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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 810 / 2015

03/03/2015 - 20:33:00

JORGE OLIVEIRA

Brasília - A nossa imprensa – ou o que sobrou dela -  trabalha por conveniência. Seu humor oscila de acordo com as benesses do governo. Normalmente, os patrões da mídia fazem acordo de bastidores para manter seus status-quo independente das consequências que podem provocar ao país uma administração caótica e corrupta como essa do PT.

 

É a tal da política da farinha pouca, meu pirão primeiro. Veja, por exemplo, o que está ocorrendo nesse momento no Brasil com o total descaso da mídia: a nomeação da senhora Miriam Belchior para presidência da Caixa Econômica, uma tragédia anunciada, evidentemente.  A indicação dessa senhora para a CEF é uma excrecência, um escárnio só visto em um país dirigido por uma presidente de comportamento oscilante e confuso como o da Dilma.

 

Miriam na CEF, anote aí, por favor – será o que Graça Foster, a Graciosa, foi para a Petrobras: um desastre. Ambas são incompetentes e já provaram a má gestão por onde passaram. Graciosa foi sustentada na estatal por pirraça da Dilma até derreter os ativos da empresa, um prejuízo que se aproxima dos 200 bilhões de reais.

 

E o pior: continua solta e com os bens negociáveis por um acordo de comadre entre o governo e o TCU.Essa senhora, como sabem os brasileiros, desmantelou o Ministério do Planejamento, de onde saiu depois de tirar o país do rumo do desenvolvimento. Seu método de trabalho à frente do ministério, ela mesmo definiu numa entrevista ao Fantástico: “Optamos por tocar obras em vez de fazer os projetos”. Foi com esse conceito de desenvolvimento subtraído da sua experiência de secretária da prefeitura de Santo André, cidade do ABC paulista, que ela chegou, pelas mãos do seu padrinho Lula, aos melhores cargos no governo.

 

O seu despreparo no comando do Planejamento levou o Brasil ao fundo do poço. O país amarga hoje a paralisação de todas as obras que começaram sem projeto e planejamento: o serviço não anda e as contas não batem. Agora, na Caixa Econômica,  dona Belchior entra sem entender patavinas de finanças. Mas como a Caixa Econômica é uma das maiores clientes da mídia brasileira, patrocinando até cuspe à distância, a imprensa silencia.

 

Prefere rechear suas contas bancárias com o farto dinheiro da propaganda a prestar um serviço à sociedade denunciando a incompetência dessa senhora que mantém privilégios nesse governo, guardiã de um segredo: o assassinato do seu ex-marido Celso Daniel, o prefeito de Santo André, em 2002, onde ela atuava junto com Gilberto Carvalho ex-chefe de gabinete de Lula. O irmão do prefeito morto, o médico João Francisco Daniel, chegou a apontar Miriam e Carvalho como envolvidos na trama da morte do prefeito. Descobriu-se, durante as investigações, a operação de uma quadrilha que acharcava os donos de ônibus da cidade para alimentar um caixa dois das campanhas dos petistas. Até hoje ninguém foi punido pelo crime.

 

Dividendos

 

Nunca um cadáver rendeu tantos dividendos para uma viúva, que ascendeu aos melhores cargos da república com a promessa de se manter calada para não estragar a festa política dos petistas nesses últimos doze anos. Assim como a imprensa também saudou a Graciosa no comando da Petrobras, outra grande anunciante, agora silencia por conveniência a nomeação de Miriam para a CEF, que já declarou que não entende nada do setor financeiro, mas prometeu que vai aprender. Isso mesmo, Miriam vai receber uma fortuna de salário por mês para aprender como funciona a CEF, abalada já por Antonio Palocci que abriu o sigilo fiscal do caseiro quando era ministro da Fazenda. 

 


Obediência

 

Não devemos nos iludir: a Caixa Econômica Federal, sem dúvida, será o próximo alvo dos petistas – as aves de rapina – para o financiamento das próximas campanhas eleitorais. E a nossa imprensa, coitada!, de pires nas mãos, vai continuar fazendo vista grossa para o surgimento dessa nova caverna do Ali Babá, agora sob nova direção. E Não adianta a Dilma dizer que resistiu à nomeação dessa senhora porque no Planalto é assim: o Lula manda e ela obedece.

 


Nós, os idiotas.

 

Estão fazendo a Dilma de idiota. E o pior: ela aceita passivamente esse papel. Acusar o Fernando Henrique Cardoso pelo roubo na Petrobras é também fazer de idiota o povo brasileiro. Aliás, idiotas somos todos nós que ainda não fomos às ruas pedir o impeachment da Dilma, que trata os seus mais de 50 milhões de eleitores também como idiotas. E nesse país, infestado de idiotas por todos os lados, estamos assistindo diariamente um festival de idiotices. Depois que emagreceu, Dilma ficou menos inteligente. Médicos comprovam que os remédios que emagrecem afetam também o cérebro. E quanto mais emagrece a base de remédios, mais lento a pessoa fica para pensar, raciocinar e trabalhar. Talvez, por isso, a presidente tenha falado essa bobagem de que o FHC é responsável por tudo de ruim que acontece no governo do PT e, especialmente, no dela que derreteu a Petrobras, o maior patrimônio dos brasileiros.

 


Gatunos

 

Só um idiota acredita nessa versão da Dilma. E só um idiota poderia orientar a presidente a falar uma bobagem desse tamanho. Ora, minhas senhoras e meus senhores, os depoimentos dos delatores premiados, tomados pelo juiz Sérgio Moro, são ricos em detalhes. Eles acusam frontalmente o tesoureiro do PT João Vacarri Neto de ser o gatuno chefe do partido. Estão nos autos que Vacarri roubou dinheiro da Petrobrás em conluio com alguns diretores para campanhas da Dilma e do Lula. E que a Dilma é a responsável pela compra da refinaria de Pasadena na condição de ex- presidente do Conselho da Petrobras. Se ainda não foi indiciada é porque a Justiça não quer abrir uma crise institucional no momento em que o país convoca à população para ir às ruas no dia 15 de março pedir o impeachment da presidente. 

 

TCU vacila

 

Além disso, o Tribunal de Contas da União, que até então mantinha uma vigilância mais republicana quanto aos gastos e os desvios do governo, decidiu fazer acordo de comadre. Foi o que fez ao retirar Graça Foster, a Graciosa, da lista dos diretores que tiveram os bens indisponíveis para ressarcir os cofres públicos da compra superfaturada da refinaria do Texas. O próprio José Sergio Gabrielli , ex-presidente da Petrobrás, já abriu o bico na CPI. Jogou nas costas da Dilma a responsabilidade sobre a compra de Pasadena. 

 


Silêncio

 

O aparelhamento do estado e das instituições, que até então zelavam pelo bem público, são responsáveis por esse silêncio idiota dos brasileiros. Entidades como a OAB, CNBB, ABI, FENAJ e as centrais sindicais doravante vigilantes e aguerridas em defesa do país estão amordaçadas por favores do governo petista. Tratam a todos como perfeitos idiotas, porque não se manifestam para denunciar os desmandos que ocorrem no país. Foi-se a época em que esses órgãos tão combatente apoiavam às reivindicações populares. Hoje, estão amordaçados pelas polpudas contas bancárias e pelos empregos no alto escalão da República. O Brasil, assim, se transforma em um país de idiotas abestados.

 


E a CPI?

 

Somos também idiotas quando acreditamos na CPI da Petrobras, instalada na Câmara dos Deputados pelo presidente Eduardo Cunha.  Ora, essas comissões – com raras exceções – são criadas para que seus integrantes barganhem com o governo. E não sejamos idiotas em acreditar que Cunha, da base aliada, faça oposição ao governo, que já pensa em indicar como relator um deputado do PT.  Essa não é a primeira, mas a quarta CPI da Petrobras instalada no Congresso. E o que se viu até agora foi um final melancólico, um acordo de compadrios e uma gastança de tempo e dinheiro para engavetar os relatórios que não chegaram a nenhuma conclusão.

 


Na cadeia

 

O que os brasileiros menos idiotas estão apostando é na turma do juiz Sergio Moro que já botou na cadeia os intocáveis, os empreiteiros que faziam a farra dos políticos. E pensam em mandar também para o xilindró boa parte dos políticos que se beneficiaram do roubo da Petrobrás. E este idiota que vos escreve, ainda tem esperança de que isso aconteça. 

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