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21 de Setembro de 2018

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Edição nº 808 / 2015

11/02/2015 - 19:16:00

2015: Tempo de ressaca

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

No Brasil inteiro o ano que passou foi um verdadeiro carnaval: eleições para presidente da República, governadores, senadores e deputados estaduais e federais. E lá se vai nosso dinheiro...     

A campanha da presidente Dilma foi de baixo nível e de elevado custo. Não sei de onde vinha tanto dinheiro, ou melhor, o eleitor inocente financiou o pleito. Difícil de entender, mas, fácil de explicar: as empresas doavam valores enormes, esperando, é claro, o retorno do que doaram após as eleições, com juros, correção monetária e algumas “coisitas mais”.Escândalos se sucediam.

A Petrobras, empresa de que tanto nos orgulhávamos, virou um poço sem fundos. As ações caíram, diretores foram presos, mas a presidente, amiga da Dilma, segurou-se no cargo o quanto pode. No momento atual, parece que a Graça perdeu as graças...Nos Estados, a farra não foi menor. Candidatos à reeleição e à eleição corriam atrás de dinheiro, porque no Brasil acabou-se o idealismo e os pleitos viraram disputa por poder e por dinheiro.

Os eleitores devidamente esclarecidos só trabalham por seus candidatos se forem recompensados.Em Alagoas, pedaço do Brasil sofrido, maltratado e usado pelos políticos, a farra foi muito pior. Nosso ex-governador não competiu, não foi candidato a nada.

Ficou em cima do muro, mas apoiou parentes que foram eleitos e, consequentemente, deve ter investido com força nos amiguinhos por ele selecionados.O Téo deixou nosso Estado cheio de dívidas, segundo declarações do atual secretário da Fazenda. Gastou daqui, gastou dali e passou o bastão ao substituto carregado de problemas quase insolúveis.

Se formos analisar a atual situação da nossa pequenina Alagoas, chegaremos à seguinte conclusão: um verdadeiro caos.No Legislativo alagoano, o carnaval foi dos melhores: Fernandinho e sua turma rasparam os cofres da Assembleia. Enxertaram na folha de pagamento duzentos comissionados que receberam o 13º salário.

Em compensação, só pagaram metade do 13º aos aposentados e não presentearam os servidores com o pagamento de dezembro. Não repassaram à Caixa Econômica as consignações de novembro. Tudo isso é parte das irregularidades cometidas pela turma do Fernandinho.

A nova Mesa Diretora não deve auditar as contas do Legislativo pois a maioria dos componentes da atual diretoria vem da legislatura anterior. Vamos esperar ansiosamente para ver o que os novos dirigentes pensam fazer. Pausa para meditação. O MP e o TJ já entraram nas medidas da ressaca do atual governo.

Não vão receber as suplementações de fim de ano e terão seus orçamentos reduzidos.Passada a fase carnavalesca, o Brasil inteiro começa a falar em cortes aqui e ali, aumentos de tarifas, demissão de comissionados, arrocho salarial, etc...A Dilma já aumentou a gasolina, fato que foi devidamente empurrado para depois das eleições.

Continua a negociar cargos com os políticos; mesmo assim perdeu a disputa pela presidência da Câmara Federal. Energia está subindo assustadoramente. Baixar mesmo só o crescimento do país, enquanto a inflação vai subindo, subindo...Em matéria de ressaca, os atingidos mesmo somos nós, servidores da Assembleia Legislativa de Alagoas. Entramos 2015 com os salários atrasados, enquanto o Fernandinho virou conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

O novo governador de Alagoas anuncia medidas econômicas severas. Quer consertar o Estado, mas dividiu os cargos com amigos políticos que o ajudaram nas eleições. Trouxe um secretário da Fazenda de fora e estamos assustados porque já tivemos um José Pereira que veio consertar as finanças alagoanas e nos deixou em situação dificílima.Enfim, depois da tempestade vem a bonança. Conosco acontece o contrário: Depois da tempestade vem a ressaca!

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