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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 807 / 2015

04/02/2015 - 07:25:00

Vamos trabalhar?

JORGE MORAIS Jornalista

Ninguém torce mais do que eu para que chegue logo o dia 1º de março, quando, finalmente, deverá se iniciar o ano de 2015. Parece que foi ontem, que a gente estava comemorando as festas de final de ano e, para muitos, o mês seguinte de recesso e período de férias. Agora, já estamos, praticamente, começando o mês de fevereiro, e, com ele, o carnaval. No final da próxima semana, já acontecem os desfiles de blocos, em Jaraguá, dia 6; o desfile do Pinto da Madrugada, dia 7, e, na semana seguinte, o carnaval propriamente dito, com o encerramento no domingo, dia 22.

Com isso, quem se atreve a trabalhar no restante do mês curto de vinte e oito dias. Nos últimos dias, conversei com empresários, políticos, entre eles prefeitos, e administradores, e dois assuntos entraram na pauta da conversa: que está tudo parado e que teremos mais desemprego. Claro que nem tudo está perdido, pois o segmento do turismo comemora com hotéis tendo uma boa ocupação, restaurantes lotados de turistas, o artesanato em alta, além de outros segmentos ligados ao setor.Mas só isso, não é o suficiente para que se diga que estamos produzindo ou que o país esteja em profundo desenvolvimento. Podemos afirmar com toda certeza, que o ano de 2014, foi um verdadeiro desastre.

Dos últimos doze anos, foi o menor em crescimento econômico, aumento da inflação e do endividamento externo, com uma quebradeira geral dos municípios brasileiros.Foi, na verdade, um ano de críticas, denúncias e de muita festa, com o evento da Copa do Mundo e a realização das eleições.

Como se não bastasse, em meio a tudo isso, pipocaram as notícias dos roubos da Petrobras. Onde a presidenta reeleita, Dilma Rousseff, garantiu que era tudo mentira e, no fundo mesmo, ela já sabia de tudo e foi conivente com seus apadrinhados e os do ex-presidente Lula.Então, depois de tudo isso, o que esperar de 2015, que ainda não começou? Em Alagoas, vivemos uma expectativa muito grande em relação a Renan Filho.

Como está sendo anunciado do que foi herdado por ele de seu antecessor, não espere muita coisa não, pois o “buraco negro” é maior do que se imaginava. Se você tem alguma dúvida, pergunte ao novo secretário da Fazenda, George Santoro.  O Estado de Alagoas, como outros deste imenso país, está quase quebrado.

Quase, porque ainda resta um fio de esperança nas medidas novas e moralizadoras que devem ser tomadas pelo governo, que escolheu um ilustre desconhecido para tomar conta da chave do cofre, e que chega com uma nova mentalidade, sem comprometimento com o velho jeito de governar dos alagoanos, especialmente o envolvimento direto com a classe política.Acredito que o único compromisso do secretário seja com o governador, e mais ninguém.

Só assim, proximamente, poderá ser acesa uma lâmpada no fim desse túnel, mesmo que seja para o ano que vem. Hoje, o governador Renan Filho já deixou bem claro que as torneiras serão fechadas, e os recursos que chegarem aos cofres do estado serão para pagar empréstimos dos governos anteriores, folha de pessoal, transferência para os poderes constituídos – Assembléia Legislativa; Tribunal de Justiça; Tribunal de Contas; e Ministério Público -, educação, saúde e segurança.Sobrando, o governador espera colocar em prática algumas promessas feitas em campanha.

Mas, será que vai sobrar? Acho muito difícil isso ocorrer. Portanto, é melhor torcer em ter pouco agora, do que nada no futuro. É melhor pensar e acreditar que ainda existe salvação, do que continuar morrendo aos poucos. Não vai ser fácil administrar o estado, mas temos o direito de continuar, pelo menos, sonhando.  

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