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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 807 / 2015

04/02/2015 - 07:39:00

PEDRO OLIVEIRA

Há pressa, mas tudo tem seu tempo

Falava eu na coluna anterior da situação de muitos servidores públicos sofrendo a “angústia da nomeação incerta” tendo já trabalhado praticamente um mês sem receber vencimentos, pois os atos de suas designações não haviam até então sido oficializados. Um amigo do governo me dizia e eu acredito nesta pessoa, “não é por economia, não é por falta de vontade política. É ponderação e cuidado para não incorrer em erros do passado”.

Tive ciência de um fato: se está trabalhando, é eficiente e necessário ao órgão fica, do contrário vai pra casa. Na verdade ninguém está trabalhando obrigado, mas por vontade própria, sem existir nenhum compromisso de qualquer natureza. Muitos poderão estranhar, mas é assim que tem que ser feito. Seria leviano dizer que Alagoas mudou em apenas 30 dias de governo completados nesta sexta feira, mas alguma coisa dá pra se perceber e anotar: pelo menos neste início o governador tem se mostrado ágil, porém cauteloso, na resolução de demandas; a relação institucional com os poderes é respeitosa, porém sem abrir mão de princípios básicos da moralidade e da legalidade;  as ordens emanadas do palácio do governo não são apenas para que sejam ouvidas, mas cumpridas. Com essa sua maneira diferente certamente o governador tem contrariado alguns de seus aliados e isto ouvi de um deles. Qual sua maior queixa? Cargos e espaço no governo.

Mas isto é questão de menos importância para Renan Filho. Longe dele desprestigiar seus companheiros, principalmente aqueles que o ajudaram a conquistar a vitória, mas sua inteligência e tenacidade política não o deixam esquecer que seu compromisso maior é com os alagoanos, os menos assistidos, os que sofrem o descaso há décadas, o funcionalismo público e sobretudo o resgate de Alagoas aos caminhos do desenvolvimento, sem protecionismo a grupelhos de espertalhões, a busca de novos e importantes investimentos, sem comprometer o presente e o futuro econômico-financeiro, a construção de uma infância e uma juventude calcadas em ensino de qualidade, inserção gradativa na sociedade e criação de ambientes livres das drogas e da marginalidade.

Se temos hoje uma violência citada e condenada a nível internacional não podemos apenas atribuir esses índices negativos aos narcotraficantes, aos grotões do crack, mas também e muito a políticas educacionais equivocadas, falta de assistência ao menor e ao adolescente, desamparo às famílias em situação de risco e tantos outros fatores que ficaram para trás, muitos porque não quiseram fazer e outros tantos porque não souberam fazer.

Haverá um períodonecessário a recuperar o tempo perdido. Este tempo não pode demorar, mas também não pode nem deve ser construído com a pressa da improvisação, sob o risco de nada se mudar, ou mudar para pior.Ao que me parece o governo que hoje completa seu primeiro mês sabe onde quer chegar, tem pressa, mas planeja para que tudo aconteça em seu devido tempo. Parabéns por estes primeiros trinta dias. Alagoas não mudou, mas os métodos de governar mudaram.

Se não sabe, não inventa

Diferente do que alguns setoresda imprensa especularam, por desconhecer o processo, não existe nenhuma derrota do senador Aécio Neves na recondução de Renan Calheiros para a presidência do Senado. A escolha do senador alagoano é natural, lógica e presumível em função do principio da proporcionalidade, do tamanho das bancadas na Casa.  Nada de excepcional ocorrerá na eleição de Calheiros acontecida graças a sua habilidade política, o tamanho do seu partido e o incondicional apoio do Palácio do Planalto.


Falta comida, sobra folia

Os municípios têm reclamado insistentemente a falta de recursos para setores básicos como Saúde, Educação, pagamento de pessoal, ações sociais e muito menos para investimentos. A crise tem gerado demissões em massa na capital e no interior, onde cortes drásticos foram executados nas despesas com esses itens imprescindíveis para que uma administração funcione. Existem milhares de pessoas sem atendimento médico, crianças sem merenda escolar (suas refeições, pois em suas casas não existe comida), do litoral ao sertão, passando pela capital, pessoas famintas perambulam pelas ruas, algumas pedindo e outras roubando.Me surpreende, no entanto, a irresponsabilidade de alguns desses prefeitos anunciando festas de carnaval e distribuição de dinheiro público  com blocos, atrações,  ornamentação e outros itens da folia. Os princípios do interesse público são jogados na lata do lixo apenas em busca de apagar com enganação a situação das avaliações negativas de suas administrações. 


Aqui o crime compensa

Só mesmo neste país de bandidos públicos e privados pode acontecer tamanha aberração. O doleiro Alberto Youssef pode receber até R$ 10 milhões do Ministério Público Federal e da Polícia Federal caso ajude na recuperação dos R$ 500 milhões desviados na Petrobras, segundo um acordo previsto na delação premiada. As informações são da Folha de S. Paulo.A quantia da possível recompensa foi prevista no acordo da delação premiada, num total de 2% dos valores recuperados. O advogado de Youssef, Figueiredo Basto, disse que o cliente deve ser o único entre os nove doleiros assinados na operação Lava Jato que possui a cláusula de performance ou taxa de sucesso. No cumprimento integral do acordo, o doleiro perderá bens que somam R$ 40 milhões (multa estipulada pelos procuradores pelos crimes praticados por ele). Entre os bens, estão um hotel em Porto Seguro, Bahia, além de imóveis, carros de luxo e R$ 1,8 milhão encontrado no seu escritório em São Paulo.Youssef forneceu nome de onze executivos de empreiteiras, presos desde novembro do ano passado, em Curitiba, além de uma lista de políticos que poderá chegar a 60 nomes – para os investigadores da operação Lava Jato. O cara rouba, corrompe com o dinheiro público recebe um abraço e ainda leva um troco do muito que roubou. Aqui o crime compensa de verdade.

As mentiras de Dilma

Quando a então candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, disse ser contra o monitoramento da mídia é evidente que estava mentindo. “Eu repudio o monitoramento de conteúdo editorial, acho que isso não pode se criar no Brasil”. O seu partido, acuado sempre por denúncias de corrupção, desvios de finalidade e roubalheira defende com unhas e dentes o cerceamento da liberdade de expressão a começar pelo controle da mídia social.No dia de sua posse no Ministério das Comunicações, o petista Ricardo Berzoini deu declarações autoexplicativas sobre as razões de ter sido instalado no cargo: disse que o governo vai tentar implementar seu projeto de censura da imprensa, agora batizado pelo PT de regulação econômica da mídia.É serviçal do ex-presidente Lula, de quem foi ministro e atende a seu pedido e do comando do PT para implantar a abominável censura.

“O único controle que eu proponho é o controle remoto na mão do telespectador, que muda de canal quando não gosta. Eu acredito que a liberdade de imprensa é um valor fundamental numa democracia. (…) Sei o valor da liberdade de opinião e de imprensa. Sei que um pais que abre mão disso perde sua identidade, sua capacidade política e perde inclusive uma das coisas fundamentais, que é a esperança dos seus jovens”. Mais mentiras ditas pela presidente Dilma Rousseff. 


Vergonhosa falta de humanidade

Por incrível e aberrante que pareça, a Prefeitura de Maceió tem sido irresponsável com a atenção que deveria ter com aqueles que mais precisam.Desde setembro do ano passado, segundo o site Gazeta Web, a Secretaria Municipal de Saúde não realiza o repasse de verbas para as clínicas de reabilitação de drogados, e em consequência o atendimento deverá ser suspenso em todas as unidades.Pela falta de humanidade de alguns, os dependentes terão que retornar para suas casas onde continuarão o tratamento por conta das famílias, muitas delas impossibilitadas de arcar com os custos. Isto é que é fazer diferente?Atenção Ministério Público: vamos agir e punir. 


Eles só pensam naquilo

Na última semana de trabalhos, deputados e senadores aprovaram o reajuste salarial para a próxima legislatura. Ao acrescentar o acumulado do IPCA dos últimos quatro anos aos vencimentos atuais, eles verão os contracheques subirem dos atuais R$ 26,7 mil para R$ 33,7 mil. Desta forma, também vai aumentar o gasto que o país terá com cada parlamentar.A partir de 1º de fevereiro, quando o novo subsídio dos deputados federais passa valer, cada parlamentar pode custar mensalmente R$ 1.792.164,24 aos cofres públicos. Este valor leva em conta os 13 salários anuais, a média de gastos da ajuda de custo, do cotão, do auxílio-moradia e dos gastos com verba de gabinete. Este é o país que temos, mas com certeza não é o que merecemos. (Com informações do Congresso em Foco)

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