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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 810 / 2015

03/03/2015 - 20:53:00

Gabriel Mousinho

Enganaram o governador

Depois de uma incursão na Maternidade Santa Mônica dias atrás, naturalmente para fazer marketing, já que é um especialista na área, o governador Renan Filho deitou e rolou. Fez um oba-oba com a imprensa, apareceu no noticiário e a população ficou crente que a Maternidade Santa Mônica havia virado modelo de instituição.A situação, porém, durou muito pouco. Uma chuvarada logo na quarta-feira de cinzas mostrou que o ´´grande´´ trabalho que fizeram na Santa Mônica parece que não foi dos melhores. A água vazou por todos os lugares e complicou ainda mais quando o gerador deixou de funcionar, fazendo com que um mutirão de excelentes profissionais trabalhassm horas a fio para salvar as crianças que necessitavam de respiradores mecânicos.O governador deve ter ficado P da vida. Expôs-se numa visita extemporânea que nunca deveria ter ocorrido e terminou determinando que a Santa Mônica só reabra agora quando realmente estiver em condições de atender a população alagoana com eficiência. No frigir dos ovos, ficou a lição de que Renan Filho deve se conter em determinadas situações, mesmo porque ele está lidando, e sabe muito bem disso, com o serviço público, cheio de surpresas desagradáveis.Lamentavelmente, enganaram o governador.

É grave a crise 1

Terminado o carnaval, a maior festa popular do Brasil, Alagoas volta à realidade e naturalmente com seus problemas.Antes da folia de Momo se comentava de que a Reforma Administrativa, autorizada pela Lei Delegada aprovada pela Assembleia Legislativa, somente deverá tomar corpo mesmo dentro de seis meses, ou seja, o objetivo do governador Renan Filho de extinguir secretarias consideradas improdutivas, pelo menos foi adiado. As dezenove secretarias irão permanecer até quando se fizer uma nova avaliação do quadro funcional do Estado.

É grave a crise 2

O que o governo fez, na prática, foi cortar 30% dos cargos comissionados, ainda muito pouco para a realidade do Estado, que vive às voltas com a Lei de Responsabilidade Fiscal e os reajustes de diversas categorias funcionais, inclusive da Polícia Militar que aceitou um acordo de parcelamento do que já havia sido prometido no ano passado.Como se vê, o governador Renan Filho vai enfrentar pesados problemas neste ano de 2015 e será obrigado a enfrentar resistência, principalmente do lado de sua base aliada.

Mais cortes

Depois de negociar com a PM, o Estado terá um impacto na folha de apenas 3 milhões de reais como já foi amplamente divulgado. Mas Renan Filho pode tirar essa primeira despesa de letra. Basta rescindir o contrato que tem com a empresa que alugou um Jato Falcon por seis milhões de reais por ano e passar, como fazem outras autoridades, a utilizar os aviões de carreira.


Imoralidade

Outra providência que o governador Renan Filho pode tomar imediatamente e que vem sangrando os cofres públicos é o absurdo de locação de veículos dentro do próprio governo, prática habitual na época do tucanato.

No DER

Outra fonte de recursos mal aplicados é com relação aos salários de servidores do Departamento de Estradas de Rodagem, que receberiam altas diárias para compensar possíveis perdas salariais. Este problema já foi tratado na gestão do então governador Téo Vilela, mas parece que de nada adiantou. Seria interessante, pelo bem da moralidade e da situação grave econômico-financeira do governo, que o Ministério Público fizesse uma investigação para saber como andam as coisas por ali.


Sem sossego

A situação na Câmara de Vereadores chegou a tal ponto que até a frequência dos legisladores o Ministério Público quer saber. Ou seja, um caso para ser discutido pela Mesa da Câmara com a Procuradoria Jurídica da instituição. Daqui a pouco a frequência dos vereadores terá que ser enviada todos os meses para o MP.


Entrevista

Repercutiu positivamente a entrevista concedida por Dalton Dória à Arriete Vilela no jornal Gazeta de Alagoas do último sábado. Homem de uma cultura extraordinária, Dalton, além de Procurador de Estado aposentado, já exerceu vários cargos no Estado, além de ter sido vereador e deputado estadual. Especialista em Filosofia, ele resume num só pensamento a excelente entrevista publicada na Gazeta: ´´A solidão mais difícil é a do homem consigo mesmo. É a solidão existencial.´´


Nem aí

Na quarta-feira de cinzas o tráfego ficou muito lento na região norte do Estado, mas a culpa parece ser mesmo dos motoristas mãos grossas. Durante o percurso de Barra de Santo Antônio para Maceió, pelo menos pela manhã, não se viu um só policial do trânsito na região. Parece que haviam saído de férias. 

Constrangido

O suplente de deputado Cícero Cavalcante tem reclamado e chiado bastante nos bastidores, porque não foi escalado para o primeiro time do governador Renan Filho. Ele não se conforma de terem puxado sua filha Fátima Cavalcante para o Procon sem lhe dar muita satisfação. O suplente tem jurado que essa humilhação não ficará por isso mesmo não.


Palmas para o governo

A escolha de coordenadores de ensino nas várias regiões de Alagoas pelo critério técnico, através do Ideb, foi justa e oportuna. A iniciativa do governo merece ser aplaudida.


Sem jeito

Mesmo que a intenção de alguns poucos deputados seja para dar nova vida à Assembleia Legislativa, a partir desta legislatura, observa-se que aquela Casa vai continuar ainda muito enferrujada por um bom tempo. Claro está com as últimas nomeações feitas, que provocam a sociedade alagoana e consequentemente o Ministério Público e a Justiça. 


Mesma cantiga

O deputado Luiz Dantas como presidente da Assembleia Legislativa, não vai mudar em absolutamente nada os velhos costumes da Casa de Tavares Bastos. Isso é o que se comenta nos corredores da Assembleia. Aliás, Dantas não é figura desconhecida na política alagoana.


Sem provas

O senador Fernando Collor reagiu ferozmente com a divulgação de que teria recebido 3 milhões de reais de propina da BR Distribuidora, conforme denúncias do doleiro Alberto Yousseff. Cobrou provas que não foram apresentadas, assim como devem fazer outros parlamentares que certamente terão seus nomes envolvidos na Operação Lava Jato.


Negando

Ainda na quarta-feira a BR Distribuidora divulgou uma nota de que nenhuma contratação envolvendo postos de combustíveis no porte anunciado foi realizada no ano de 2012. Ou seja, que Collor não tem nada a ver com a história considerada fantasiosa.


Piadinha

Piadinha que corre solta nos meios políticos alagoanos: ´´O difícil não é saber quem está na Lava-Jato. O curioso é saber quem não está.´´

Duplicação

O senador Benedito de Lira cobrou do governo federal agilidade na complementação da duplicação da BR-101, entre Alagoas e Pernambuco. As obras estão acontecendo a passo de cágado e vem oferecendo perigo a quem trafega por ali.

Dois pesos

De um observador político sobre as denúncias que recaíram sobre o senador Fernando Collor na última terça-feira: ´´Se fosse com o deputado Arthur Lira o Estado estava de cabeça pra baixo´´. Por falar em Arthur, ele deve mesmo assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça. Foi um dos deputados mais fiéis durante a campanha de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara.

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