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25 de Setembro de 2018

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Edição nº 806 / 2015

27/01/2015 - 08:58:00

JORGE OLIVEIRA

Estelionato eleitoral

Maceió - Art. 299 - Omitir, em documento público ou particular, declaração que dele devia constar, ou nele inserir ou fazer inserir declaração falsa ou diversa da que devia ser escrita, com o fim de prejudicar direito, criar obrigação ou alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante: Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa, se o documento é público, e reclusão de 1 (um) a 3 (três) anos, e multa, se o documento é particular.


Em um país sério, a Dilma já estaria enquadrada no crime de falsidade ideológica desde que assumiu o segundo governo no último dia primeiro de janeiro. Ela fez declarações falsas aos brasileiros durante a campanha eleitoral. Tudo que disse nos programas políticos na TV e no Rádio era mentira.

Usou artifícios ilegais, truques de imagens e propostas enganosas para iludir a população e, por isso, deveria ser enquadrada no Art. 299, com pena de reclusão de 1 a 5 anos.Nem bem começou o segundo mandato, a presidente mostra aos brasileiros a cara de um governo incompetente, sem planejamento e despreparado.

Começa sacrificando o trabalhador com aumento de impostos, de combustíveis e alíquotas financeiras que vão onerar os cheques especiais e as prestações dos que imaginam fazer créditos para adquirir um simples eletro doméstico. Desmente, assim, tudo que disse nos programas quando prometeu defender o emprego e o salário do trabalhador, agora assaltado pelas medidas perversas do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, um banqueiro, que saiu das hostes do Bradesco, para operar a economia do Brasil.

Com uma economia em frangalhos, com obras paradas e investimentos em infraestrutura desativados, o Brasil parou. Parou porque o governo petista é incompetente, não sabe planejar nem executar.

Aparelhou o estado de cabo a rabo e gasta mais do que arrecada. Não faz o elementar dever de casa. Por isso é que antes de acabar o ano exigiu que o Congresso Nacional jogasse no lixo a Lei de Responsabilidade Fiscal que tinha, entre outras atribuições, evitar a gastança desordenada dos governos federal, estadual e municipal.

E o Congresso, de quatro, atendeu aos apelos da presidente depois que ela prometeu fazer e fez uma farra com a distribuição de dinheiro das emendas parlamentares enchendo os bolsos daqueles que deixaram os mandatos e dos que foram reeleitos.

A Corda

Quase a metade dos eleitores brasileiros sabia que esse governo iria apertar a corda no pescoço dos trabalhadores. Com exceção dos miseráveis do Bolsa Família e dos militantes petistas, agarrados aos cargos públicos, 50 milhões de eleitores disseram não a reeleição desse governo. Mas, infelizmente, o derrame de dinheiro, o aparelhamento do estado e a movimentação dos sindicatos e centrais sindicais, que se alimentam do dinheiro público, tiveram papeis preponderantes na renovação do mandato da presidente.

Improviso

O que os brasileiros assistem agora – a falta de água e de luz – é fruto de um governo sem planejamento, improvisado e desordenado. Aliás, isso já era previsto. A ex-ministra do Planejamento (?), Mirian Belchior, gravou uma entrevista no Fantástico, onde demonstrou toda sua incompetência na gestão de um país. Disse, entre tantas bobagens, que “o governo do PT tinha pressa em tocar obras e por isso optou que faria isso sem planejamento”. É a confissão da indolência administrativa, da burrice e do despreparo para quem tinha a responsabilidade de planejar (?) o país. Imagine, senhoras e senhoras, que essa executiva do caos está cotada para assumir a Caixa Econômica Federal.


Desastre

Diante dos últimos fatos tão desastrosos dessa administração petista, é que os brasileiros devem se preparar para o pior. Mas antes que cheguemos ao fundo do poço, resta a todos nós o legítimo direito de pedirmos o impeachment da presidente.

 Esclarecimento

O presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB), envia a este colunista a seguinte correspondência:


“Resposta do presidente nacional do Partido Republicano Brasileiro (PRB) à coluna “Jorge Oliveira”, do jornal Extra, de Alagoas
Em resposta ao artigo “Record aplica golpe na Globo”, de autoria do articulista Jorge Oliveira, publicado hoje (13/01), no Jornal Extra, de Alagoas, cumpre-nos esclarecer as inverdades e ilações que não encontram respaldo em fatos concretos.A começar pelo próprio título do texto, que sugere o embate entre duas emissoras de televisão como parte de um acerto estritamente político. Inverídica, a afirmação é fantasiosa e não se sustenta num único fato comprovado.

O texto exagera ao afirmar que o presidente Marcos Pereira “soltou os cachorros em cima da (presidente) Dilma” e “que ela não se atrevesse a fazer tal coisa porque corria o risco de levar seus 21 deputados federais para a oposição.”Marcos Pereira jamais “soltou os cachorros” sobre Dilma e não desafiou da maneira como sugere o articulista, que se vale apenas do que leu num outro veículo de comunicação. Havia e há um acordo político, e ele tem sido cumprido.

De maneira caluniosa, o articulista diz que o ministro George Hilton “é um velho conhecido da Polícia Federal”, o que dá a impressão de que sua vida pregressa foi construída envolta a problemas, o que não é verdade.

É inadmissível que a imprensa brasileira insista em condenar um cidadão devidamente absolvido de qualquer culpa, tendo comprovado que os recursos transportados por ele correspondiam a doações de fiéis à Igreja Universal.O articulista mistura de forma irresponsável assuntos de interesse da Rede Record, uma emissora com presidência e diretorias próprias, com os movimentos de um partido político que também tem sua total independência.

Faz uma acusação grave de que o PRB estaria a serviço da Record para beneficiar os interesses comerciais da emissora, o que não representa um suspiro de verdade. É uma ilação, repito, sem o menor fundamento.Acusa, ainda, a Record de estar “no centro de um dos eventos mais importantes do mundo”, e sugere que a mudança do ministro, estritamente política, tem a ver com esses movimentos.

Diante de tudo isso o presidente do PRB, Marcos Pereira, volta a afirmar:

1 – Não há nenhum outro interesse do PRB ao assumir o ministério e as secretarias estaduais de esportes que não seja desenvolver a prática desportiva no Brasil com ética e respeito aos interesses públicos;

2 – Não há nenhuma ingerência da Igreja Universal ou da Rede Record na estratégia política do PRB, que tem uma presidência bem definida, com metas de crescimento como qualquer partido sério que trabalha pelo Brasil;

3 – As acusações contra o ministro George Hilton não passam de tentativas desesperadas de frustrar o projeto de gestão que está em construção, alicerçado no desenvolvimento da prática desportiva no país;4 – Reforço que os atributos do ministro George Hilton o qualificam para gerir o esporte brasileiro. É articulado, conciliador e saberá alinhar as diferentes frentes e interesses em convergências eficazes.

Para finalizar, ressaltamos que o presidente Marcos Pereira está sempre à disposição da imprensa brasileira, embora não tenha sido procurado pelo articulista em questão antes de produzir seu texto.Sem mais. Comunicação – Presidência Nacional do PRBMarcos Pereira – presidente nacional do PRB”


Nota da coluna:

1. O ministro do Esporte, George Hilton (PRB-MG), sofre uma execução judicial da União. Uma ação da Fazenda Nacional na Justiça Federal cobra R$ 29,7 mil dele, de uma parente e de uma empresa referentes a impostos supostamente não pagos. Iniciada em 2011, a ação corre na 26a Vara Federal de Minas Gerais. 

2. O ministro também foi flagrado pela Polícia Federal, em 2005, no Aeroporto da Pampulha, em Belo Horizonte, com R$ 600 mil em espécie (R$ 976 mil em valores atualizados) que dizia ser dinheiro da Igreja Universal.

3. Levantamento do Estado de Minas aponta que George Hilton dobrou seu patrimônio desde que passou a informar à Justiça Eleitoral os valores de seus bens. De R$ 294 mil em 2006, quando obteve seu primeiro mandato de deputado federal, para R$ 472 mil em 2010.  Em 2014, reeleito, o valor declarado foi de R$ 669 mil.4. O ministro entende de esporte como o Lula entende de fissão nuclear e a Dilma de gestão pública.

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