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13 de Novembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 10:48:00

As peripécias de Dom Fernando

Alari Romariz Torres Aposentada da Assembleia Legislativa.

Vivemos em Alagoas momentos terrivelmente incertos. Os políticos, em sua maioria, pensam que podem tudo e não acontece nada.Existe um usineiro que resolveu ser político e persegue os servidores da ALE desde que virou deputado.Arranjou um mecanismo para se perpetuar como presidente do Legislativo e, a partir daí, virou o maior “pinóquio” do nosso pequeno Estado.O dinheiro público passou a ser dele. Tudo podia fazer: pagar aleatoriamente, criar laranjas para devolverem para ele o valor recebido, aumentar o número de comissionados para 900, não implantar medidas judiciais, dividir o dinheiro público com seus pares.

De repente, o MP Estadual resolveu punir Dom Fernando e sua turma. Afastou-os dos cargos de direção da ALE por dois meses. Ficaram calados imaginando uma possível vingança.Após regressar a seus lugares, a turma de Dom Fernando puniu o MP cortando os valores que ele recebia do Estado. Foi um escândalo. Promotores e procuradores precisaram recorrer ao Supremo Tribunal Federal para retornar à normalidade.

Pensam que Fernandinho tomou juízo? De maneira nenhuma! Continuou pintando e bordando, usando as verbas públicas como se fossem dele!O castigo nunca chegou e veio um lindo presente: o moço foi nomeado Conselheiro do Tribunal de Contas! Várias pessoas entraram na Justiça tentando impedir tal aberração.

Nada feito.Fernandinho saiu pelas portas dos fundos, deixando os servidores sem o 13º salário mais os vencimentos do mês de dezembro e assumiu no TC. Uma aventura digna de ser contada no cinema! Quem for podre que se quebre, diz o artista que enganou o povo das Alagoas e não foi punido. Preciso pensar no nome do filme!     

Quem está sendo castigado é o servidor da ALE: ficou sem o 13º salário e sem o do mês de dezembro. As consignações não foram repassadas para a Caixa Econômica Federal, o imposto de renda foi glosado, a previdência usada para perseguir pessoas através de descontos ilegais.Em 1º de fevereiro assumirá nova Mesa Diretora e já começam os comentários: “Pagaremos com o duodécimo isso ou aquilo, faremos revisão na folha de pagamento”.

Não ouço ninguém dizer: “Vamos punir o Fernandinho e sua turma, entraremos na Justiça contra eles, obrigando-os a pagar tudo o que tiraram da ALE e dos servidores”.A economia sempre passa pela folha de pagamento! Nada de falar em cortar algo deles próprios, os deputados! Eles, os insaciáveis, se consideram inatingíveis.

Os companheiros devem radicalizar. Chega de acordos ridículos, onde a categoria sai perdendo. Fecha a Casa, invade a Casa e só reabre quando tudo for liquidado. É preciso haver respeito pela categoria. Somos tratados como seres inferiores: as entidades vão conversar com a Mesa Diretora e aceitam propostas indecentes.

Chega de sofrimento!Dom Fernando e sua turma precisam pagar tudo o que de nós tiraram, ter seus bens bloqueados para serem vendidos com a finalidade de ressarcir o dinheiro desviado.Não é justo que Fernandinho fique no Tribunal de Contas zombando dos servidores, concedendo entrevistas ridículas explicando o inexplicável. É preciso ser castigado urgentemente.“Linda camisa Fernandinho” (Como dizia aquela propaganda na TV). Comprou-a com o dinheiro da ALE? Devolva-a com juros e correção.   

 Só Deus na causa!

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