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17 de Novembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

28/01/2015 - 07:33:00

Força-tarefa vai apurar participação de políticos na roubalheira da Petrobras

Comissão de “intocáveis” terá oito procuradores que investigarão mais de 40 parlamentares envolvidos no maior roubo da história

DA REDAÇÃO

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, criou uma comissão especial de procuradores para investigar todos os políticos citados diretamente na Operação Lava Jato da Polícia Federal. Agora a investigação pode ganhar corpo, porque é a real origem do maior escândalo de corrupção da história moderna, que está causando danos devastadores na vida de milhares de trabalhadores que já perderam seus empregos e de muitos outros que ainda estão ameaçados de viver este drama pela ganância de muitos políticos de grande influência em Brasília.Sabe-se que o ex-diretor de abastecimento Paulo Roberto Costa envolveu mais de 30 políticos.

O doleiro Youssef confirmou o nome desses 30 e forneceu mais detalhes. Há ainda outros presos que não se sabe até que ponto apontaram mais nomes, podendo envolver outros políticos nessa trama de corrupção. Se todos os nomes que já foram citados e outros que ainda estão encobertos vierem à tona, e se forem condenados e presos, o país poderá ter uma grande oportunidade de recomeçar sua história em bases mais justas e honestas.

“OS INTOCÁVEIS”A força-tarefa conta com oito procuradores do Ministério Púbico Federal para comandar apurações sobre o envolvimento destes políticos no esquema de desvios de bilhões de reais em contratos da Petrobras. Será uma espécie de “Os Intocáveis”, criado pelo governo americano para combater os gangsters americanos da época da Lei Seca, nos Estados Unidos.

O nosso “Eliot Ness” será o coordenador do grupo, o  procurador Douglas Fischer. Além dele, farão parte os procuradores Vladimir Aras, Bruno Calabrich, Rodrigo Telles, Fábio Coimbra e Andrey Borges de Mendonça, além dos promotores do Ministério Público do Distrito Federal  Wilton Lima e Sérgio Fernandes.

O grupo ficará responsável por analisar o material da investigação de inquéritos e denúncias feitas pela Procuradoria-Geral da República ao relator do caso no Supremo Tribunal Federal, ministro Teori Zavascki. O grupo tem carta branca para fazer diligências para apurar a participação de autoridades envolvidas nos desvios da Petrobras. Até buscas, apreensões, quebras de sigilo e pedidos de depoimentos esses procuradores terão autoridade para fazer.

A Operação Lava Jato entrou em outro patamar.Os procuradores se negam a adiantar números ou nomes. Por depoimentos dados por delatores da Lava Jato ao Congresso, porém, fica clara a probabilidade de que mais de 40 políticos sejam investigados por receber propina oriunda dos cofres da Petrobras. As principais fontes de acusação são o ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef.

O prazo das investigações da PGR é de seis meses, mas pode ser prorrogado. A força-tarefa vai trabalhar em paralelo ao grupo de procuradores que investiga, na primeira instância da Justiça Federal do Paraná, os réus da Lava Jato que não têm o foro privilegiado — funcionários públicos, doleiros e empresários, na maioria. Desses, 11 estão presos.

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