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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 810 / 2015

04/03/2015 - 21:33:00

Deputados se dividem entre Assembleia e ações penais

Isnaldinho Bulhões é autuado por dirigir embriagado; João Beltrão teve de se explicar a juiz

Odilon Rios Especial para o EXTRA

Velhos conhecidos da Justiça, os deputados Isnaldinho Bulhões (PDT) e João Beltrão (PDT) tiveram bastante trabalho nas duas últimas semanas. Além de se dividirem na reestreia na Assembleia Legislativa (que abriu os trabalhos da nova legislatura) estavam os dois nos corredores do Judiciário, onde respondem a ações penais. No carnaval, Isnaldinho se envolveu em um acidente de trânsito na Barra de São Miguel e se recusou a fazer teste do bafômetro. Foi autuado por embriaguez. Estava também sem carteira de habilitação. Terminou conduzido por policiais à delegacia.

O caso foi no domingo (15). Cinco dias antes, dois policiais federais depuseram ao juiz da 2ª zona eleitoral, Geraldo Amorim. Isso porque o deputado foi denunciado por transportar, de forma ilegal, eleitores na votação de 2010. Denunciado pelo Ministério Público Eleitoral, Isnaldinho contou com a ajuda- dizem as investigações- do ex-secretário municipal de Transporte de Jacaré dos Homens, Renivaldo Campos Ferreira, e Genivaldo dos Santos Marques, o motorista. Explicam as investigações que o transporte de eleitores era só para beneficiar a eleição do parlamentar, há cinco anos atrás. 

Mas, Isnaldinho começou o ano com o pé direito. Virou 2º secretário (assina dos cheques no Legislativo) na Assembleia, apesar de ter sido indiciado, pela Polícia Federal, nas investigações da Operação Taturana. Ele é apontado como um dos três responsáveis pela assinatura do convênio entre a Assembleia e o banco Sudameris, onde a PF descobriu 80% dos empréstimos consignados (e fraudados) tomados pela Assembleia por falsos servidores.Os outros dois citados são Antônio Albuquerque e Celso Luiz.


João Beltrão

Já o deputado João Beltrão foi interrogado também pelo juiz Geraldo Amorim, no dia 24. Teve de dar explicações porque, em 17 de agosto de 2012, em comício eleitoral ao lado do então candidato a prefeito de Campestre, Luciano Rufino da Silva, atacou o outro candidato, Amaro Gilvan de Carvalho.Segundo gravação, que está no processo, Beltrão chamou Amaro de “ladrão”, “bandido”, “matador”, “papafigo”, “canalha”, “safado”, “doente safado”.Na sua defesa, o deputado não levantou a voz.

Disse que o discurso foi dado “no calor da emoção, em evidente situação de retorsão, já que soubera que haviam sido propaladas ofensas em seu desfavor”.Em outubro do ano passado, o TRE aceitou receber a denúncia contra o parlamentar.2015 será um ano marcado pela decadência de João Beltrão: verá, em junho, a fazenda Pindobas, na cidade de Taguatinga (Tocantins), de Mirela Catarina Lima Siqueira- mulher dele- ir a leilão nos dias 19 de junho e 3 de julho. A área dela equivale a 271 campos de futebol. Vale pouco mais de um milhão de reais.

Porém, a dívida de João Beltrão é bem maior: R$ 1,7 milhão, resultado da condenação dele, pelo Tribunal de Contas da União quando era secretário do Trabalho em Alagoas, em 1996.Os bens dele, da mulher e dos filhos estão na mira na Justiça Federal.João Beltrão é acusado, ainda, de tramar a morte do cabo da Polícia Militar, José Gonçalves, em 1997. Cabo Gonçalves fazia parte da “turma do João Beltrão”, em Coruripe, como era chamado.

Além do assassinato do assassinato do bancário Dimas Holanda, um crime fútil e brutal. Em 3 de abril de 1997, Dimas, 34 anos, casado, pai de dois filhos, havia ido visitar a tia Madalena no conjunto Santo Eduardo- parte baixa da capital alagoana.A favor de Isnaldinho e João Beltrão está o longo tempo que as duas ações penais tramitam na Justiça Eleitoral. Enquanto isso, os dois seguem trabalhando como deputados. Além do plenário da Assembleia, com ampla disposição de sustar a ação penal contra os dois.

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