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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 810 / 2015

04/03/2015 - 20:51:00

Incerto amanhã

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

O Brasil caminha para um tempo tumultuado. A presidenta está perdida, briga com aliados antigos, provoca problemas na base governista, tratou mal um representante de outro país. Não adiantou o Nakamura, cabelereiro de São Paulo, pago a peso de ouro, aliviar a fisionomia da Dilma, clareando os cabelos rebeldes. Como diríamos vulgarmente: “Endoidou o cabeçote”.     

A inflação cresce assustadoramente: a feira semanal nunca baixa de preço, sempre pagamos um valor maior. A energia, cara e péssima, perdeu o controle. No carnaval, todos os dias, faltou energia em Paripueira. Num determinado momento, ficamos sete horas sem luz. Ligávamos para a Eletrobras e a desinformação era gritante: cada atendente dizia algo diferente. Samba do crioulo doido!     

E a água? Gastamos tanto o precioso líquido que, hoje, de Norte a Sul do Brasil, o problema é o mesmo: falta d’água. Depois do caso criado vêm as soluções. Agora as autoridades querem ensinar o povo brasileiro a economizar água. Lembro-me que morávamos no Recife em 1973, e já tínhamos que furar poços, fazer cisternas e colocar bombas para não sofrermos com o problema hídrico. Em 2015, o povo está reaprendendo a mesma lição. Brasileiro só se previne depois de roubado.   

 Em Alagoas vivemos momentos de pura insegurança. A Maternidade Santa Mônica, referência em partos de alto risco, passou o governo do Téo “em obras”. Na semana passada ficou sem luz misteriosamente, e ainda está sendo consertada. Ou somos incapazes de administrar uma maternidade ou alguém está retardando a obra. E os bebês continuam morrendo!!!     

Ouvi uma entrevista do novo secretário de Educação elogiando o ensino de 30 anos atrás. Ele tem razão, mas onde está o dinheiro destinado à educação durante décadas? Fui aluna do Grupo Escolar Fernandes Lima e do Instituto de Educação. O ensino público era respeitado e o particular era menos eficiente. Hoje, ninguém que possa pagar o estudo do filho, coloca-o em colégio do Estado ou do Município. Moral da estória: Em Alagoas a educação regrediu durante 30 anos e o dinheiro não foi devidamente utilizado. O gato comeu, ninguém sabe, ninguém viu.     

O Legislativo alagoano, o lado mais negro dos três Poderes do Estado, está cada vez pior. Os desmandos são tantos e tão ignorados que os deputados, mesmo numa hora de crise, só se preocupam em nomear 900 comissionados, alguns dos quais devidamente fiscalizados pelo Ministério Público Estadual.     

Na hora de escolher os componentes da nova Mesa Diretora havia uma preocupação: selecionar deputados que não estivessem sendo julgados por erros cometidos anteriormente. Um verdadeiro dilema e não obtiveram sucesso: dentre os membros dirigentes atuais há “taturanas” e outros que foram afastados  pelo MP.     

O grande castigo do deputado Marcelo Vitor, 2º secretário do Fernandinho, foi não fazer parte da nova Mesa. Entretanto, indicou dois membros que o ouvem constantemente. Ele não morreu. Ressurgiu das cinzas.   

 Assim nós vamos vivendo: num país desgovernado, cheio de escândalos e pepinos por todos os lados. Num Estado atolado em dívidas, com desvio de dinheiro público para os asfaltamentos do fim do governo anterior. E um Legislativo perdido, desencontrado da realidade financeira estadual e dos anseios da população, administrado por homens que só pensam neles.   

 E o pior de tudo: nossos salários corroídos pela inflação, sem perspectivas de reajustes ou estudos realizados pelos dirigentes visando um futuro melhor e mais calmo.     Só Deus na causa!

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