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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 809 / 2015

19/02/2015 - 16:37:00

JORGE OLIVEIRA

As aves de rapina

Brasília - Um bando de aves de rapina que voa em debandada na mesma direção depois de se fartar do banquete. Assim é que a Graça Foster, a Graciosa, e a diretoria deixaram a Petrobras pela porta dos fundos, depois de derreterem o patrimônion da empresa em quase 200 bilhões de reais. Como nos filmes em que os policiais, armados com granadas e armas pesadas, invadem um local infestado de bandidos, a turma que chegou, a do Banco do Brasil, liderada pelo ex-presidente Aldemir Bendine, ocupou os espaços dentro da estatal na tentativa de fechar os cofres até então escancarados, de onde saíram mais de 200 milhões de dólares para manter o PT e seus aliados no poder.Não houve salgadinhos nem festinha para recepcionar os invasores, mas velas acesas nos corredores para espantar a urucubaca que baixou no suntuoso prédio da Avenida Chile, depois que Foster assumiu à presidência.

A ocupação foi feita sem que ela tomasse conhecimento. Foster preferiu sair do local um dia antes para evitar o constrangimento de expulsão da sala. Agora, cabe à nova diretoria fazer levantamento minucioso das falcatruas para que o balanço da empresa seja divulgado, constando com clareza o roubo feito pelos diretores e a turma do PT tendo à frente o tesoureiro João Vaccari Neto.

Enquanto o prédio da Petrobras era invadido pelo novo comando, que assume com restrição de parte do conselho, no Palácio do Planalto o gabinete de crise se reunia para tentar identificar as causas da queda da popularidade da Dilma e do seu governo. O sinal vermelho acendeu-se antes do amarelo e agora a presidente é refém dos políticos que veem nesses índices negativos uma forma de ocupar mais espaços e barganhar mais cargos no governo.

Dilma não se conforma em saber que que 80% dos pesquisados dizem que ela sabia das falcatruas na Petrobras. E que mais de 50% acham que ela é desonesta, falsa e mentirosa.  Agora, apenas 27% aprovam o seu governo que parece acabar antes de começar.Diante dessa combustão espontânea em que o fogo se propaga rapidamente, a palavra impeachment tomou conta das redes sociais. O senador Cristóvão Buarque, da base do governo, ex- ministro da Educação de Lula,  já deu o sinal de alerta. Disse que  “impeachment” está na boca do povo e é “constitucional”.

Com a bruxa solta no Palácio do Planalto, o gabinete de crise pensa em um pronunciamento da Dilma em rede de TV. Ora, esse filme é conhecido. Lembra-se que o Collor, em plena crise, usou esse artifício? Ele pediu ao povo para sair às ruas de verde e amarelo para apoiar o seu governo. Pois é, o povo saiu, mas foi de preto. Alí começou a sua derrocada. Não se brinca com o povo, gente!A partir de agora,  os políticos, que até então faziam juras de amor à Dilma, vão começar a ser pressionados para se afastar dela sob ameaça de perderem apoio nas suas bases.

E o povo, enganado pelas suas mentiras, vai aos poucos se organizando como aconteceu com o Collor. Por exemplo, no próximo dia 15 de março, as redes sociais estão convocando a população para uma manifestação em todo o país pelo impeachment de Dilma. Querem mudar – e com toda razão – porque acham que a presidente não tem mais capacidade de administrar o país varrido pela corrupção e pela desordem econômica.

E não se engane, dificilmente ela vai recuperar os índices de aprovação que tinha em dezembro de 2014 (42%). Daqui pra frente a palavra de ordem é impeachment. Aí, minhas senhoras e meus senhores, será um Deus nos acuda!, quando o PT, este partido revanchista e odiento, perceber que pode perder o poder. 

Dinheiro sujo

Os depoimentos dos diretores ladrões da Petrobras não deixam dúvidas: Lula e Dilma elegeram-se presidentes com dinheiro da corrupção. E não foi pouco, segundo Pedro Barusco, diretor da estatal. Nos últimos dez anos, o PT desviou da empresa 200 milhões de dólares para alimentar seus militantes políticos e promover a maior orgia de que se tem notícia com dinheiro público. E agora? Collor foi para o pelourinho porque não conseguiu justificar a compra de um carro Elba. Isso mesmo, um calhambeque da Fiat, que hoje custaria menos de 15 mil reais. Está na hora do Brasil ir às ruas para fazer valer a Constituição e pedir o impeachment da Dilma que a esquerda corrupta acusa de golpe. O fundamentalista Rui Falcão, presidente do PT, alardeia que são de direita os que pedem o afastamento da sua chefe. E quando a petezada derrubou o Collor era também de direita e golpista? Conversa fiada, gente. Governo corrupto tem que ser afastado. É legal e constitucional. E ponto.

Cúpula corrupta

Esta mesma esquerda de botequim, puxada por Zé Dirceu e Lula, organizou a oposição contra Collor. À frente do cordão dos indignados a OAB, de Marcelo Lavenere, a ABI de Barbosa Lima Sobrinho, a Igreja (progressista?) e os caras pintadas do líder estudantil Lindemberg Farias, senador, que depois se envolveria em atos de corrupção na prefeitura de Nova Iguaçu. Atrás do trio elétrico, a população estupefata com as acusações de que Collor não tinha como provar a compra da Elba, pedia o seu afastamento. A pressão e, diga-se de passagem, com certa dose de preconceito dos grandes jornais paulistas, levou o Congresso Nacional a votar pelo impeachment do colorido sob aplauso dos militantes petistas. O ato, legitimado pelo povo, só fortaleceu as instituições democráticas do país, até então em consolidação.

Zé, o presidiário

De lá pra cá, muito água rolou sob essa ponte. Zé Dirceu foi pilhado roubando. Acusado pelo STF de liderar uma quadrilha, viu-se enjaulado, orgulhoso de ser o presidiário mais famoso do país. Do comando do Gabinete Civil de Lula, de onde pretendia voar mais alto - chegar à presidência da república – terminou no presídio da Papuda com Delúbio Soares, tesoureiro do PT, & companhia. Agora, mais uma vez, aparece envolvido nas falcatruas do diretor Renato Duque, com quem manteve, segundo o Ministério Público, uma longa parceria estável na administração do cofre da Petrobras.  

Mar de lama

O Tsunami de águas turvas e contaminadas já invadiu o Palácio do Planalto, onde a Dilma não consegue explicar como a Graciosa, sua amiga de fé, conseguiu derreter a Petrobrás, causando um prejuízo à empresa de 200 bilhões de reais. Na última década – pelo menos no governo do Lula – a Dilma deu as cartas no setor de Minas e Energia. Primeiro como ministra e presidente do Conselho da Petrobras, e depois como mandachuva no Gabinete Civil. Se confessar que não sabia da bandalheira é a prova cabal da sua incompetência como executiva do governo. De qualquer forma, a exemplo do seu chefe, ela precisa negar o crime como atenuante às acusações que lhe são imputadas na venda da refinaria de Pasadena, no Texas, e de receber dinheiro sujo para a campanha presidencial.

Rindo? De quê?

Mesmo diante desse quadro desolador, Dilma continua rindo. Na foto publicada pelos jornais, ela está às gargalhadas com Lula na festa de aniversário do PT, mesmo diante dessa situação caótica: a economia desestabilizada, a inflação de janeiro, a maior dos últimos 12 anos, e as medidas de arrocho contra os trabalhadores que ela jurou de pés juntos (“nem que a vaca tussa”) que jamais faria. E para piorar a situação nomeia o senhor Aldemir Bendine, ex-presidente do BB, para chefiar a Petrobras, que responde a processo no Ministério Público por emprestar R$ 2,7 milhões à socialite Val Marchiori,  amiga de viagens, cuja garantia foi a pensão alimentícia dos filhos.

Apague a luz

E agora, você ainda acha que a presidente, que faliu uma loja de R$ 1,99 em Porto Alegre tem condição de administrar o Brasil? Se acredita, por favor, quando for o último a sair apague a luz. Se ainda houver luz, claro. 

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