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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 808 / 2015

11/02/2015 - 18:32:00

SURURU

Balcão de negócios

DA REDAÇÃO

Ao que tudo indica o ex-supersecretário de Téo Vilela, Luiz Otávio Gomes,  transformou a sua secretaria em balcão de negócios milionários a serviço da LOG,  sua empresa de consultoria e afins.Já se sabe que todas as indústrias que se instalaram em Alagoas durante o governo tucano contrataram os serviços de “consultoria” da LOG e passaram a integrar o seu portfólio de clientes.  Agora, o novo governo quer saber se houve irregularidades na concessão de incentivos fiscais a essas empresas.  É quase certo que o dono da LOG tenha misturado o público com o privado e feito cortesia com o chapéu do contribuinte.  Um dos casos mais emblemáticos da atuação de Luiz Otávio Gomes envolve uma grande indústria ceramista que até hoje está enrolada em uma disputa judicial com o dono dos lotes que a empresa recebeu como sendo área pública. Não era. O imbróglio tem um enredo do arco da velha e envolve interesses escusos e cifras milionárias.

Balcão de negócios 2

O usineiro Maurício Toledo é outro ex-secretário  tucano que andou metendo os pés pelas mãos ao fazer negócios lesivos ao Erário. No apagar das luzes de sua passagem pela Sefaz, Toledo assinou um acordo imoral, ilegal e indecente que favoreceu o colega usineiro Nivaldo Jatobá e deu um prejuízo de R$ 77 milhões aos cofres do Estado. O golpe teve a anuência do então governador, contou com a omissão da Procuradoria-Geral do Estado e ainda teve uma ajuda do Poder Judiciário. Tudo combinado, sobrou para o contribuinte pagar a conta da irresponsabildiade. Agora cabe ao novo governador anular a indecência e abir processo judicial contra os responsáveis pela maracutaia.


Balcão de negócios 3

As usinas de Alagoas podem até estar falidas, mas seus donos e acionistas certamente vão muito bem, obrigado. Foi o único setor produtivo que ganhou imunidade fiscal nesses oito anos de governo tucano. No período, o pessoal do Fisco recebeu determinação do secetário Maurício Toledo para não incomodar os usineiros. Enquanto isso, a ordem era apertar o cerco contra pequenos comerciantes. O resultado está aí: estado falido e uma economia engessada e sem perspectiva.  

Bate-boca dentro do salão

Os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Renan Calheiros (PMDB-AL) tiveram uma discussão áspera depois de desentendimento entre ambos a respeito da escolha do primeiro secretário da Mesa Diretora do Senado. Renan resolveu colocar em votação a escolha do cargo. Por trás desse gesto houve uma articulação de PMDB e PT para que todos aqueles que haviam votado em Renan para presidente do Senado escolhessem Vicentinho Alves (PR-TO) como forma de impedir a indicação do PSDB. Foi por causa disso que Aécio resolveu discutir com o presidente da Casa.“Vossa Excelência apequena esta Casa”, vociferou Aécio. Renan rebateu dizendo que o tucano havia perdido a eleição presidencial e que por isso deveria entender o respeito ao processo democrático. Aécio não conteve sua revolta e passou confrontar Renan aos gritos. “Perdi de cabeça erguida e Vossa Excelência venceu envergonhando”, disse o tucano. “Respeite a Mesa, tenha dimensão da democracia”, rebateu Renan.Ao fim do bate-boca, Aécio convocou os tucanos a boicotarem a sessão que escolheria os membros da Mesa. Seu gesto foi seguido por outros partidos, como o DEM e o PSB. O presidente nacional do DEM, senador José Agripino (RN), criticou a postura de Renan. “O senhor conduziu a sessão da vergonha”, disse Agripino ao chefe do Senado.

Coisa do Zé

Conhecido por suas tiradas em época de eleição, Zé Muniz não tem mesmo papas na língua. Indignado com o cenário político local e nacional manda um recado a quem interessar: não o chamem de político ou empresário, porque segundo ele, político é o pessoal da Assembleia Legislativa que consegue afanar o Erário, e empresários são os empreiteiros que se locupletaram da Petrobras e os donos de bancos, que a cada dia ficam mais ricos, enquanto a economia brasileira está patinando.

Coisa do Zé 2

Longe de pensar em aposentadoria da vida pública, Zé Muniz vai montar seu próprio estúdio em casa para preparar vídeos que serão colocados no Youtube. Através desse canal, Zé vai comentar sobre diversos assuntos de interesse público. De princípio solta o verbo ao afirmar que o que o Brasil menos precisa no momento é de uma CPI no Congresso Nacional. Para ele, o país precisa de fato de é de um Supremo atuante.

Coisa do Zé 3

Aos 73 anos e solteiro, Zé Muniz diz estar mais preocupado em viver a vida a bordo de seu potente Mercedes-Benz conversível. “Política, nem falar”, diz ele, desiludido com tantos desgastes eleitorais no currículo. 

Sob suspeita

Em resposta a nota publicada nesta coluna, na edição 806 do semanário, a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, enviou nota oficial, na qual “esclarece que o contrato com a Indra do Brasil Soluções e Serviços Tecnológicos S/A, que mantem prestadores de serviço na Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foi firmado na gestão anterior da pasta (2009) e, assim como os demais contratos estabelecidos até o dia 31 de dezembro de 2014, passarão por uma análise detalhada, visando averiguar a sua necessidade e eficiência”. 

Sob suspeita 2

A análise detalhada, ainda segundo a nota, “será baseada na orientação do chefe do Executivo estadual, governador Renan Filho, que determinou a revisão de todos os contratos, preservando a eficiência e agilidade dos serviços ofertados aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS)”. Pelo contrato em questão, e sobre o qual pairam suspeitas como a contratação de apadrinhados, a Indro recebeu da Sesau no ano passado R$ 13,8 milhões.


Sob suspeita 3

“ A secretária de Estado da Saúde assegura que as revisões dos contratos e convênios serão realizadas por uma comissão própria e específica com total transparência e irão seguir critérios técnicos, passando pelo crivo da Assessoria Técnica da Sesau e da Superintendência de Regulação, Controle, Avaliação e Auditoria (Suraud), sempre respeitando os cofres públicos e primando pela otimização dos serviços de saúde ofertados a população alagoana”, conclui a nota.

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