió não será como dos anos anteriores. A inadimplência que já bateu recordes em épocas passadas parece que virá agora com mais força. 


Recurso legal

Enquanto os senadores Renan Calheiros e Fernando Collor bateram duro na Procuradoria Geral da República, Benedito de Lira foi às redes sociais dizer que a ajuda que recebeu para sua campanha em 2010 é absolutamente legal. ´´Ninguém pode ser criminalizado por uma doação legal, inclusive aprovada pelo Tribunal Regional Eleitoral´´, disse Lira.


Oposição ferrenha

Ninguém mais do que o senador Renan Calheiros sabe fazer oposição. E é isso o que ele vem praticando nos últimos dias com o Palácio do Planalto. Renan sabe onde, quando e como bater no governo. Sabe também muitas coisas e é um adversário de peso que começa a construir uma oposição perigosa.

Ponta do iceberg

A relação política com a presidente Dilma Rousseff começou a se deteriorar com o presidente do Senado e o vice Michel Temer, quando o Ministro das Cidades, Gilberto Kassab tentou criar o PL para depois fundir com o PSD. Isso criaria um partido que massacraria o PMDB, o maior partido brasileiro. 


Ponta do iceberg 2

Numa manobra rápida na Câmara dos Deputados e depois no Senado, o projeto de Kassab de criar o PL foi por terra. Agora quem quiser criar um partido terá que conseguir 485 mil assinaturas de eleitores sem qualquer vínculo com outro partido, o que, convenhamos, é muito difícil de acontecer. E para completar a fusão somente poderia ser concretizada depois de cinco anos de atividade política.


Ponta do iceberg 3

O PMDB receoso de que o PSD lhe passasse a perna, aproveitou a insatisfação de outros partidos e deu o troco. Rápido. A partir daí as relações começaram a azedar e a gota d´água foi a citação do nome de Calheiros e de outros parlamentares da base aliada nas investigação da Lava Jato.

Mais além

O Ministério Público andou cruzando folhas de pagamento de servidores públicos, mas precisa ir mais além. Os afilhados políticos que não tem dois empregos na capital, com certeza mamam no interior do Estado. O cruzamento também pode ser feito com empresas federais. 

Aprofundando

As investigações que já foram iniciadas pela Polícia Federal ainda trarão mais dores de cabeças aos que comandam a política no Brasil e, aos poucos, vai sobrando para o ex-presidente Lula e até mesmo a presidente Dilma Rousseff, quando foi afirmado que o dinheiro de propina do Petrolão também serviu para sua campanha em 2010.


Vendaval

A divulgação da lista dos implicados na Operação Lava Jato causou comoção em Brasília e tumultos pelo Brasil afora. A expectativa agora é que as autoridades federais aumentem as investigações e seus braços possam alcançar outras instituições, a exemplo de áreas como energia e portos que poderão ser a bola da vez.


Em curso

A campanha para a prefeitura de Maceió já está a todo vapor. PMDB, PDT, Solidariedade e, claro, o PSDB, já afinam seus instrumentos para as eleições de 2016. 


Não vai cumprir

A maioria das promessas do governador Renan Filho está longe de ser cumprida. Reservas técnicas da Polícia Militar, da Saúde e da Educação, nem pensar. O aperto financeiro é grande e deve piorar ainda mais este ano.

Corte geral

Algumas secretarias de Estado estão sobrevivendo porque o governador tenta mantê-las vivas, apesar da crise. A ordem na Secretaria de Fazenda é economizar. O corte já chegou a 30% e pode chegar a muito mais. O governador deveria aproveitar o momento e se desfazer das secretarias consideradas improdutivas, funcionando apenas como cabide de empregos.


As prioridades

Nos corredores do Palácio a voz é uma só: prioridade para a segurança pública, saúde e educação. O resto vem depois.

Bom senso

O deputado Galba Novaes pediu desculpas à Mesa Diretora pelo incidente durante uma sessão na Assembleia Legislativa, quando discutiu asperamente com o presidente Luis Dantas. Galba demonstrou altivez em reconhecer que havia se excedido.

Crescendo

O governador Renan Filho não irá ter tanta folga na Assembleia Legislativa como se pensava. Por baixo dos panos alguns deputados tramam em reagir às posições de Renan. É que eles não estão encontrando tantas facilidades como esperavam que tivessem. Espaço no governo, a exemplo de anos anteriores, nem pensar. Os cargos comissionados, a não ser para o próprio governador para atender sua pequena comunidade de amigos, estão muito escassos. E a tendência é piorar.


Cidade sem lei

O estrago que essas caminhadas de protestos sob vários aspectos estão acontecendo em Maceió é um verdadeiro absurdo. São sem terra, estudantes e até servidores em greve. E a população que se exploda. Na última quarta-feira a Avenida Fernandes Lima ficou intransitável com a passeata dos sem terra e o centro da cidade totalmente congestionado. E ninguém toma providências.


Vacas magras

A crise bateu mesmo na porta das prefeituras e consequentemente do Estado. Os prefeitos não têm outra solução a não ser cortar gastos, sob pena de não cumprirem com suas obrigações e até mesmo com o pagamento do funcionalismo. A situação só tende a piorar.

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