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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 807 / 2015

04/02/2015 - 07:34:00

Planejar para saber onde vai chegar

Marcos Antonio Moreira Calheiros*

A globalização dos mercados e a revolução tecnológica, principalmente nos meios de transmissão, trouxeram profundas modificações dentro dos segmentos políticos, econômicos, sociais, trabalhistas e empresariais, em todos os países de forma rápida e praticamente irreversível. No presente momento, convivemos em um mundo mais flexível e de menos previsibilidade, onde a estabilidade dá lugar à instabilidade e às transformações radicais.

Para manter-se competitiva é imprescindível para a empresa um bom planejamento estratégico, considerado um dos principais instrumentos do processo administrativo, possibilitando aos seus dirigentes estabelecer o rumo a ser seguido, objetivando obter um nível de otimização na relação com o seu ambiente.

É através das constantes mudanças do ambiente externo que as empresas se defrontam com a necessidade de elaborar e implantar o planejamento estratégico para que, desta maneira, elas possam atender as expectativas de seus colaboradores, seus fornecedores, empreendedores e primordialmente a sua clientela.

 Para atingir seus objetivos, o planejamento estratégico precisa ser pensado a longo prazo, mas deve mostrar resultados de pronto, precisa ter capacidade de inovação, mas não pode perder a eficiência, eficácia e efetividade, estando atento em escala global e atendendo as demandas domésticas.

Antes da implementação faz-se mister que a empresa proceda uma análise situacional, ou seja, necessita verificar o presente para projetar o futuro. Nesta análise, detecta-se o ambiente interno (pontos fortes e fracos), que podem ser controlados pela empresa e o ambiente externo (oportunidades e ameaças), dependendo de fatores exógenos, fora do controle da empresa.

 De nada adianta a realização de um plano estratégico se os seus executivos não transmitirem as informações para os níveis mais baixos. É imprescindível o comprometimento de todos neste processo para que o objetivo seja plenamente alcançado. Vale frisar que cada empresa deve ter seu próprio planejamento.

Não se deve aceitar a transposição de um plano que obteve sucesso em uma outra empresa, pois este deve respeitar a realidade e a cultura de cada organização. Uma organização que não praticar o planejamento estratégico corre o risco de tornar-se obsoleta e, consequentemente, ser alijada do mercado.

Inovação e flexibilidade são palavras que determinarão o sucesso de um planejamento que precisa ser redimensionado periodicamente ou conforme as mudanças ambientais. O planejamento estratégico, portanto, deve ser encarado e observado como um processo constante, abrangente, flexível, inovador e participativo, cujos resultados vão surgindo com o decorrer do tempo, de forma racional, lógica e estruturada, objetivando criar uma otimização de recursos da empresa, almejando transformar as ameaças do mercado em oportunidade de negócio.   

*Presidente do CORECON/AL e mestre em Marketing pela Universidade de Évora (Portugal) 

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