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20 de Novembro de 2018

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Edição nº 809 / 2015

20/02/2015 - 08:21:00

PEDRO OLIVEIRA

A morte por envenenamento de vários cães no Núcleo de Educação Ambiental Francisco de Assis - NEAFA – em recente e chocante episódio teve desdobramentos inesperados e a sociedade está a cobrar das autoridades competentes uma palavra oficial sobre o assunto. Tão logo a noticia veio a público algumas pessoas ligadas à entidade de proteção aos animais se apressaram em colocar suspeitas contra vizinhos do prédio, que se sentiriam incomodados. Imediatamente a Polícia Civil foi acionada e iniciou uma investigação que até agora não saiu do lugar. O Ministério Público decidiu intervir na situação e passou a ouvir várias testemunhas para a formalização de um processo na busca de descobrir quem haveria cometido tamanho crime.

Qual não foi a surpresa quando a versão mais consistente passou a ser a indicação de que as mortes dos cães haveriam sido provocadas dentro do próprio Neafa, com conhecimento e autorização de pessoas da alta gestão da entidade. O promotor responsável pela apuração ouviu de uma funcionária da Neafa que os cães foram mortos por ação de dirigentes do próprio órgão o que caracteriza uma brutalidade sem tamanho e um crime repudiado pela sociedade que exige a punição dos culpados.

Naquarta feira desta semana dirigentes do Neafa deram uma entrevista a imprensa a qual não se  esclareceu absolutamente nada e fez a situação ficar ainda mais confusa. Disseram que as denúncias “são apenas ilações”. Uma veterinária pediu para que a população “se tranquilize” , sem oferecer nada de substancial à comprovação de que os animais não foram envenenados dentro da própria entidade.Entendo que a história está muito mal contada. A Polícia especializada deve uma satisfação à sociedade que se indigna com tamanha perversidade cometida por criminosos seja lá de onde for. E o Ministério Público tem o dever de cobrar uma apuração rigorosa.

As polêmicas do “distritão” 

O chamado distritão - a eleição majoritária para deputado federal, estadual e vereador - foi duramente criticado por cientistas políticos que participaram de seminário sobre os desafios do Legislativo realizado esta semana na Câmara. Para os professores Jairo Nicolau (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) e Renato Lessa (Universidade Federal Fluminense), “o distritão representa um retrocesso democrático, ao enfraquecer os partidos e criar o individualismo na representação popular, com a eleição dos que têm mais recursos financeiros ou de personalidades”. O “distritão” simplificaria a eleição: seriam eleitos os candidatos mais votados, independentemente do desempenho de seus partidos. Uma coisa boa no “distritão” é o fim da eleição dos “poca-urnas” pelos votos de figuras como Tiririca e outros puxadores de eleições. O sistema é defendido pelo vice-presidente da República e presidente do PMDB, Michel Temer, e outros líderes peemedebistas na reforma política. 


Tudo muito ruinzinho

Muito bonzinho o prefeito Rui Palmeira que dá de presente de carnaval a população o reajuste nas passagens de ônibus justamente no primeiro dia de folia (domingo).E ainda vem com lorota pra cima do pobre e sacrificado usuário:“o prefeito exigiu que as empresas de ônibus em contrapartida colaborassem com a reforma de alguns terminais de ônibus” E o povo que se ferre.Outra contrapartida mais absurda ainda por ser ilegal será a contratação de “agentes orientadores de trânsito que vão atuar colaborando com os agentes da SMTT”.Quer dizer que agora os serviços públicos serão exercidos por “colaboradores” pagos por particulares, no caso as empresas de ônibus. Coisa suspeita.Acho que o prefeito pirou de vez ou sua área jurídica precisa voltar aos bancos das faculdades para aprender o que é legalidade e moralidade. Atributos que começam a faltar na atual administração.


Conversa “afiada”

O secretário de Defesa Social, promotor Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, sempre foi um nome respeitado e admirado na sociedade alagoana. Comprometido com o interesse público e zeloso com o exercício de sua atividade profissional, nunca abriu mão de sua intolerância com o ilegal e o criminoso. Atributos que o credenciaram a ser convocado pelo governador Renan Filho a cuidar da segurança dos alagoanos. Não é “operador de milagres”, mas o início de sua gestão já mostra de que está no caminho certo. A imprensa apressada peca ao tentar desqualificar o trabalho de sua equipee falta-lhe com respeito ao lhe atribuir termos deselegantes como “ conversa fiada e falta de transparência. Quem o provocou recebeu o devido troco no tamanho e peso da ofensa, mas com a educação que traz de berço.Eis um trecho da resposta do secretário Alfredo Gaspar: “Alagoas está inundada de “conhecedores” da problemática da segurança pública, mas pouquíssimas pessoas estão dispostas e aptas a contribuir construtivamente em um modelo novo. Da teoria à prática há um longo e extenso caminho. Por sinal, alguns teóricos, “especialistas em segurança” foram testados e nunca apresentaram resultados frutíferos.Conversa fiada” é coisa de quem trabalha desonestamente, não tem conteúdo e força de inovação, ou de pessoas que se valem de ligações políticas ou familiares para, por meio transverso, atingir objetivos inconfessáveis ”.Eis ai uma conversa “afiada” a uma provocação desnecessária e inconsistente. 


Prefeitura dá calote

A Prefeitura de Maceió vai ser acionada na Justiça por uma instituição que foi lesada na contratação de cursos de capacitação para servidores municipais.A Secretaria de Administração e Recursos Humanos contratou as atividades pedagógicas, a instituição ministrou curso com a carga horária contratada, de 40 horas/aula, ofereceu equipamentos didáticos, lanches e material de expediente para os participantes.  O próprio secretário da pasta fez a abertura do curso, os certificados foram distribuídos e a capacitação teve avaliação “excelente” por todos os participantes. Na hora do pagamento a contratada foiinformada que o processo continha erros ( cometidos pela administração) e não poderia ser pago.. O calote já está chegando perto dos dois anos. Muito comprometedor para uma administração que se diz responsável com seus compromissos e com o dinheiro público. Pergunta-se: o que mudou em relação a administração anterior? 

O povo fala em impeachment 

O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) ocupou a tribuna do Senado para dizer que a palavra impeachment é perigosíssima e mostra uma democracia doente, mas é realidade e está na boca do povo. Em sua avaliação, o governo precisa ouvir o clamor das ruas.De acordo com o parlamentar, embora “existam golpistas com vontade de impeachment”, essa possibilidade não é resultante de golpe, mas de “sucessivos erros do governo na política econômica”.— É culpa de um governo que, até três meses atrás, falava com a voz do marqueteiro mentindo e agora fala com a verdade do ministro da Fazenda. As medidas duras não fariam essa palavra dura, impeachment, aparecer. O que leva a ela é o fato de que Dilma contradiz, como presidente, seu discurso de candidata.Cristovam tratou também do que seria uma suposta perda do controle do funcionamento do Congresso. Citou, como o que considera exemplo dessa situação, o comportamento do presidente da Casa, Renan Calheiros, na sessão seguinte à sua eleição.— O PT, o PMDB, todos os partidos da base do governo têm de entender que há um profundo descontentamento na sociedade e deve-se abrir o diálogo. A presidente prometeu diálogo no primeiro dia, no momento da sua eleição e o esqueceu depois.


Mauricio Quintella

O novo líder do PR, deputado Maurício Quintella, acredita que seja possível avançar nas reformas estruturantes para o País em 2015 e que a prioridade deva ser a reforma política, considerada por ele “a mãe de todas as reformas”.No comando de uma bancada de 33 deputados que integra a base de apoio do governo, o alagoano bem situado na Câmara Federal, afirma que: garante o suporte à Presidência da República naquilo que for matéria que garanta a governabilidade. Porém, em relação a questões classificadas por ele como bandeiras específicas de um partido, o PR as discutirá internamente. Ele cita, por exemplo, o caso da regulação da mídia, considerada por ele como uma bandeira do PT, que o PR não apoia. Elogiável a posição de Mauricio Quintella. 

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