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16 de Novembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 09:06:00

Gabriel Mousinho

Ano de confusão

Nem bem começou o ano, a Assembleia Legislativa e o Ministério Público começam às turras. Os deputados aprovaram com restrições ações da 17ª Vara projeto que ainda será submetido aos parlamentares em face do veto do governador Renan Filho e o Ministério Público deu o troco imediatamente, promovendo ações de apropriação indébita contra a instituição que não tem repassado como deve o desconto de Imposto de Renda dos trabalhadores.

Mas a ação que pede a devolução de cerca de 77 milhões, não ficará só nessa. Vem mais por aí, como adianta o Ministério Público. A briga ainda vai durar muito e, cada vez, fica mais distante de uma harmonia entre a Assembleia e o MP.Até o final do mês a Assembleia deverá se reunir para analisar o veto da 17ª Vara promovido pelo governador Renan Filho. Será a prova de fogo. Se os deputados derem meia volta ficam desmoralizados.

Se derrubarem o veto com certeza pegam uma boa briga com o governador.Pelo andar da carruagem e conversas de bastidores, além do governo ter negado um pequeno empréstimo a ALE para pagamento de salários atrasados dos trabalhadores, o sentimento é de que a tropa que modificou a 17ª Vara vai manter sua posição.O ano de 2015, assim, será mesmo de muita confusão.

Meia volta

Depois de anunciar que a Força Nacional presidiria os inquéritos de homicídios, o governo voltou atrás. Uma portaria da Delegacia Geral de Polícia Civil publicada ontem devolve aos delegados da capital o direito de presidir os inquéritos, concomitantemente com o apoio da Força Nacional. Os delegados, assim, voltam a exercer suas atividades prestigiados. A decisão anterior, diga-se de passagem, foi precipitada.

Governo paralelo

Não dá para acreditar, mas alguns aliados de primeira hora do governador Renan Filho confidenciam que, já no início da administração, um governo paralelo se formou com alguns principais auxiliares do chefe. Indicações são analisadas e as preferências sempre são escolhidas por esse pequeno, mas influente time.


Pra plateia

Um deputado revelou no final de semana, que o governador Renan Filho vetou o projeto da 17ª Vara para jogar pra plateia, mas intimamente é indiferente sobre a decisão da Assembleia Legislativa. Ou seja, não lhe interessaria muito se o veto fosse mantido ou não.

Pra baixo

A Assembleia Legislativa parece que não tem jeito mesmo. Depois das denúncias feitas pelo Ministério Público, agora se descobriu que tinha assessores que ganhavam mais de que qualquer funcionário de carreira. 

Pra baixo 2

Não faria mal nenhum se o Ministério Público e a Polícia Federal, que já fizeram uma devassa na Assembleia, voltassem com força. Afinal de contas, impostos federais estão sendo questionados pelo MP.


Alto lá

Parece que a briga pela presidência do Instituto do Meio Ambiente está terminando e pessoas ligadas ao governador dizem que um nome sairá do bolso do seu paletó, afastando qualquer possibilidade do órgão ser entregue ao Partido Verde.


Alto lá 2

Para se ter uma ideia da importância do IMA no contexto técnico e político, uma área entre a praia do Francês e Barra de São Miguel teve u m projeto aprovado pela instituição tempos atrás, mas foi embargado pelo Ministério Público Federal. A área discutida é de alto interesse comercial para grandes grupos financeiros.

Batata quente

O governo do Estado, habilmente, quer tirar do seu pescoço o ensino fundamental e passar para os municípios administrarem, uma batata realmente quente para quem não tem nem como sobreviver com os recursos do Fundo de Participação. Inteligentemente o governo se livra de dois problemas: o de recursos e de manutenção das unidades de ensino. Como diz o velho ditado, ´´quem for podre que se quebre.´´

Negociação

Na pauta dos problemas que o governo do Estado enfrenta, chega com força o pedido de reajustes salariais dos trabalhadores de todas as áreas, inclusive Educação e Saúde. Como o problema é grande, o governo está criando uma Comissão para ir administrando a situação. Até quando ninguém sabe.


O troco

Quando assumiu o governo há oito anos, Téo Vilela botou a boca no trombone e disse que a administração de Ronaldo Lessa deixou um rombo de mais de 400 milhões de reais. Agora, Renan Filho faz a mesma coisa, revelando que Téo deixou um buraco generoso de mais de 700 milhões de reais.


Desprezado

O Dique Estrada parece que não faz parte do município de Maceió. A área, que poderia ser uma das mais importantes para o turismo da cidade, já que é banhada pela Lagoa Mundaú, está entregue literalmente às baratas. Quem passar por ali, pedimos a Deus que os turistas circulem por outro local, sente vergonha. Cavalos pastando nos canteiros, porcos fuçando os restos de sururu deixados no local, carros velhos e latarias abandonadas, urubus festejando restos de alimentos podres, enfim, como se Maceió estivesse abandonada. Bem que a prefeitura de Maceió poderia mandar a Slum fazer uma limpeza no local.


Contra senso

Enquanto a prefeitura de Maceió ganha nota 10 com a programação de Verão na Praça Multi Eventos, ganha também nota zero na ausência de chuveiros e banheiros onde os turistas visitam a piscina natural da Pajuçara, exatamente em frente do Hotel Radisson, um dos melhores da cidade. Turismo assim, nem na China.

Cruzamento de folhas

O Ministério Público quer fazer um cruzamento de folhas em prefeituras do interior, mas deveria forçar a barra para começar pela Assembleia Legislativa, Câmara de Vereadores, Tribunal de Contas, governo do Estado e prefeitura de Maceió. Com certeza sobraria dinheiro para oxigenar os orçamentos das instituições.


Pra valer

O governador Renan Filho está mesmo disposto a cortar na carne as despesas para viabilizar o governo. Negou facilidades para a Assembleia Legislativa, uma instituição lamentavelmente desmoralizada pelos escândalos que protagonizou, deu uma redução nos duodécimos de todos os poderes, inclusive o Judiciário e está acenando para outras providências importantes para a governabilidade. 


Comigo, não

Quem quiser conseguir alguma coisa com o governador Renan Filho, é bom não levar conversa citando o nome do senador Renan Calheiros. O governador quer imprimir uma administração independente e já deu a entender que não gosta de misturar as coisas.


Frustração

Muita gente que pensava está garantida no governo de Renan Filho, está chupando pirulito. Até mesmo àqueles que achavam que tinham contribuído muito durante a campanha. Renan está dando a entender que quer fazer uma administração à sua maneira, sem paparicagem nem com puxa-saquismo, o que tem sido visto nos últimos anos.

Se preparando

A ex-prefeita Kátia Born não quer ficar de fora do jogo político do próximo ano. Para isso já trabalha para ser a sucessora de Toninho Lins, no município de Rio Largo. Atualmente secretária de Saúde, Kátia vai ter até o prazo de desincompatibilização para mostrar serviço em Rio Largo e transformar a situação calamitosa da saúde em grandes conquistas para a população. Se Toninho estiver até lá no cargo de prefeito.

Divaldo Suruagy

Governador três vezes, prefeito de Maceió, senador da República e deputado federal, Divaldo Suruagy é um exemplo para futuras gerações. Foi um dos administradores mais honestos que Alagoas teve a honra de conhecer. Homem de poucas posses, intelectual, nunca se valeu do cargo para perseguir ou se locupletar das funções que exerceu. Pelo contrário. Ajudou a milhares de alagoanos sem querer nada em troca. Hoje, lutando pela saúde, tem recebido visitas de poucos amigos. É a vida.

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