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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 809 / 2015

20/02/2015 - 08:19:00

Brasil, o país do Carnaval e da corrupção

Sebastião Palmeira

Desde o seu descobrimento pelos portugueses em 1500, que o Brasil vem sendo roubado, extorquido e vilipendiado nas suas riquezas naturais e no seu patrimônio. A corrupção tornou-se endêmica e ser honesto no Brasil de hoje é sinônimo de idiota, de burro e demais adjetivos pejorativos aplicáveis à espécie.

Estamos em pleno carnaval, onde tudo se esquece e a roubalheira continua sendo tramada nas mansões suntuosas, regadas com uísques importados e envelhecidos, como os velhos corruptos desta Pátria que aos poucos vem sendo subtraída em tenebrosas e vultosas transações.A propósito, alguém já disse que com pão e circo tudo se resolve e no Brasil não é diferente, com folia e com cachaça o povo esquece tudo, cai no frevo, enquanto os corruptos se esbaldam e dão belas gargalhadas com a mísera ignorância do povo despolitizado.

Estamos cansados, decepcionados e desiludidos com tantos escândalos noticiados diariamente pela imprensa. Órgãos e instituições outrora respeitadas, sólidas e que eram motivo de orgulho para nós brasileiros, é hoje motivo de vergonha e de achincalhe, tanto no Brasil como no exterior.

O que se deve esperar de uma Pátria nessas condições? Dizem que existem autoridades, outrora intocáveis e respeitadas, envolvidas em escândalos, maracutaias e favorecimentos ilícitos, as quais descem dos seus cargos e passam para a vala comum dos mais abjetos seres desprezíveis, chegando ao cúmulo de procurarem magistrados em seus gabinetes para pedir-lhes imoralidades e sentenças injustas em favor de seus apaniguados. Alguém já disse que “o mau juíz é o pior dos homens”, pois, transige com aquilo que não lhe pertence, vendendo o que não é seu, troca a mais sublime das virtudes que é julgar, por dinheiro, vantagens pessoais e outras imoralidades. 

Gostaria de parabenizar o juiz federal doutor Sérgio Moro pela coragem cívica no cumprimento do seu dever como magistrado, pois, como disse Juscelino Kubitschek, “fazer justiça não é apenas castigar os maus, mas, acima de tudo premiar os bons.” Em um País que carece de educação, saúde, segurança pública e onde falta até mesmo água para se beber e matar a sede das pessoas e dos animais; e há ladrões que roubam bilhões dos cofres públicos e ficam impunes pela complacência de maus julgadores só nos resta lutar e criticar, pois é este o único reduto de cidadania.“Crítica e luta são duas forças que podem levantar países decadentes e corruptos.” Júlio Ribeiro   *Advogado, procurador do Estado, diretor-geral da SEUNE e membro da Academia Maceioense de Letras

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