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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 809 / 2015

20/02/2015 - 08:14:00

O caminho da moralidade

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Li atentamente o artigo do Presidente da Assembleia que saiu num jornal alagoano no sábado, dia 7 de fevereiro, pregando a moralidade na Casa de Tavares Bastos.     

Se existe alguém que torce para que o Poder Legislativo do nosso Estado perca o cartaz negativo obtido no reinado de Fernandinho e sua turma, esta pessoa sou eu.      

Aposentei-me há vários anos e não consigo descansar, devido aos cortes realizados no meu contra cheque.   

 O caminho da moralidade é longo e cheio de dificuldades. Isso porque os componentes da Mesa atual, com poucas exceções, vêm da legislatura anterior e não foram corajosos para denunciar as ilegalidades praticadas por seus companheiros.     

Mas como aposentada da ALE, tenho o direito de apresentar à Mesa atual algumas sugestões:- Diminuir o excesso de comissionados. São 900. Exagerado e desnecessário.

- Fazer um estudo detalhado das folhas de pagamento de 1994 até 2014,       verificando os enxertos efetuados no período.

- Pedir a cada Deputado que coloque à disposição da Mesa seus parentes, servidores da ALE, que não comparecem ao trabalho e recebem bons salários, adotando medidas corretivas.- Localizar os “fantasmas” que existem na folha de pagamento e corrigir.

- Procurar os processos de servidores que viviam na pasta do 1º Secretário da Mesa anterior e não foram resolvidos. Solucionar os casos.

- Fazer um levantamento dos cortes salariais, realizados aleatoriamente, e devolver o dinheiro desviado.- Realizar um estudo minucioso dos descontos feitos pelo Departamento de Pessoal no salário dos servidores referentes ao Imposto de Renda e à Previdência. Corrigir os erros, devolvendo o dinheiro.

- Estudar com excesso de cuidado, a folha de dezembro de 2014. É voz corrente de que ocorreram fatos ilegais e verdadeiros absurdos na citada folha.- Auditar o enquadramento.

Foram enquadrados afilhados de deputados e apenas alguns servidores. Foram cometidas injustiças com os aposentados que não acompanharam os ativos, isto é, não foram enquadrados. É a Lei da Equiparação.

- Cancelar o subteto ilegal. A Justiça já afirmou em vários processos sua ilegalidade. Certo é o teto que existe na Constituição. - Regularizar o pagamento das férias. A Mesa anterior deixou de pagar 18 anos. Pagou 3 e deve 15.   

 Se a Mesa Diretora resolver os problemas citados, já encurtará o caminho para a normalidade. Isto porque ainda existem vários óbices a serem superados: luz, consignações, liminares judiciais não implantadas, falta de material de trabalho, de limpeza e conservação, etc...     

Já alertei, mas não custa repetir: É bom ter cuidado como miolo da Casa. Há técnicos no Departamento de Pessoal e no Financeiro viciados em prejudicar os servidores e agradar os deputados. Existem alguns ilegais, outros com familiares fantasmas. Tudo isso merece ser fiscalizado.     

Estou fazendo força para acreditar que os deputados componentes da atual Mesa Diretora tenham a coragem de colocar o Legislativo nos trilhos da moralidade sem alarde e com determinação.   

 Há uma insatisfação generalizada no seio da categoria, entre ativos e inativos. O Pequeno Polegar continua sendo lembrado como autor intelectual dos crimes cometidos pela turma do Fernandinho. Mas já recebeu o primeiro castigo: não conseguiu ser nada na administração atual. Entretanto, é bom ver o computador do ilustre parlamentar.     

Estamos pedindo a Deus que o Legislativo retorne à normalidade, que tenhamos um calendário anual de pagamento como era antigamente, que nossos direitos sejam respeitados, que não haja desvio de dinheiro público, nem divisão de cotas mensais entre os deputados.     

Antes de 1994 éramos felizes e não sabíamos. Precisamos dormir em paz, controlar nossas obrigações financeiras. Enfim, queremos ser servidores normais!

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