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19 de Setembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 10:47:00

Vamos às comparações

JORGE MORAIS Jornalista

Coincidentemente, estava lendo a edição do Extra da semana passada e me deparo com uma boa matéria na página 18, sobre poluição, com o título: Mau cheiro na orla de Maceió ameaça turismo, escrita pelo José Martins. A coincidência, meu caro Martins, está relacionada ao desejo de escrever sobre o que nos falta em relação a nossa orla. Sobre a poluição não vou escrever mais, porque o fizestes muito bem, mas tem muito mais coisas que nos falta, comparando, por exemplo, com a pertíssima cidade de Aracaju/SE.

Aproveitei o finalzinho das férias e, retornando para Maceió, passei três dias na capital dos sergipanos. Como estava fazendo turismo mesmo, comecei a observar como a gente é pobre de opções na nossa orla marítima. Tenho certeza que os nossos secretários de Turismo e de Cultura, de Maceió e de Alagoas, sabem do que vou escrever, porque são pessoas que viajam muito a passeio ou a trabalho.Acompanhem a minha linha de raciocínio e vejam se tenho ou não razão.

Maceió, deixando de lado os bares, restaurantes, as ciclovias, calçadões para as caminhadas, e a feira livre da praia, o Mercado do Artesanato, um posto policial da Força Nacional e outro posto da SMTT, além do sábado de show, no mês de janeiro, em comemoração aos 200 anos de Maceió, o que nos resta para fazer? Claro que ainda temos dois problemas para administrar: a violência e a falta de estacionamento.Na primeira leitura, temos a impressão que é muita coisa para uma orla só. Pois bem, em Aracaju, tem tudo isso e muito mais.

Sem contar que não são postos policiais, mas uma Delegacia do Turista completa, com delegado, escrivão, policiais, viaturas e uma recepção; três feiras livres permanentes; diversos estacionamentos; áreas livres de calçadões e longas; um número maior de bares, restaurantes e sorveterias, em ambos os lados da orla; e um número, cada vez maior, de hotéis e pousadas; um Oceanário permanente; pista de kart; skate; brinquedos e parques.Levo em consideração ainda, a comercialização de produtos em boa parte da orla, onde encontramos confecções, bolsas, sandálias, sapatos, tênis, chapéu, bijuterias, pinturas, trabalhos em madeira, etc. etc. e etc. Tudo autorizado pelo município, que cobra uma taxa de permanência dos vendedores, que marcam seus espaços, e recolhem as mercadorias, no máximo, às 23h.

Mas, algumas outras coisas me chamaram a atenção. Um trenzinho circulando só na orla, apanhando os turistas nos hotéis e pousadas, entre 17h e 23h; de quinhentos em quinhentos metros, próximos aos restaurantes e bares. Totens instalados no calçadão, com álcool em gel, para utilização por todo mundo, inteiramente grátis para higienização das mãos, empreendimento em parceria com empresas privadas; uma limpeza de causar inveja a qualquer outro ambiente; poucos pedintes e pouca gente limpando os para-brisas de veículos; sem praias poluídas, como as registradas na matéria do José Martins. E onde é que eles perdem para Maceió? Na beleza das praias, mesmo que impróprias ao banho. Resultado: a cidade está abarrotada de gente e, todo mundo, falando bem. Não custa muito fazer, não é verdade gente?

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