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19 de Novembro de 2018

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Edição nº 807 / 2015

04/02/2015 - 07:22:00

Maceió ou Delinquentópolis ?

Alfredo A. M. Rosa Médico e escritor

De tantos problemas com os quais se defronta o país e Maceió, existe um dos mais graves, até hoje não resolvido e que constitui uma decorrência da incúria administrativa do poder público e da completa falta de sensibilidade de cada um de nós.Trata-se de eterna incógnita, do perene problema do menor abandonado e discriminado. As nossas raríssimas instituições encarregadas de educar o “filho sem pais”, não cumprem in totum tal desafio.

Nós mesmos, chegamos ao limite da hipocrisia e niilismo social e existencial... Como podemos conviver com tanta indiferença? Como disse Nietsche, uma “completa falta de convicção em que se encontra o ser humano após a desvalorização de uma crença”, neste caso, da falência do crédulo da humanidade dos desprotegidos.Uma consciência do NADA.Somos ignorantes, talvez, das condições psico-sociológicas necessárias à personalidade e a estrutura do caráter da criança, e esse desprezo do governo e da sociedade destroem, no embrião, o futuro cidadão de amanhã.

Essas crianças desvirtuam-se completamente, justamente na fase que mais precisa, o menino, de educação – da infância a adolescência. Indiferentes ao destino do menino órfão, os responsáveis e encarregados da sua educação, claudicam, desorganizam, abandonam a criança ao léu, tornando-se multiplamente desgraçada.

Surgem deste modo desregramentos e os desvios do menino-homem nas ruas para as sendas do crime e da delinquência. Sirvo-me dessa coluna para levar conhecimento aos leitores, como nadam as ruas e praças de Maceió. Em certas localidades, como Praça Deodoro, Praça São Vicente, Praça da Catedral, Praça dos Martírios, Rua Barão de Maceió, orlas das praias de Pajuçara e Avenida e outras, o nosso jovem, o nosso menino, anda semi-nú, anda mal cheiroso, anda aos tombos, anda sem saber mais andar, anda ser saber para onde, anda para lá e para cá sem chegar a qualquer lugar...

Andam sob efeito da “cola”, assustam os comerciantes, os transeuntes, senhoras, as crianças ... As meninas andam grávidas, viram mulheres, prostituídas... Outros amanhecem mortos.Vamos nos cobrar e cobrar as autoridades a providência, Não deixemos Alagoas, Maceió, a “Cidade Sorriso” se tornarem palco de outras vergonhas. Não deixemos o Brasil e o mundo acreditar numa “Alagoas desleixada”, vil e corrupta. No dizer de Jorge de Lima, vamos dizer e mostrar que “As nossas Alagoas são outras”.

Não deixemos valer como fraseou Téofilo Rosa, na poesia A estrofe de hino imperfeita, que quem “dorme eternamente em berço esplendido, nada faz”. Não deixemos Maceió ser Delinquentópolis.

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