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14 de Novembro de 2018

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Edição nº 807 / 2015

04/02/2015 - 06:43:00

Gabriel Mousinho

O laranjal da Assembleia

A Assembleia Legislativa tem protagonizado episódios durante sua existência somente vistas em filmes. E vai continuar assim, vez por outra passando por humilhações, constrangimentos, mas nada que possa incomodar muitos deputados, mesmo tendo alguns experimentados algemas e prisões. Agora a sociedade alagoana assiste mais uma vez, estarrecida, a divulgação de nomes de mais de duzentas pessoas recebendo gordas remunerações com  chegando a mais de dezesseis mil reais por mês. O que é pior, sem nunca ter dado um dia de serviço.Essa dinheirama toda que sai pelo ralo da Assembleia com o dinheiro suado de nossos impostos, muitas das vezes muda de bolsos como muda o tempo neste início de ano.Hoje, a Assembleia não faz falta a ninguém. Muito pelo contrário, faz mal aos alagoanos. Até quando esse laranjal vai continuar só Deus mesmo sabe.

Defasado

Para quem conhece o projeto do Vale do Reginaldo, sabe que ele não atende mais as atuais condições. Como a cidade cresceu desordenadamente principalmente naquela área, seria necessário grandes ajustes no projeto. Um deles diz respeito a duas pistas projetadas, as quais no momento não resolveriam mais o problema do escoamento do tráfego na região. Outra alternativa para evitar a miséria no Canal do Salgadinho que desemboca na praia da Avenida, era de construir urgentemente coletores  de águas servidas ao longo do trecho, para evitar que toda a sujeira chegasse na praia, o que incomoda a mim, a você, a todos nós.


Sem vez

Ao nomear o engenheiro Gustavo Lopes presidente do Instituto do Meio Ambiente, o governador Renan Filho demonstrou que o Partido Verde não tem lá essa importância toda no seu governo. O nome esperado era de Sandra Menezes pela participação ativa do partido na sua campanha.


Cobrando a fatura

O ex-prefeito de São Luiz do Quitunde e suplente de deputado estadual, Cícero Cavalcante, não deixa o Palácio. Anda cobrando a fatura pela sua atuação na campanha eleitoral do ano passado. 


O relator

O neto de João Lyra, Luis Lyra, foi quem passou todo o relatório à família sobre as presenças dos enteados de JL em sua casa no OceanView. Luis, que atuou como araponga nesse episódio degradante que terminou num caso de polícia, era bem próximo do avô, a quem sempre o cobria de gentilezas.

Rolete chupado

Terminando seu mandato amanhã, sábado, o deputado federal João Lyra tem sido esquecido por todos, inclusive pelo governador Renan Filho, que ganhou na campanha dois minutos de tempo no Guia Eleitoral. Nem telefonema JL tem recebido.

Sem valor

Feita a confusão na residência de João Lyra, a vítima foi até a Central de Polícia e registrou todo o caso em um Boletim de Ocorrência. Dias depois, o delegado Robervaldo Davino disse que para a instauração de inquérito seria necessário que a vítima, o Toninho, representasse os envolvidos. Pra que serve então a lavratura do BO?


Nem saber

Alguns puxas-sacos quiseram trocar a porta arrombada na casa de João Lyra, mas o deputado não quis nem ouvir falar no assunto. A porta arrombada serve de prova material sobre a violência como foi invadida por seus familiares e que a polícia deve apurar.

Força, Suruagy

Um político que fez história em Alagoas, Divaldo Suruagy encontra-se hoje convalescendo de uma enfermidade grave. O colunista e o ex-prefeito Dilton Simões estiveram no apartamento de Suruagy numa visita de velhos companheiros. Sempre atencioso, mas extremamente debilitado, Divaldo é um exemplo de homem público para as futuras gerações. Torcemos pela sua plena recuperação.

Sem essa

Não é verdade o que diz o governo sobre a imprensa em denúncias acerca da administração de Téo Vilela. O próprio governador disse que herdou um rombo de mais de 700 milhões de reais, mas admite, agora, não tratar mais desses assuntos na mídia.


Disposição

O Conselheiro e presidente do Tribunal de Contas, Otávio Lessa parece que quer mudar a cara do TC. Tem tomado medidas duras, mas não sabe se aguentará a pressão de outros colegas que vieram da Casa de Tavares Bastos.


Muy amigo

Não convidem para a mesma mesa o Conselheiro Fernando Toledo, ex-presidente da Assembleia Legislativa e o atual presidente, deputado Antônio Albuquerque. A comida pode ser indigesta.


Justiça lenta

Mesmo que o presidente do Tribunal de Justiça, Washington Luis venha defendendo com muita sabedoria uma maior integração entre o judiciário e a população, muita gente ainda sofre com algumas ações que caminham nas Varas a passos de tartaruga. O processo nº 0010979-90.2000.8.02.001 (001.00.010979-8) julgado há vários anos pelo juiz Orlando Rocha Filho, parou no tempo e no espaço. Na 6ª Vara Cível da Capital o processo dorme em berço esplêndido. Encalhado ninguém sabe por que, mesmo que os autos tenham passado meses nas mãos do réu ferindo os prazos do Código de Processo, a parte prejudicada já não sabe mais a quem apelar. Ou provocar o Conselho Nacional de Justiça para se pronunciar a respeito.


Apuração

Quinze promotores do Ministério Público devem mergulhar na análise dos considerados servidores fantasmas, que não davam expedientes, mas davam prejuízos aos cofres da Assembleia Legislativa. Vamos ver se pelo menos alguém sai algemado desta história.


Apuração 2

Comenta-se nos bastidores, que essa dinheirama toda que muitos ´´laranjas´´ recebiam, mais da metade ia para alguns parlamentares, prática comum durante décadas, segundo comentários de próprio servidores da Assembleia.

Fim de linha

A Casa de Tavares Bastos, infelizmente, tornou-se um símbolo de corrupção, de politicagem baixa, corporativismo, de bandalheira, de assalto aos cofres públicos trabalhando na velha máxima de que ´´é dando que se recebe´´. É certo que existem alguns deputados sérios, mas é uma ínfima minoria.


Batata quente

Zeloso e atento na sua função, o jornalista Ênio Lins, secretário de Estado da Comunicação, diz, a propósito de nota publicada na coluna passada, que ´´a divisão de tarefas quanto às fases do ensino, além de atribuição legal, é um compromisso de campanha. Conforme prometido na eleição passada, o governo estadual está repassando aos municípios as poucas unidades de ensino fundamental que, indevidamente, ainda estejam sob a alçada da Secretaria de Estado da Educação. Não se trata de “batata quente”, nem repassar problemas, mas de partilhar soluções, responsabilidades, para alcançar melhores resultados.´´ 


Batata quente 2

Como o amigo percebeu, em nenhum momento o colunista se referiu à legalidade ou não das tarefas do ensino fundamental do Estado para os Municípios. O que se alertou é que os próprios municípios, que já não cumprem com as suas obrigações até com os seus servidores por falta de recursos, ainda terão mais esse pepino para se preocupar. Com a corda no pescoço e com o FPM caindo a cada mês, parece que a corda cada vez mais estica nas gargantas dos prefeitos. Quanto ao Estado, se livra de mais um comprom

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