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Edição nº 808 / 2015

11/02/2015 - 19:15:00

A hora é essa

JORGE MORAIS Jornalista

No artigo da semana passada registrei a minha indignação quanto ao ano de 2015 que, na minha modesta opinião, acho que ainda não começou. Minha previsão é que, dia 1º de março, as coisas comecem a andar. Além dos motivos já justificados para que isso ocorra, algumas outras situações precisam ser lembradas ao nosso querido leitor, como por exemplo, que já temos uma nova, nem tão nova assim, bancada na Assembleia Legislativa de Alagoas. 

Foram empossados alguns “meninos” descendentes de famílias tradicionais, onde os pais, velhas raposas da política alagoana, cansados, resolveram deixar em seus lugares os filhos e foram cuidar dos seus afazeres particulares. Exemplo: cuidar das fazendas e do gado ou de suas empresas, nos mais diferentes ramos de negócio.

Algumas dessas figuras carimbadas, e nenhuma alusão direta ao deputado federal Givaldo Carimbão, ainda não se afastaram por completo do meio político, estejam com mandato ou não. Entre novos e velhos deputados, velhos pela militância política, o Estado de Alagoas recebe vinte e sete parlamentares, depositando uma confiança acima da expectativa da média do que pode e o que não pode ser feito.

Todo começo é assim: de esperança, principalmente daqueles que são funcionários públicos do legislativo, aposentados, comissionados, fornecedores, prestadores de serviço, e, por aí, vai. Uma nova Mesa Diretora foi empossada e, acredita-se, que sem os vícios do passado. Não me refiro só aos que saíram agora do comando da ALE/AL. Problemas naquela Casa são históricos e, entre as promessas iniciais e o resultado final, nem sempre são do agrado dos servidores.

Não me recordo de um final de ano sem choro e o dinheiro que é repassado pelos cofres públicos nunca é suficiente para tudo, mas “tudo” mesmo, zerando a conta e os compromissos assumidos. Não entro diretamente no mérito da questão de cada um, isso deixo para o pessoal da Casa e os artigos da amiga Alari Romariz, mas vejo no deputado Luiz Dantas um homem sério, de pouca conversa, comprometido com a coisa certa, de uma só palavra, e com muita experiência para administrar os problemas da Assembleia Legislativa. Pelo seu histórico e o passado na política, o presidente não tem motivos para empenhar a sua palavra e não cumprir. Sei muito bem que ele não vai decidir tudo sozinho.

Existe uma Mesa Diretora que deverá se comprometer também com todas as causas daquele Poder. Se eles quiserem, não mais existirão as famosas “folhas” secretas, que alguns denominaram de “taturanas”, “fantasmas”, “enxertadas”, “faz de conta”, “estou de regresso”, quando o dinheiro é destinado para outras finalidades, objetivos e contas bancárias.

Os primeiros passos foram dados essa semana. Uma conversa com as lideranças dos trabalhadores da ALE demonstra a vontade da nova Mesa Diretora em querer resolver os problemas salariais pendentes. Mas, acho que não é só do salário atrasado e pagos, rigorosamente, em dia, que precisam esses servidores. Precisa ser cobrado um mínimo de estrutura para se trabalhar. Reclama-se de tudo.

Era comum faltar desde papel higiênico à água para se beber e o material de uso diário para a atividade de cada um desses servidores. Não sou funcionário de lá, não tenho cargo comissionado, não frequento a Casa, a não ser quando convidado para uma solenidade, mas converso muito e tenho colegas que vivem da ALE/AL. Alguns desses, só tem o emprego da Casa de Tavares Bastos, e estão com medo de pedirem a aposentaria, sendo esse o outro calcanhar de Aquiles, para o novo presidente e seus companheiros de Mesa.

Por isso, deputado Luiz Dantas, o senhor passa a ser a bola da vez, a esperança do servidor, que não aguenta mais viver com dúvidas e terminar o ano numa nova “sinuca de bico”.

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