Acompanhe nas redes sociais:

25 de Setembro de 2018

Outras Edições

Edição nº 811 / 2015

10/03/2015 - 09:27:00

Gabriel Mousinho

No olho do furacão

Pode parecer muito simples negar qualquer envolvimento com negócios escusos, mas somente ter o nome exposto na mídia nacional, já é um grande problema para quem exerce função pública, de comando ou mesmo de participação política e empresarial.O senador Renan Calheiros reagiu com veemência na última quarta-feira sobre os boatos de que teria sido citado na Operação Lava Jato, assim como outros deputados, senadores e executivos. Mas a defesa sempre foi assim.O que se questiona não é o boato em si, mas algumas indicações de que alguém esteve ou está envolvido nesse esquema de corrupção, conforme denúncias de delações premiadas de pessoas que operavam o velho esquema de assalto aos cofres públicos.Não se pode, em nenhum momento, até quando não houver sentença transitada em julgado, dizer que o presidente do Congresso Nacional esteja envolvido em patifarias, mas há de se respeitar os indícios e as aberturas de investigações no Supremo Tribunal Federal com indícios apurados pelo Ministério Público Federal.Quer queiram, ou não, todos estão no olho do furacão.

O drama da Lava Jato

Esta foi uma semana de temperatura elevada em Brasília, com a expectativa de serem anunciados os nomes de políticos e executivos que estariam em maus lençóis com a Operação Lava Jato, dentro do esquema de corrupção na Petrobras nunca visto no Brasil.Muitos políticos ficaram sem dormir durante um bom tempo e alguns alagoanos também estiveram inseridos nesse processo que tem atrapalhado a economia e prejudicado sobremaneira a sociedade brasileira.Os sucessivos escândalos, a alta das tarifas públicas, a perspectiva de um racionamento de energia elétrica generalizado no país, além do aumento e da escassez de alimentos pela greve dos camioneiros, estão deixando todos atordoados. Fazia muito tempo de que não se via quadro tão dantesco neste país, onde os brasileiros poucos estão acreditando nos seus governantes.Uma parada dura, onde só uma democracia forte como a nossa é capaz de resistir.


Contaminação

A Assembleia Legislativa parece que encontrou agora um seguidor: o governo do Estado. A Casa de Tavares sempre deixava os servidores em situação complicada, como a retenção na folha de pagamento de dinheiro de empréstimos consignados. O governo do Estado desde dezembro passado que figura como inadimplente e poderá deixar os funcionários em má situação, ou seja, no Serasa. A denúncia foi feita no final de semana pela coluna de Lauro Jardim, na revista Veja. A inadimplência, até o momento é de 50 milhões de reais. Com certeza o governador Renan Filho não vai permitir que seus servidores fiquem expostos como maus pagadores.Toma lá, dá cáCom ampla maioria no início do governo, Renan Filho não fez nenhum gesto de ´´compreensão´´ com a maioria de sua bancada. Vai encontrar reação, já, já. Os deputados, cobras criadas na política alagoana, não querem conversa. Ou têm espaço, ou não acompanharão o governo.

Robustecendo

A cada dia que passa aumenta a oposição na Assembleia Legislativa. Muitos deputados não estão nada satisfeitos com o tratamento do governo, alguns com interesses políticos. Outros, com interesses financeiros. O presidente Luiz Dantas está longe de que muita gente pensava. Faz o que o governo quer e pode complicar sua vida política no rumo político que está tomando.


Proposta imoral

Os servidores da Assembleia Legislativa receberam uma proposta da Mesa Diretora para quitar salário atrasado em quinze meses. Negócio da China, dizem alguns funcionários que estão até o pescoço de dívidas.


A mesma coisa

Em poucos dias a Assembleia nomeou quase novecentos servidores comissionados, onde a sua maioria não dá um dia de serviço. Mas o presidente Luiz Dantas diz que não tem o que fazer, já que são os cargos dos deputados. Deu a entender que ninguém jamais vai resolver a situação da Casa de Tavares Bastos.


Jogo pesado 1

O deputado Francisco Tenório não vai engolir calado o rompimento unilateral do contrato da Empresa de Vigilância Vital, pela Secretaria de Educação, que diz ser de seu cunhado. Nem tampouco das palavras duras do secretário Luciano Barbosa, de ´´a política pública girava em torno de interesses alheios, com os gestos voltados para outros fins.”


Jogo pesado 2

Para Luciano Barbosa, ao final do governo passado um novo contrato com a empresa de vigilância foi feito na ordem de 14 milhões de reais, embora já existisse outro de 9 milhões.


Jogo pesado 3

Pelo sim, pelo não, pelo menos 360 pais de famílias irão para o olho da rua, sem contemplação. Mas o governo não está nem aí. Quer fazer o ajuste fiscal doa em quem doer.Reflexo da criseCom o pé no freio colocado pelo governador Renan Filho, cresce em Alagoas o número de desempregados. Além dos cargos comissionados, empresas fecharam às portas. Renan está fazendo exatamente como diria Maquiavel no seu livro O Príncipe: ´´ o mal tem que ser feito de uma só vez. O bem, aos poucos´´.


O xerife

O secretário do Gabinete Civil, Fábio Farias, tem sido o porta-voz de notícias duras para todos os segmentos, inclusive para os servidores de um modo geral e até mesmo da Assembleia Legislativa. Quem conhece de perto Farias, sabe que seu coração não é tão duro como quer parecer. Seus cabelos brancos, em dois meses como secretário, já começam a aparecer.


Em alta

Perseguido por grande parte da mídia, tanto de Alagoas como em termos de Brasil, o deputado Arthur Lira mostrou por que é um dos parlamentares de maiores destaques na Câmara. Foi eleitor com 47 dos 59 votos para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça – CCJ, talvez a mais importante do Congresso Nacional.


Era uma vez

O Partido Liberal que estava sendo criado pelo ministro Gilberto Kassab, que já tomou conta do PSD, dificilmente será viabilizado. Para criar o PL ou qualquer outro partido, o Congresso decidiu de que as 485 mil assinaturas necessárias só podem ser aceitas se o eleitor não estiver filiado a qualquer agremiação partidária. Além do mais o projeto estabelece que uma sigla só possa se unir à outra, cinco anos após sua criação. Ou seja, o projeto do PL em Alagoas, que ia de vento em popa, implodiu de vez.


Recado duro

O senador Renan Calheiros mostrou ao governo federal com quantos paus se faz uma jangada. Ao devolver a Medida Provisória que tratava da desoneração das folhas de pagamento, peitou a presidente Dilma Rousseff e mandou um recado de como será daqui pra frente. Ou o governo agiliza o processo de coalizão entre os partidos que lhes darão sustentação política, ou terá dias muito difíceis. 

Comentários

Curta no Facebook

Siga no Twitter

Jornal Extra nas redes sociais:
2i9multiagencia