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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 812 / 2015

16/03/2015 - 09:18:00

JORGE OLIVEIRA

Lavanderia brasileira em Portugal

Portugal – Cascais – O que os europeus não entendem por aqui – e fica difícil  de explicar – é como o Brasil ainda é governado pela dupla Dilma/Lula depois de todos esses escândalos de corrupção. Eles não conseguem compreender também como a maioria dos eleitores reconduziu a Dilma ao cargo depois do mensalão e do Petrolão que injetou 2 milhões de reais de propina na eleição dela em 2010 através de Antonio Palocci, coordenador da sua campanha, segundo revelou à justiça o doleiro Youssef, que entregou o suborno.

A gente tenta explicar que os brasileiros começam a tomar consciência de como a administração do PT tem sido nefasta ao país e que agora, no dia 15, vai haver uma manifestação nas ruas para pedir o impeachment da Dilma. Mas a saraivada de perguntas sobre os desmandos do seu governo é tamanha que ficamos sem respostas.

Por exemplo: os europeus não entendem como uma empresa como a Petrobras quebrou e agora tenta vender seus ativos para sair do buraco. Já se procura até comprador para as reservas do Pré-sal, uma forma de começar a privatizar o maior patrimônio do país para cobrir o rombo financeiro.

Atente para isso: a corrupção que foi na compra agora é na venda.Os portugueses não entendem bem o que se passa no Brasil, mas sabe que um setor no seu país tem se beneficiado muito com os novos ricos brasileiros que lavam dinheiro por aqui: o imobiliário. Pelo que se sabe centenas deles estão comprando imóveis de luxo com dinheiro vivo.

Depois da farra dos angolanos, agora são os brasileiros que pagam milhões de euros por apartamentos cinematográficos em áreas nobres para ter um porto seguro quando o barco afundar. Com esse derrame de dinheiro, a especulação imobiliária deu um salto de mais de 100% nos lançamentos novos nesses últimos quatro anos.A gente tenta explicar que esses compradores são uma elite privilegiada do Partido dos Trabalhadores e dos seus aliados, amigos do rei. Mas o que os portugueses não sabem é como tanto dinheiro chega por aqui.

A operação é simples: o governo empresta milhões de reais do BNDES aos ditadores africanos. Esse dinheiro, verdadeira fortuna dos brasileiros, é protegido por cláusulas sigilosas, como aconteceu, por exemplo, com o empréstimo a Cuba. Muitos desses negócios foram fechados por Lula que virou uma espécie de office-boy de luxo das empreiteiras quando deixou o governo. A pretexto de financiar as construtoras com obras nesses países, essas mesmas atoladas na corrupção da Petrobras, cujos proprietários estão em cana, o dinheiro sai do BNDES sem nenhum controle para abastecer o caixa dos intermediários.Depois que a grana chega nesses países, aí começa a segunda operação: a divisão.

Todo mundo ganha, como já mostraram os diretores que roubaram também a Petrobras. Como esses empréstimos não são fiscalizados, os intermediários negociam suas comissões e aonde querem receber a o suborno. Como muitos têm dificuldade em se comunicar em outra idioma, optam por Portugal.

Os ditadores africanos, é claro, ficam com a maior parte do dinheiro para investir também em paraísos fiscais, quando aí entra a terceira e a última parte da operação do negócio: o perdão da dívida. É por isso que o BNDES resiste em abrir a contabilidade dos empréstimos que deram ao banco prejuízo de bilhões de reais com a cumplicidade de políticos. No governo Lula o que mais se assistia no Congresso Nacional era pedido do governo para perdoar dívidas dos ditadores africanos.

A matéria era votada no Senado em meio ao tumulto de outros projetos sem que os senadores prestassem atenção no que realmente estava aprovando. Assim, bilhões de reais foram jogados no ralo para a felicidade dos déspotas e dos seus amigos brasileiros que hoje aquecem a economia portuguesa com dinheiro sujo, mas que saiu limpo do Brasil numa jogada de mestre.

FHC, covardia

Quando vejo Fernando Henrique Cardoso do lado oposto ao impeachment da Dilma começo a duvidar da lucidez dos nossos pensadores políticos. Muitos deles ainda vivem a fantasia de que em algum momento os marines americanos vão descer de paraquedas em Brasília e tomar de assalto o Palácio do Planalto. Os tucanos ainda vivem sobressaltados com o golpe militar de 1964. Por isso, recuam quando normalmente teriam que avançar junto com o povo em casos como esses que o Brasil está vivendo


Erro

Adversários dos petistas, os tucanos mais uma vez erram quando dizem optar pelo desgaste da Dilma a vê-la submetida ao impeachment. FHC, o ideólogo do PSDB, faz o jogo da Dilma: acha que é golpe, “ruptura democrática” e “terceiro turno” o povo ir às ruas pedir a cabeça da presidente que implantou a maior rede de corrupção no país, derreteu a economia, está sacrificando o povo com medidas que afetam diretamente as conquistas sociais dos trabalhadores e mantém ao seu lado a equipe mais medíocre da história do país.


Mesmo samba

Esse samba de uma nota só dos tucanos os brasileiros já conhecem. No primeiro mandato de Lula, os caciques do partido também deci-diram sangrar o presidente atolado no mensalão. Achavam que Lula não sobreviveria aos escândalos. Lula negou cinicamente os fatos que batiam à sua porta. Beneficiado pelo fortalecimento da economia que estabilizou o país, obra do próprio FHC, Lula foi reeleito.Como mostra a história, esses doze anos de poder dos petistas devem-se sobretudo a indecisão e a covardia dos tucanos em encarar de frente seu adversário que joga sujo e inescrupulosamente, como aconteceu na eleição da Dilma.


Ignorância

FHC sabe que os Estados Unidos deixaram de ser intervencionistas na América do Sul, portanto, estamos longe de um golpe. Os militares brasileiros devem obediência à Constituição. E a expansão comunista, com o fim da URSS, é coisa do passado depois que o muro de Berlim virou pó. Não existe o perigo do Brasil retroceder nas suas conquistas democráticas que se fortaleceram inclusive com o impeachment do Collor. Por isso, FHC, não desestimule o povo a ir às ruas pedir o impeachment da Dilma porque a manifestação é legítima tal como foi quando os tucanos se juntaram aos petistas para derrubar o Collor. Lembra-se? Claro, porque você foi o principal beneficiado.

Nas ruas

O povo brasileiro espera dessa vez que o PSDB reaja aos desmandos desse governo, que incentive os movimentos populares contra a corrupção e que proteja o trabalhador dessas medidas que vão tirar a comida da mesa das suas famílias. Chega de ficar em cima do muro e recuar diante de tanta desmando do PT. Não enfrentar essa situação é deixar que o populismo petista vire uma ditadura branca e que o Exército Vermelho do Lula intimide e cale a boca dos que pedem um país mais decente, mais justo e  mais honesto. O PSDB, assim como os líderes de outros partidos, devem ir às manifestação do próximo dia 15 para vigiar, impedir e denunciar alguns militantes petistas infiltrados no movimento que vão gritar e exibir cartazes pela volta dos militares  para gerar tumulto e um clima de insegurança democrática. 


Submissão

A posição covarde de FHC já tem outros seguidores. O senador Aloisio Nunes,  outro expoente do partido, vai no mesmo caminho da subjetividade política. Quer ver a Dilma sangrando até final do mandato. É a mesma atitude submissa de quase dez anos atrás quando o PT estava chafurdando na lama do mensalão, mas reagiu e se manteve no poder. Essa atitude furtiva dos tucanos é que está levando a Dilma a dizer que o impeachment é um terceiro turno e uma ruptura democrática. Uma ova,  o seu impedimento leva o vice ao poder, como aconteceu com Itamar sem nenhuma ruptura política. Se o FHC é contra que então vá novamente para o colo petista. 


Corporativismo

Se essa posição do tucanos é para preservar o senador mineiro Antonio Anastasia, também envolvido no Petrolão, que me desculpe o FHC, mas não é com esse corporativismo subdesenvolvido que devemos pensar o Brasil.

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